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José Antonio

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Temer elevará impostos para cobrir rombo nas contas públicas

O presidente em exercício Michel Temer vai recorrer ao aumento de tributos para diminuir o rombo nas contas públicas em 2017. Mesmo assim, a meta de déficit fiscal será superior a R$ 150 bilhões.

Na noite de ontem, após reunião com Temer e a equipe econômica, o senador e relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, Wellington Fagundes (PR-MT), informou que a previsão de receitas será elevada com o aumento da Cide (imposto sobre os combustíveis) e recursos com concessões e privatizações. Também estão em análise outros tributos que não dependam do Congresso.

Segundo fontes, a elevação da Cide, de R$ 0,10 para R$ 0,60, por exemplo, poderia resultar num reforço de caixa anual de até R$ 15 bilhões.

Sem essas medidas adicionais, o déficit para 2017 poderia chegar a R$ 194 bilhões, informou o presidente da Comissão Mista do Orçamento, o deputado Arthur de Lira (PP-AL).

Fazenda, Planejamento, Banco Central e Receita ainda têm números diferentes e há como “arrefecer” o déficit do ano que vem, explicou Lira. “Falamos de impostos, privatizações, concessões, repatriação e da importância também de a PEC do teto dos gastos ser aprovada.”

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, informou no encontro que o governo já recolheu R$ 8 bilhões na repatriação de recursos.

Segundo fontes, a proposta levada por Meirelles é de uma de meta mais próxima de R$ 140 bilhões a R$ 150 bilhões. Mas a ala política do governo, entre eles o senador Romero Jucá (PMDB-RR), insistiu num valor mais elevado, em torno de R$ 160 bilhões.

O dia de discussões intensas fez, no meio da tarde, Temer quebrar o protocolo e ir ao gabinete do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para reunião com Meirelles. No ritual do poder, ministros é que vão ao presidente, e não o contrário.

Sem superar o impasse, Temer pediu aos ministros da área econômica um número fechado para a meta até o meio-dia de hoje. Sua intenção é anunciá-la até o fim do dia.

O presidente também encomendou medidas adicionais, principalmente relacionadas ao controle de gastos. “Ele não quer que o discurso de aumento de receitas fique focado apenas em impostos”, disse uma fonte. Uma delas é a revisão do auxílio-doença, que foi anunciada no fim do mês pelo ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira.

MSN

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Victor235
Câmara dos Deputados discute fim do dinheiro em espécie no Brasil
RENATO SANTINO 10/07/2017 17H00

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(Foto: Reprodução)

Imagine viver em um Brasil onde não haja mais cédulas de dinheiro e todas as transações financeiras acontecem apenas por meios digitais. Parece improvável? Sim, mas é exatamente isso que a Câmara dos Deputados pretende discutir nesta terça-feira, 11, na Comissão de Defesa do Consumidor.

Trata-se do Projeto de Lei 48/2015, proposto pelo deputado Reginaldo Lopes, do PT-MG. O PL é simples e direto: extinguir e proibir a circulação de cédulas de dinheiro, que poderiam ser mantidas apenas para registro histórico. Para compensar, bancos e empresas de crédito não poderiam cobrar um percentual nas operações de débito.

Entre as justificativas apresentadas no projeto, o deputado alega que essa é uma tendência mundial com o avanço da tecnologia. Também apresenta argumentos de que as transações digitais são mais seguras que o dinheiro físico. “Eliminaríamos práticas de crimes como assaltos a bancos, arrombamentos de caixas eletrônicos, assaltos a postos de gasolina, sequestros, saidinhas de banco e violência em geral”, diz o texto. 

Outro motivo listado no texto do projeto é o de que “terroristas, sonegadores, lavadores de dinheiro, cartéis de drogas, assaltantes, corruptos estariam na mira fácil do controle financeiro”, além de eliminar gastos com emissão de moeda, notas e transporte de valores. Você pode ler o PL e suas justificativas por inteiro neste link.

Por enquanto, o PL 48/2015 está apenas em discussão na Câmara, sem qualquer previsão de ser votado para poder entrar em vigor. A Comissão de Defesa do Consumidor apenas agendou um debate para esta terça-feira, 14h30, com participação de figuras como Henrique Meirelles, ministro da Fazenda e Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central.

OLHAR DIGITAL

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E.R

https://g1.globo.com/economia/noticia/entenda-a-guerra-comercial-entre-eua-e-china-e-como-ela-pode-afetar-a-economia-mundial.ghtml

A temperatura entre as duas maiores economias do mundo subiu nos últimos dias, colocando China e Estados Unidos prestes a iniciar uma guerra comercial, que tem o potencial de abalar a atividade econômica global.

O combate aos produtos "made in China" é uma bandeira de campanha do presidente Donald Trump. Desde março, ele começou a colocar em prática sua política 'America First' (América Primeiro, na tradução livre), que tem entre seus focos fortalecer a indústria americana em detrimento de produtos importados.

O estopim da tensão foi quando os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre o alumínio de diversos países.

Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), os Estados Unidos miraram a China, mas se deram conta de que poderiam provocar um embate global generalizado ao disparar contra outros países, como Brasil, União Europeia, México e Canadá. Essas nações foram retiradas uma a uma temporariamente da lista.

Depois disso, os Estados Unidos calibraram a mira e direcionaram suas ações contra a China. E desde então os dois países estão queda de braço, com uma sequência de medidas de um contra o outro.

A última cartada foi de Donald Trump, que disse que pretende impor mais US$ 100 bilhões em tarifas sobre produtos chineses, além dos US$ 50 bilhões já anunciados. A afirmação é uma resposta à decisão da China de retaliar o país e cobrar taxas sobre vários produtos americanos, como soja e automóveis.

 

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E.R

https://veja.abril.com.br/revista-veja/o-efeito-amazon/

Os pontos mais nobres da fulgurante Quinta Avenida de Manhattan, na qual se encontra, por exemplo, a joalheria eternizada pelo filme Bonequinha de Luxo, sempre foram alvo de disputas acirradas no mercado imobiliário. Para terem o privilégio de abrir uma loja nas quadras mais cobiçadas da Quinta Avenida, as marcas precisam desembolsar um aluguel anual de 30 000 dólares por metro quadrado. A principal rua de compras do Brasil, a Oscar Freire, em São Paulo, tem números bem mais modestos: cerca de 800 dólares por metro quadrado. Existem poucas vitrines, em todo o mundo, com um quilate equivalente ao da principal via de Nova York. As grifes de luxo e marcas do momento tinham quase a obrigação de possuir uma loja ali. Em um sinal dos novos tempos, entretanto, algumas grandes redes decidiram fechar as portas na avenida ou se mudaram para trechos menos caros. Foi o que fizeram, nos últimos anos, a Ralph Lauren, a Kenneth Cole e a Juicy Couture. As razões para a debandada são o custo altíssimo para manter um espaço no coração da cidade e a diminuição do fluxo de turistas. Mas não só isso: a desocupação de lojas estreladas na Quinta Avenida é simbólica da transformação em curso no comércio dos Estados Unidos. Grandes lojas de departamentos estão fechando filiais pelo país às dezenas. Alguns consultores dizem que havia uma saturação do comércio no país, cujos excessos começam a ser corrigidos. Outros apontam o dedo para outro culpado: o comércio eletrônico, o chamado “efeito Amazon”.

Até a recessão causada pela crise financeira de 2008, as marcas internacionais investiam maciçamente em grandes lojas-modelo, as flagship stores, para a divulgação de seus lançamentos. Houve uma bolha no valor dos aluguéis dos endereços mais exclusivos. Ao mesmo tempo, era essencial possuir uma grande rede de pontos de venda pelo país, tanto em endereços próprios quanto em lojas de departamentos ou shoppings. Atualmente, há 2,2 metros quadrados de lojas para cada cidadão americano — trata-se de cinco vezes mais do que os cidadãos de países europeus têm à disposição e trinta vezes mais do que os brasileiros possuem. Mas, desde 2015, cerca de 500 grandes centros comerciais, de redes como Kmart, Macy’s e Sports Authority, fecharam as portas. Segundo uma análise do banco Credit Suisse, a redução do número de lojas fará com que um em cada quatro shoppings americanos feche até 2022. Outra maneira de observar a derrocada do varejo tradicional é a queda no valor de suas ações negociadas na bolsa, enquanto a Amazon bate recordes de alta.

Fazer compras pela internet, em vez de ir a um grande shopping, está não apenas se tornando um hábito mais comum a cada dia — está perto de ser dominante. Segundo dados da consultoria Euromonitor, o varejo eletrônico representa um terço das vendas físicas nos Estados Unidos. Em cinco anos, a internet tomará a metade do mercado. A transformação não chegou ainda com tanta força à Europa e engatinha no Brasil. Na China, entretanto, o crescimento do comércio eletrônico tem sido explosivo. A migração dos chineses do campo para as cidades levou ao desenvolvimento de megalópoles, com grandiosos centros comerciais. Os chineses representam o maior mercado de internet do mundo, em termos de número de usuários. Desde 2005, o faturamento do comércio eletrônico cresceu 50.000%. Até 2022, estima-­se que o varejo on-line será o equivalente a 70% das vendas feitas em lojas tradicionais, um porcentual bem superior ao esperado para os Estados Unidos e para a Europa. No Brasil, atualmente, as vendas pela internet não passam de 15% do comércio tradicional. Mas existem áreas nas quais a transição ocorre mais rapidamente, entre elas a venda de eletrodomésticos e eletrônicos. Ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, os shoppings por aqui continuam em expansão. Passada a recessão, a tendência esperada é de retomada do consumo. “Conseguimos atravessar bem a crise no setor”, afirma Glauco Humai, presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). “Ainda há muito espaço para o surgimento de centros comerciais no país. A área total de lojas em relação ao número de habitantes é baixa, bem distante do que se vê no mercado americano.”

O varejo tradicional americano em crise ganhou um defensor de peso: Donald Trump. “A Amazon precisa pagar os custos (e os impostos) imediatamente!”, esbravejou, recentemente, pelo Twitter. A concorrência desleal está levando à ruína milhares de pequenos comerciantes, disse Trump. Sempre dado a tiradas populistas, nesse caso o presidente americano pode ter escolhido um alvo que pouco lhe renderá votos. A despeito dos empregos perdidos no comércio, a grande maioria da população apoia os benefícios trazidos pelas compras on-line, em termos de comodidade e preço. O presidente, ainda assim, tem um tico de razão. A favor de sua queixa, é verdade que a estrutura tributária americana favorece o comércio digital. “Nos Estados Unidos, a maior parte dos varejistas do e-commerce não recolhe o imposto sobre vendas, similar ao ICMS brasileiro. As grandes redes conseguem ganhar alguma eficiência para competir, mas os comércios regionais não”, diz Marcos Gouvêa de Souza, consultor e conselheiro do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). Não há muito tempo, aliás, as críticas feitas nos Estados Unidos recaíam sobre os gigantes Walmart e Kmart, que arrasavam com as lojas tradicionais sempre que chegavam a uma nova praça americana. Trump também criticou o fato de a Amazon pagar relativamente pouco para ter as mercadorias entregues pelos correios, o United States Postal Service, uma empresa pública que tem acumulado prejuízos com a queda no número de correspondências e o aumento de despesas com os funcionários.

Embora bravateie pelas redes sociais, Trump não deixou claro se tentará conter o poder da Amazon e como fará isso. Ainda assim, é também um sinal dos tempos que a China veja na tecnologia uma maneira de favorecer o consumo e a inclusão social, enquanto o líder americano a tenha como uma ameaça.

 

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