Jump to content
Sign in to follow this  
Will CH

ECONOMIA

Recommended Posts

José Antonio

Share this post


Link to post
SâmaraCH
NOTÍCIAS

Temer elevará impostos para cobrir rombo nas contas públicas

O presidente em exercício Michel Temer vai recorrer ao aumento de tributos para diminuir o rombo nas contas públicas em 2017. Mesmo assim, a meta de déficit fiscal será superior a R$ 150 bilhões.

Na noite de ontem, após reunião com Temer e a equipe econômica, o senador e relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, Wellington Fagundes (PR-MT), informou que a previsão de receitas será elevada com o aumento da Cide (imposto sobre os combustíveis) e recursos com concessões e privatizações. Também estão em análise outros tributos que não dependam do Congresso.

Segundo fontes, a elevação da Cide, de R$ 0,10 para R$ 0,60, por exemplo, poderia resultar num reforço de caixa anual de até R$ 15 bilhões.

Sem essas medidas adicionais, o déficit para 2017 poderia chegar a R$ 194 bilhões, informou o presidente da Comissão Mista do Orçamento, o deputado Arthur de Lira (PP-AL).

Fazenda, Planejamento, Banco Central e Receita ainda têm números diferentes e há como “arrefecer” o déficit do ano que vem, explicou Lira. “Falamos de impostos, privatizações, concessões, repatriação e da importância também de a PEC do teto dos gastos ser aprovada.”

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, informou no encontro que o governo já recolheu R$ 8 bilhões na repatriação de recursos.

Segundo fontes, a proposta levada por Meirelles é de uma de meta mais próxima de R$ 140 bilhões a R$ 150 bilhões. Mas a ala política do governo, entre eles o senador Romero Jucá (PMDB-RR), insistiu num valor mais elevado, em torno de R$ 160 bilhões.

O dia de discussões intensas fez, no meio da tarde, Temer quebrar o protocolo e ir ao gabinete do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para reunião com Meirelles. No ritual do poder, ministros é que vão ao presidente, e não o contrário.

Sem superar o impasse, Temer pediu aos ministros da área econômica um número fechado para a meta até o meio-dia de hoje. Sua intenção é anunciá-la até o fim do dia.

O presidente também encomendou medidas adicionais, principalmente relacionadas ao controle de gastos. “Ele não quer que o discurso de aumento de receitas fique focado apenas em impostos”, disse uma fonte. Uma delas é a revisão do auxílio-doença, que foi anunciada no fim do mês pelo ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira.

MSN

Share this post


Link to post
Victor235
Câmara dos Deputados discute fim do dinheiro em espécie no Brasil
RENATO SANTINO 10/07/2017 17H00

Imagem
(Foto: Reprodução)

Imagine viver em um Brasil onde não haja mais cédulas de dinheiro e todas as transações financeiras acontecem apenas por meios digitais. Parece improvável? Sim, mas é exatamente isso que a Câmara dos Deputados pretende discutir nesta terça-feira, 11, na Comissão de Defesa do Consumidor.

Trata-se do Projeto de Lei 48/2015, proposto pelo deputado Reginaldo Lopes, do PT-MG. O PL é simples e direto: extinguir e proibir a circulação de cédulas de dinheiro, que poderiam ser mantidas apenas para registro histórico. Para compensar, bancos e empresas de crédito não poderiam cobrar um percentual nas operações de débito.

Entre as justificativas apresentadas no projeto, o deputado alega que essa é uma tendência mundial com o avanço da tecnologia. Também apresenta argumentos de que as transações digitais são mais seguras que o dinheiro físico. “Eliminaríamos práticas de crimes como assaltos a bancos, arrombamentos de caixas eletrônicos, assaltos a postos de gasolina, sequestros, saidinhas de banco e violência em geral”, diz o texto. 

Outro motivo listado no texto do projeto é o de que “terroristas, sonegadores, lavadores de dinheiro, cartéis de drogas, assaltantes, corruptos estariam na mira fácil do controle financeiro”, além de eliminar gastos com emissão de moeda, notas e transporte de valores. Você pode ler o PL e suas justificativas por inteiro neste link.

Por enquanto, o PL 48/2015 está apenas em discussão na Câmara, sem qualquer previsão de ser votado para poder entrar em vigor. A Comissão de Defesa do Consumidor apenas agendou um debate para esta terça-feira, 14h30, com participação de figuras como Henrique Meirelles, ministro da Fazenda e Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central.

OLHAR DIGITAL

Share this post


Link to post
E.R

https://g1.globo.com/economia/noticia/entenda-a-guerra-comercial-entre-eua-e-china-e-como-ela-pode-afetar-a-economia-mundial.ghtml

A temperatura entre as duas maiores economias do mundo subiu nos últimos dias, colocando China e Estados Unidos prestes a iniciar uma guerra comercial, que tem o potencial de abalar a atividade econômica global.

O combate aos produtos "made in China" é uma bandeira de campanha do presidente Donald Trump. Desde março, ele começou a colocar em prática sua política 'America First' (América Primeiro, na tradução livre), que tem entre seus focos fortalecer a indústria americana em detrimento de produtos importados.

O estopim da tensão foi quando os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre o alumínio de diversos países.

Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), os Estados Unidos miraram a China, mas se deram conta de que poderiam provocar um embate global generalizado ao disparar contra outros países, como Brasil, União Europeia, México e Canadá. Essas nações foram retiradas uma a uma temporariamente da lista.

Depois disso, os Estados Unidos calibraram a mira e direcionaram suas ações contra a China. E desde então os dois países estão queda de braço, com uma sequência de medidas de um contra o outro.

A última cartada foi de Donald Trump, que disse que pretende impor mais US$ 100 bilhões em tarifas sobre produtos chineses, além dos US$ 50 bilhões já anunciados. A afirmação é uma resposta à decisão da China de retaliar o país e cobrar taxas sobre vários produtos americanos, como soja e automóveis.

 

Share this post


Link to post
E.R

https://veja.abril.com.br/revista-veja/o-efeito-amazon/

Os pontos mais nobres da fulgurante Quinta Avenida de Manhattan, na qual se encontra, por exemplo, a joalheria eternizada pelo filme Bonequinha de Luxo, sempre foram alvo de disputas acirradas no mercado imobiliário. Para terem o privilégio de abrir uma loja nas quadras mais cobiçadas da Quinta Avenida, as marcas precisam desembolsar um aluguel anual de 30 000 dólares por metro quadrado. A principal rua de compras do Brasil, a Oscar Freire, em São Paulo, tem números bem mais modestos: cerca de 800 dólares por metro quadrado. Existem poucas vitrines, em todo o mundo, com um quilate equivalente ao da principal via de Nova York. As grifes de luxo e marcas do momento tinham quase a obrigação de possuir uma loja ali. Em um sinal dos novos tempos, entretanto, algumas grandes redes decidiram fechar as portas na avenida ou se mudaram para trechos menos caros. Foi o que fizeram, nos últimos anos, a Ralph Lauren, a Kenneth Cole e a Juicy Couture. As razões para a debandada são o custo altíssimo para manter um espaço no coração da cidade e a diminuição do fluxo de turistas. Mas não só isso: a desocupação de lojas estreladas na Quinta Avenida é simbólica da transformação em curso no comércio dos Estados Unidos. Grandes lojas de departamentos estão fechando filiais pelo país às dezenas. Alguns consultores dizem que havia uma saturação do comércio no país, cujos excessos começam a ser corrigidos. Outros apontam o dedo para outro culpado: o comércio eletrônico, o chamado “efeito Amazon”.

Até a recessão causada pela crise financeira de 2008, as marcas internacionais investiam maciçamente em grandes lojas-modelo, as flagship stores, para a divulgação de seus lançamentos. Houve uma bolha no valor dos aluguéis dos endereços mais exclusivos. Ao mesmo tempo, era essencial possuir uma grande rede de pontos de venda pelo país, tanto em endereços próprios quanto em lojas de departamentos ou shoppings. Atualmente, há 2,2 metros quadrados de lojas para cada cidadão americano — trata-se de cinco vezes mais do que os cidadãos de países europeus têm à disposição e trinta vezes mais do que os brasileiros possuem. Mas, desde 2015, cerca de 500 grandes centros comerciais, de redes como Kmart, Macy’s e Sports Authority, fecharam as portas. Segundo uma análise do banco Credit Suisse, a redução do número de lojas fará com que um em cada quatro shoppings americanos feche até 2022. Outra maneira de observar a derrocada do varejo tradicional é a queda no valor de suas ações negociadas na bolsa, enquanto a Amazon bate recordes de alta.

Fazer compras pela internet, em vez de ir a um grande shopping, está não apenas se tornando um hábito mais comum a cada dia — está perto de ser dominante. Segundo dados da consultoria Euromonitor, o varejo eletrônico representa um terço das vendas físicas nos Estados Unidos. Em cinco anos, a internet tomará a metade do mercado. A transformação não chegou ainda com tanta força à Europa e engatinha no Brasil. Na China, entretanto, o crescimento do comércio eletrônico tem sido explosivo. A migração dos chineses do campo para as cidades levou ao desenvolvimento de megalópoles, com grandiosos centros comerciais. Os chineses representam o maior mercado de internet do mundo, em termos de número de usuários. Desde 2005, o faturamento do comércio eletrônico cresceu 50.000%. Até 2022, estima-­se que o varejo on-line será o equivalente a 70% das vendas feitas em lojas tradicionais, um porcentual bem superior ao esperado para os Estados Unidos e para a Europa. No Brasil, atualmente, as vendas pela internet não passam de 15% do comércio tradicional. Mas existem áreas nas quais a transição ocorre mais rapidamente, entre elas a venda de eletrodomésticos e eletrônicos. Ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, os shoppings por aqui continuam em expansão. Passada a recessão, a tendência esperada é de retomada do consumo. “Conseguimos atravessar bem a crise no setor”, afirma Glauco Humai, presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). “Ainda há muito espaço para o surgimento de centros comerciais no país. A área total de lojas em relação ao número de habitantes é baixa, bem distante do que se vê no mercado americano.”

O varejo tradicional americano em crise ganhou um defensor de peso: Donald Trump. “A Amazon precisa pagar os custos (e os impostos) imediatamente!”, esbravejou, recentemente, pelo Twitter. A concorrência desleal está levando à ruína milhares de pequenos comerciantes, disse Trump. Sempre dado a tiradas populistas, nesse caso o presidente americano pode ter escolhido um alvo que pouco lhe renderá votos. A despeito dos empregos perdidos no comércio, a grande maioria da população apoia os benefícios trazidos pelas compras on-line, em termos de comodidade e preço. O presidente, ainda assim, tem um tico de razão. A favor de sua queixa, é verdade que a estrutura tributária americana favorece o comércio digital. “Nos Estados Unidos, a maior parte dos varejistas do e-commerce não recolhe o imposto sobre vendas, similar ao ICMS brasileiro. As grandes redes conseguem ganhar alguma eficiência para competir, mas os comércios regionais não”, diz Marcos Gouvêa de Souza, consultor e conselheiro do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). Não há muito tempo, aliás, as críticas feitas nos Estados Unidos recaíam sobre os gigantes Walmart e Kmart, que arrasavam com as lojas tradicionais sempre que chegavam a uma nova praça americana. Trump também criticou o fato de a Amazon pagar relativamente pouco para ter as mercadorias entregues pelos correios, o United States Postal Service, uma empresa pública que tem acumulado prejuízos com a queda no número de correspondências e o aumento de despesas com os funcionários.

Embora bravateie pelas redes sociais, Trump não deixou claro se tentará conter o poder da Amazon e como fará isso. Ainda assim, é também um sinal dos tempos que a China veja na tecnologia uma maneira de favorecer o consumo e a inclusão social, enquanto o líder americano a tenha como uma ameaça.

 

Share this post


Link to post
Victor235
b22b342fdb762b3278c9fc740ea4cd95.md.jpg

A tradução da história dinamarquesa "A poltrona" (publicada unicamente em Zé Carioca # 1901, lançado em fevereiro de 1991 - mais no tópico de gibis) aproveitou para brincar com os planos econômicos do governo Collor que foram implementados no início dos anos 90. Quando a polícia baixou na casa dos Irmãos Metralha para procurar o dinheiro que eles tinham roubado de um banco, em vez de dizer que nenhum dinheiro foi encontrado, o policial da história traduzida falou "Bah! Nenhuma poupança congelada por aqui", satirizando o confisco do governo. Posteriormente, um dos Metralhas cita a inflação (esta segunda fala, mais comum, provavelmente está desta mesma maneira no idioma original da história):

0785db5e45a86fd7ff9fc5cc2c95b7cf.jpg

73224ff2937d42cd8978f0207e42f205.jpg

Edited by Victor235

Share this post


Link to post
E.R

O ESTADO DE S.PAULO

Em meio à perda de fôlego na recuperação da economia, a crise na indústria brasileira piorou no primeiro semestre. Mais de um terço dos setores industriais encerrou a primeira metade do ano com desempenho negativo, segundo levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), feito com exclusividade para o ‘Estadão/Broadcast’.

Entre o segundo semestre de 2017 e o primeiro semestre de 2018, a parcela de atividades consideradas em crise (moderada e intensa) cresceu de 26% para 36% dos 93 ramos industriais investigados.

Os piores desempenhos foram registrados pelos fabricantes de joias e bijuterias, reservatórios metálicos e caldeiras, brinquedos, artigos de malharia e artefatos para pesca e esporte. “Houve realmente uma reversão na força da recuperação”, diz Rafael Cagnin, economista-chefe do Iedi.

Dados do IBGE mostram que a indústria avançou 4,9% no quarto trimestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano anterior. No primeiro trimestre deste ano, o avanço foi de 3%. No segundo trimestre de 2018, a alta ficou em apenas 1,7%. “Como o movimento de desaceleração vem desde o começo do ano não dá nem para responsabilizar a paralisação dos caminhoneiros como causa da inflexão, embora possa ter contribuído para cortar pela metade a taxa de crescimento no semestre”, diz Cagnin. O crescimento na primeira metade de 2018 chegou a 2,3%, quase metade dos 4% registrados no segundo semestre de 2017.

O estudo do Iedi considera em crise moderada aqueles setores que registraram queda de 1,0% a 4,0%. E em crise intensa, os que recuaram de 4,0% a 10%. No primeiro grupo, o número de setores cresceu de 11 para 13 e, no segundo, de 9 para 16.

Entre as atividades em crise, sete têm relação com a indústria têxtil e três com a construção. O empresário Odair Tienne, dono da confecção de moda íntima Astienne, do polo têxtil de Nova Friburgo (RJ), conta que vem enfrentando dificuldades desde 2014. De lá para cá, já reduziu à metade tanto o número de funcionários quanto a produção. “O problema é que o povo não tem dinheiro para consumir”, diz Tienne.

Outras seis atividades em crise no primeiro semestre referem-se à produção de bens intermediários, que guardam relação importante com o restante da cadeia industrial, como derivados de petróleo e gases industriais.

“O ritmo da atividade econômica como um todo no primeiro semestre se mostrou mais fraco do que se esperava no início do ano. Apesar de alguma melhora nos fundamentos macroeconômicos, o mercado de trabalho ainda está muito letárgico”, diz Leonardo Mello de Carvalho, técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O cenário externo, segundo ele, também não ajudou, com crise na Argentina e na Turquia, que afetaram exportações e câmbio no Brasil.

Tanto o Iedi quanto o Ipea esperam uma melhora da indústria no segundo semestre, mas com desempenho ainda baixo, especialmente por causa das eleições.

Share this post


Link to post
E.R

EXTRA

Além da gasolina que tem pesado no bolso dos consumidores, com reajustes periódicos feitos pela Petrobras, o gás de cozinha também não tem dado alívio. De acordo com a pesquisa semanal de preços feita pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio do produto no Rio chega a R$ 63,75, 12% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando o botijão de 13 quilos era vendido, em média, a R$ 56,87.

A diferença de preços chega a R$ 30 dependendo do bairro do Rio, com o produto sendo comercializado a R$ 50, nos pontos de venda mais baratos, como no bairro de Jardim América, na Zona Norte da cidade, até R$ 80, em Santa Cruz, na Zona Oeste.

— Quando a Petrobras aumenta, as distribuidoras não conseguem segurar os preços, e vira um aumento em cascata, que chega ao consumidor — diz José Luiz Rocha, presidente da Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Segundo Rocha, a competição no setor, que concentra cerca de 68 mil revendedores autorizados pela ANP a vender o gás de cozinha, deixa a redução ainda mais difícil.

Em julho, a Petrobras anunciou aumento no preço do gás de cozinha (GLP residencial) nas refinarias em 4,4%, em média. Com isso, o botijão de 13kg, na ocasião, passou a custar R$ 23,10. A próxima revisão (que pode manter o preço, reduzi-lo ou aumentá-lo) será a partir de 5 de outubro.

A política de preços do GLP residencial prevê ajustes trimestrais no valor de venda do GLP envasado pelas distribuidoras em botijões de até 13 kg. Segundo a companhia, o motivo da alta em julho foi a desvalorização do real frente ao dólar, que entre março e junho chegou a 16%. No mesmo período, disse a companhia, os aumentos “poderiam levar a um reajuste superior ao divulgado”.

Share this post


Link to post
E.R

https://exame.com/revista-exame/liberalismo-em-transicao/

Na noite de 15 de maio, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou um novo estímulo de 3 trilhões de dólares, dobrando os recursos destinados a amortecer a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus no país, o mais atingido pela doença no mundo.

Com pouco mais de um terço da população americana, o Japão, que havia liberado 1,1 trilhão de dólares, considera uma nova rodada de estímulos fiscais para que sua frágil economia não entre numa derrocada ainda mais profunda.

No Brasil, que já vivia sua batalha particular para retomar o crescimento antes do surgimento da covid-19, o governo federal reservou 253 bilhões de reais para o enfrentamento da crise e também é pressionado a injetar mais dinheiro na economia.

No mundo, a receita quase unânime para evitar o colapso tem se limitado a pesados estímulos econômicos e fiscais.

Apesar do desejo de retomada da normalidade, as consequências serão sentidas por muitos anos, criando um desafio sem precedentes para os governos e, sobretudo, para os defensores do liberalismo econômico.

Num mundo pré-coronavírus parecia haver consenso de que um Estado mais enxuto, focado em atividades essenciais, com menos intervenção na economia e mais investimento privado era a chave para gerar mais riqueza. É o receituário liberal — embora as definições de liberalismo sejam tão amplas quanto as de isolamento social.

Ninguém pratica mais o receituário de Margareth Thatcher, da Inglaterra dos anos 1980, considerado o liberal raiz em ação, mas quase todo mundo concorda que a iniciativa privada é mais eficiente em gerar inovação e que os governos, salvo raras exceções, não deveriam se meter na produção de bens e serviços.

Sob o guarda-chuva de liberais, estão conservadores que criam regras duras contra imigrantes e os que defendem a liberação das drogas na seara dos costumes.

Mesmo o Brasil, onde os economistas liberais tinham pouco espaço no debate público (num passado não tão distante, a piada era que todos juntos cabiam numa Kombi), tem agora um liberal à moda antiga no Ministério da Economia, Paulo Guedes.

Egresso da Escola de Chicago, onde teve aulas com Milton Friedman, Nobel de Economia de 1976 e um dos liberais mais importantes da história, Paulo Guedes tem em sua cartilha uma extensa agenda de privatizações, medidas de desburocratização, retirada de incentivos setoriais e outras disfunções clássicas do Estado brasileiro.

Tudo isso continua necessário por aqui — agenda, aliás, que já foi resolvida por outros países há muito tempo.

Mas, com a pandemia, cresce a necessidade de uma revisão do papel que Estados e governos devem desempenhar. “Os impactos econômicos do coronavírus estão redesenhando a política econômica de muitos governos, o que poderá durar meses ou anos”, disse em entrevista à EXAME o economista americano Edwin Truman, pesquisador do Instituto Peterson, de Washington, e ex-secretário assistente do Tesouro Americano de 1998 a 2001. “Muitos países reconhecem que agora é necessário fazer tudo o que for preciso para combater o sério revés econômico causado pela pandemia, o que significa estender ao máximo a política monetária e fiscal.”

Apesar de única, a reviravolta econômica e social provocada pelo coronavírus tem aspectos semelhantes a várias hecatombes que atingiram a humanidade, como a Grande Depressão, em 1929, quando a quebra da bolsa americana e a recessão que se seguiu deixaram milhões de desempregados e um buraco nas contas públicas.

Nos Estados Unidos, o déficit público passou de 0,7%, antes da quebradeira financeira, para 5,4%, em 1934, em uma curva ascendente galopante. A Segunda Guerra Mundial provocou outro cataclismo econômico, com a Europa e o Japão em frangalhos. “Em momentos muito impactantes, como guerras e profundas recessões econômicas, em geral cabe ao Estado tomar as rédeas da situação, deixando de lado valores clássicos do liberalismo”, diz o historiador americano Alexander Zevin, professor na Universidade de Nova York, especializado em correntes econômicas e no liberalismo. “O livre mercado e o Estado mínimo podem funcionar bem em condições ideais, mas dificilmente isso acontece em momentos extremos da humanidade.”

Não é a primeira vez que o governo americano precisa intervir na economia para salvar empregos e lidar com uma crise catastrófica, colocando em xeque valores como a presença mínima do Estado e um controle estrito dos gastos orçamentários. Depois de patinar na depressão econômica causada pela quebra da bolsa em 1929, os Estados Unidos elegeram um presidente com uma plataforma baseada na intervenção do Estado na economia.

O liberalismo clássico levou um choque. Para reerguer o país, Franklin Roosevelt, eleito em 1932, adotou uma política econômica voltada para criação de benefícios sociais e investimentos na construção civil para gerar empregos. A dívida pública passou de quase 23 bilhões de dólares, em 1933, para 33 bilhões, nos três anos seguintes. O endividamento do país continuou aumentando durante os anos 1940 e na década seguinte, em boa parte devido aos gastos adicionais da participação americana na Segunda Guerra Mundial.

Em 1946, alcançou 120% do PIB, um dos maiores da história. A manutenção de políticas de estímulos e de afrouxo fiscal nos anos seguintes permitiu que o poder de consumo das famílias americanas crescesse quase 30% no final dos anos 1950 e que a taxa de desemprego estacionasse em 4,5%.

Em seguida à época de ouro americana, vieram pressão inflacionária e crises externas, como o choque do petróleo.

Nos anos 1980, o liberalismo recobrou as forças e ganhou importantes aliados nos Estados Unidos, com Ronald Reagan, e no Reino Unido, com Margaret Thatcher.

Ao longo da história recente, o fato é que os países vêm sacando políticas econômicas inspiradas nos ensinamentos de liberais clássicos, como Adam Smith e John Stuart Mill, ao lado de medidas keynesianas, em que os governos atuam diretamente na economia.

Agora, mesmo liberais conhecidos, como Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (banco central americano), e praticamente toda a equipe econômica montada pelo presidente Donald Trump estão insistindo na importância de liberar mais dinheiro para a economia. “Se isso ajudar a evitar estragos de longo prazo na economia e proporcionar uma recuperação mais robusta, pode valer a pena”, afirmou Jerome Powell, em Washington, antes da aprovação da nova rodada de estímulos no Congresso americano.

Ou seja, em momentos como o de uma pandemia, a ideia do helicopter money, expressão cunhada por Friedman em alusão ao dinheiro sendo jogado literalmente nas mãos dos cidadãos, ganha força e apoiadores.

Manter o déficit fiscal sob rígido controle e reduzir os gastos públicos nas atuais circunstâncias ficaram lá atrás na fila de prioridades. O déficit público nos Estados Unidos deverá passar de 5% do PIB, em 2019, para 18%, neste ano. E não se fala em objeções ao aumento dos gastos. Em praticamente todo o mundo, tem sido assim.

No Japão, o déficit deverá dobrar neste ano, chegando a 8% do PIB. Não faltam exemplos como esses nos dois hemisférios, não importam a diretriz política ou os princípios econômicos seguidos pelos países. A estimativa de organismos internacionais, como o FMI e o Banco Mundial, é que o endividamento global dos países aumente 20 pontos percentuais em 2020.

No Brasil é projetado um aumento da dívida pública de 8 a 10 pontos percentuais durante alguns anos.

Com uma contração econômica mundial prevista entre 5% a 6% do PIB e um aumento do déficit público de 4%, em 2019, para quase 10%, neste ano, o desafio dos países será descobrir quando e em que medida terão de voltar a apertar os cintos e como estimular o machucado espírito animal do setor privado.

A grande pergunta é se o liberalismo dará conta dessa missão gigantesca e quais serão as consequências do afrouxamento das políticas fiscais.

Em meio à pandemia que já contaminou globalmente quase 5 milhões de pessoas, debates como a necessidade de um sistema público de saúde que atenda a população mais vulnerável estão na ordem do dia de países como os Estados Unidos, assim como o fortalecimento do SUS ganha apoiadores no Brasil, como mostra a reportagem “Uma cura para o SUS” nessa edição. “Esta crise pode representar uma oportunidade para refletirmos sobre até que ponto alguns princípios liberais devem prevalecer em um mundo pós-coronavírus, com mais necessidade de proteção social”, diz o economista americano Hector Torres, pesquisador do Centro Internacional de Governança e Inovação, organização dedicada à análise de políticas fiscais e monetárias.

No Brasil, as ideias liberais já vinham sofrendo um contra-ataque antes mesmo da pandemia. Apesar de ser visto como pilar do governo de Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem perdido batalhas importantes.

Paulo Guedes segue na defesa de  implantar reformas estruturais, como a tributária e a administrativa, além de privatizar estatais para ajudar a reduzir a dívida bruta.

As pressões políticas, no entanto, são no sentido contrário: de maior intervenção estatal na economia. “Estamos em um momento de inflexão”, diz Marcos Lisboa, presidente do Insper. “Não podemos repetir os erros do passado, de intervenção na economia sem antes termos feito estudos muito claros, como aconteceu no governo Dilma”, afirma. “Temos certa tendência na América Latina para uma inclinação populista, o que é bastante nefasto e precisa ser evitado.” Nesse cenário, manter políticas anticíclicas mesmo depois que o vento voltar a soprar a favor é um enorme risco na sala — sobretudo com um presidente recém-convertido aos princípios liberais, como Jair Bolsonaro.

No Congresso, Paulo Guedes coleciona uma série de derrotas, o que na prática traz incerteza sobre o que o governo deve implementar daqui para a frente. O revés mais recente ocorreu no início de maio, quando os parlamentares excluíram algumas categorias — como profissionais da saúde, policiais e professores — da norma que impede o reajuste salarial de funcionários públicos nos próximos 18 meses.

O congelamento dos salários era a contrapartida exigida pela equipe econômica ao socorro de 125 bilhões de reais a estados e municípios que enfrentam os efeitos nefastos da crise. 

Já o presidente Jair Bolsonaro enfrenta um dilema : de um lado, está o controle fiscal defendido por Paulo Guedes e pelo mercado e, de outro, o apoio político de categorias importantes.

Essa não foi a única derrota sofrida pela equipe econômica durante a crise. A recomendação da pasta era que o valor do auxílio emergencial fosse de 200 reais, o que o Congresso rechaçou, dobrando o valor. Jair Bolsonaro, então, definiu que não seria nem um nem outro, e sim um benefício de 600 reais. Antes disso, os parlamentares já haviam elevado o limite da renda familiar per capita para a concessão do benefício de prestação continuada, que atende idosos e deficientes, gerando um impacto estimado de 217 bilhões de reais em uma década.

Em março, o presidente retirou por prazo indeterminado a competência delegada ao ministro da Economia de decidir sobre algumas ações orçamentárias, como a abertura de créditos suplementares e especiais e o remanejamento de recursos. A sucessão de derrotas assusta quem acompanha os meandros de Brasília.

De acordo com um levantamento feito pelo Bradesco BBI, a possível saída do ministro Paulo Guedes do governo nos próximos 12 meses é o risco que mais preocupa executivos do mercado financeiro, seguido pelo temor de uma segunda onda de contágio do coronavírus e da falência de empresas brasileiras. “Existe confiança total na agenda de Paulo Guedes e em sua equipe, que contam com apoio maciço do empresariado brasileiro. Em 2021, temos de voltar para a rigidez fiscal e para a política liberal, pois é isso que vai trazer a retomada do crescimento”, diz Luciano Amaral, diretor-geral da Benx Incorporadora, que atua com empreendimentos de médio e alto padrão e para os beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida.

O problema é que, de concreto, Paulo Guedes só conseguiu a aprovação da Reforma da Previdência, projeto que foi herdado do governo Michel Temer. “Até o momento, o  Michel Temer foi mais liberal do que o Bolsonaro : aprovou o cadastro positivo, fez a reforma trabalhista, promoveu a regra do teto de gastos. O discurso do governo Bolsonaro é liberal no papel, mas na prática não chegou a ser de fato”, diz Sérgio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados.

Historicamente, a sociedade brasileira nunca se encantou com o liberalismo, o que pavimentou o caminho para um Estado gigante na promessa de prover as necessidades dos cidadãos. Se no início do século 20 o patrimonialismo, em que as esferas pública e privada se confundem, foi a corrente que dominou, nos anos 1950 foi o nacional desenvolvimentismo que deu as caras por aqui. “O Estado não tem condições de liderar o crescimento da economia. Houve tentativas com Getúlio Vargas, com Juscelino Kubitschek, com os militares. Mas era uma visão importada de que o Estado deveria ser interventor”, diz o economista Carlos Langoni, que foi presidente do Banco Central de 1980 a 1983 e é considerado uma espécie de guru de Paulo Guedes. “O resultado disso é uma economia fechada, protegida, com o setor privado atuando apenas como um coadjuvante.”

Com esse histórico, não surpreende que o tamanho do Estado brasileiro tenha crescido nas últimas décadas. O número de funcionários públicos nas três esferas administrativas passou de 5 milhões, em 1998, para 12 milhões, em 2018.

Hoje, o setor público é a principal força da economia de 55% dos municípios brasileiros, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consequentemente, a tentação de intervir sempre está rondando.

Veja um exemplo : no final de março, o governo suspendeu o aumento dos medicamentos por um período de 60 dias, podendo ser prorrogado por mais tempo. Faz sentido congelar os preços de todo e qualquer tipo de remédio por causa da pandemia ? Apenas dois países tomaram medidas semelhantes no momento : Rússia e Filipinas. Ambos estão longe de ser exemplos de economia liberal.  “O congelamento de preços é negativo para a indústria, pois é um setor que demanda muitos investimentos, principalmente agora. Isso cria um desequilíbrio e reduz as chances de o Brasil liderar importantes estudos clínicos, por causa das incertezas que essas alterações trazem”, diz Gaetano Crupi, presidente da indústria farmacêutica Bristol-Myers Squibb no Brasil.

Além da perda irreparável de milhares de vidas, a fatura do coronavírus ainda não está fechada no país. Estimativas apontam uma perda de riqueza de 600 bilhões a 700 bilhões de reais, dinheiro que simplesmente sumiu.

É a diferença entre a previsão otimista de uma expansão de 2% do PIB, no início de 2020, e que agora se transformou num recuo de 4,7%, segundo projeções do próprio Ministério da Economia.

Paulo Guedes defende que pautas como o marco do saneamento e o do setor elétrico sejam aprovadas no Congresso, permitindo levar adiante a privatização da Eletrobras, por exemplo. “Acho que Paulo Guedes está dando um tiro no próprio pé, pois, quando a economia não voltar como ele está dizendo que vai, a Casa Civil vai desengavetar o programa Pró-Brasil. É o plano B do Bolsonaro, que tem a cara de militares nacional-desenvolvimentistas”, diz Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria.

Apelidado de “Plano Marshall brasileiro”, o programa foi elaborado pela Casa Civil com auxílio dos ministérios do Desenvolvimento Regional e de Infraestrutura e tem como objetivo aumentar os investimentos públicos em obras e possivelmente flexibilizar o teto de gastos, propostas que vão de encontro à política econômica de Paulo Guedes. “Existem muitos tons de liberalismo, mas em nenhum deles cabem coisas como continuar a ter uma Zona Franca de Manaus ou abraçar uma agenda protecionista da Fiesp”, diz a economista Elena Landau, uma das fundadoras do Livres, movimento multipartidário criado para defender o liberalismo econômico e de costumes.

Se a pandemia impõe imensos desafios econômicos a qualquer país, ela representa um esforço em dobro para o Brasil. Com mais de 250.000 contaminados pela covid-19, o país vive uma crise política incompatível com tempos de pandemia. Num período de 30 dias, de 16 de abril a 15 de maio, três ministros foram demitidos ou pediram demissão, sendo dois deles da pasta da Saúde.  “O prestígio do Brasil está no chão. É preciso retomar a confiança dos grandes investidores para que os investimentos voltem para o país. A única forma de fazer isso é com uma guinada liberal”, diz o cientista político Bolívar Lamounier.

Num momento em que o liberalismo vive uma nova transição no mundo, os economistas no Brasil têm feito um chamado a uma renovação da agenda liberal na tentativa de colher resultados rápidos com medidas amplamente conhecidas (e que há tempos vêm sendo prescritas para o país). “A saída é fazer privatizações, concessões e até vender parte das reservas cambiais”, diz Vale, da MB Associados, que teme o risco de “argentinização” da economia brasileira, com o câmbio e a dívida nas alturas, dado o nível das interferências governamentais.

Abrir a economia é outra frente que poderia render dividendos ao país. Carlos Langoni, o guru de Paulo Guedes, aposta na capacidade de multiplicação de acordos comerciais, como o celebrado com a União Europeia no ano passado. “Se os acordos bilaterais elevassem em cinco anos o coeficiente de importação de 24% para 30%, o nosso PIB potencial cresceria em torno de 1%. Hoje ele é de 2% e, portanto, passaria para algo entre 2,5% e 3%. Mas, se o coeficiente chegasse a 40%, o PIB potencial saltaria para 3,5% a 4%”, diz.

Para minimizar os efeitos da crise, o Ministério da Economia criou, em meados de fevereiro, um comitê que recebe sugestões encaminhadas pela iniciativa privada. Já foram recebidas mais de 2.000 propostas. Dessas, 150 foram aprovadas. São medidas que vão desde a criação da linha de crédito de 40 bilhões de reais para financiar a folha de pagamentos de pequenas e médias empresas durante dois meses até a compra antecipada de passagens para os servidores públicos para ajudar as companhias aéreas.

O Ministério da Economia também criou um pacote de socorro para a aviação, costurado junto com os bancos e com o BNDES, de cerca de 4 bilhões de reais.

Quem coordena o grupo de 35 técnicos designados a encontrar as soluções para a crise é o secretário de Desenvolvimento de Infraestrutura, Diogo Mac Cord. “O mundo certamente está passando por uma grande transformação, o que inclui o Brasil”, diz Mac Cord. “Ainda é cedo para fazer grandes previsões, até porque isso depende do comportamento de um vírus novo, do qual não temos ainda muito conhecimento.” Sem dúvida, a pandemia se coloca como um dos maiores desafios para uma geração de economistas que sempre recorreram a um arsenal conhecido para enfrentar os problemas das nações. Que novo liberalismo nascerá depois da pandemia do coronavírus ? Desse debate depende o destino de 210 milhões de brasileiros.

Share this post


Link to post
E.R

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/05/shoppings-do-brasil-vao-vender-pela-amazon.shtml

Com o processo inicial de reabertura ainda restrito na maioria dos estados e municípios brasileiros, os shoppings começam a adotar novas alternativas para garantir as vendas e atender consumidores que querem manter o distanciamento social ou fazem parte do grupo de risco.

Além da manutenção de drive-thru e delivery após o período de quarentena, os shoppings Eldorado, em São Paulo, e Nova América, no Rio de Janeiro, vão levar as lojas para a Amazon Brasil.

A partir de junho, por meio de uma parceria, os empreendimentos terão uma página exclusiva no marketplace.

A medida passa a valer nesta segunda-feira (01), no mesmo dia em que começa a reabertura gradual do comércio nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com horário de funcionamento reduzido e fluxo limitado de pessoas.

Nas lojas físicas, a expectativa é que o fluxo médio de pessoas e as vendas tenham queda de até 50% em relação ao cenário pré-coronavírus.

Segundo o diretor de marketing da Ancar Ivanhoe —administradora dos dois shoppings— Diego Marcondes, a ação com a Amazon faz parte de um pacote de medidas voltada para a digitalização das vendas.

A empresa quer ter páginas para todos os shoppings do grupo na plataforma da Amazon até o final do ano.

“Em 2019, já havíamos lançado aplicativos para os shoppings que administramos e adiantamos em dois meses o calendário de inovações que tínhamos programado para os próximos dois anos”, diz ele.

“Agora, com a estratégia de levar os shoppings para a plataforma de marketplace, geramos curadoria para os lojistas e expandimos a disponibilidade dos shoppings para um âmbito nacional.”

A entrega dos produtos ficará a encargo do lojista, que também poderá usar os serviços oferecidos pela Napp Solutions para digitalização de seus estoques de forma gratuita por um período mínimo de 60 dias ou enquanto o empreendimento estiver fechado.

Outro processo adotado como forma de incentivar as vendas foi a implementação de armários digitais em 21 empreendimentos da administradora.

“Quanto mais oportunidades de compra e venda, tanto para o lojista quanto para o consumidor, melhor. Esses lockers [armários] também vêm para corroborar isso”, afirma o diretor da Ancar.

O serviço, chamado de “Retire Aqui”, começará a ser instalado nos shoppings nesta segunda e funcionará como um drive-thru, mas sem hora marcada. O cliente entra em contato com a loja, via site ou Whatsapp, e faz a compra.

Caso opte por retirar o produto nos armários disponíveis nas áreas de acesso do shopping, basta usar o QR Code disponibilizado pela marca para destrancar a gaveta e pegar a compra em até 72 horas.

Os armários estarão nos shoppings Nova América, Boulevard, Botafogo Praia, Madureira, Nova Iguaçu e Rio Design Barra, no Rio de Janeiro.

Já em São Paulo, estarão nos shoppings Pátio Paulista, Eldorado, Itaquera, Golden Square, Parque das Bandeiras e CenterVale.

No Nordeste, a ação ocorre em Fortaleza (North Shopping Fortaleza, North Shopping Jóquei, Via Sul) e Natal (Natal Shopping). O Conjunto Nacional, em Brasília, o Pantanal Shopping, em Cuiabá e o Porto Velho Shopping, em Rondônia, também receberão os armários.

De acordo com Evandro Ferrer, presidente da Ancar Ivanhoe, a expectativa é que 50% dos consumidores sigam comprando online após a pandemia. “Os shoppings e o varejo como um todo precisaram acelerar a digitalização”, diz.

 

Share this post


Link to post
E.R
NOTÍCIAS

 

O ESTADO DE S.PAULO

Quase 80% de todos os ingressos de cinema vendidos no Brasil no ano passado tiveram preço de meia-entrada.

A participação do ingresso na categoria inteira nas receitas das redes cai há três anos, segundo a Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Os dados levaram o órgão regulador a abrir uma consulta pública sobre a obrigatoriedade legal da meia-entrada e seus impactos no mercado exibidor.

A discussão está aberta para contribuições até 13 de agosto, mas o Ministério da Economia já se manifestou e defendeu a extinção de todas as regras que garantem o benefício.

Toda a análise tem como base as informações do Sistema de Controle de Bilheteria (SBC), por meio do qual a Ancine tem acesso às informações de mais de 3 mil salas em todo o País desde 2017.

Os dados são fornecidos praticamente em tempo real e mostram os números de vendas de ingressos por categoria, dia, horário e filme.

As meias são divididas em legais (permitidas por lei), promocionais – por meio de parcerias comerciais com operadoras de telecomunicações ou bancos, por exemplo – e cortesias, ou seja, bilhetes gratuitos.

Com base nas informações fornecidas pelas redes de cinema no Brasil, a Ancine descobriu que a venda de ingressos na categoria inteira, que era cerca de 30% em 2017, caiu para 21,6% no ano passado. Quase 60% das meias-entradas concedidas no ano passado estavam ligadas às diversas leis que existem no País sobre o tema.

Há três leis federais sobre o assunto, que garantem o benefício a estudantes, jovens de baixa renda, pessoas com deficiência e adultos com mais de 60 anos.

A estimativa da Ancine é que 96,6 milhões de brasileiros se enquadrem nos termos da legislação federal – quase metade da população medida pelo IBGE, de 211 milhões de habitantes.

Existem ainda leis de Estados e municípios que ampliam o alcance da meia-entrada. Na cidade do Rio de Janeiro e no Estado de São Paulo, professores da rede estadual e municipal pagam menos. Dependendo da localidade, há benefícios para servidores públicos, doadores de sangue, portadores de câncer, doadores de medula e sindicatos de categorias profissionais.

Para o ex-secretário de Política Econômica e presidente do Insper, Marcos Lisboa, a meia-entrada nos cinemas é uma distorção que se repete em vários setores, como no crédito, que é subsidiado para alguns setores, e no transporte público, gratuito para alguns grupos. Na avaliação dele, em todos os casos, se o Estado quer dar benefícios, deve pagar pelo subsídio com recursos do orçamento. 

“O Brasil tem há muitos anos essa prática de criar distorções, em que se oferece preço diferente a um certo grupo. Esse custo tem de ser coberto, e o preço cheio acaba ficando muito maior. Se todo mundo paga meia, a meia vira entrada cheia”, diz. “Isso expulsa quem paga o preço cheio do mercado, e o preço tem de subir mais ainda. É um ciclo vicioso.”

Para Antonio Carlos Caio Silva, diretor da Abraplex, associação que reúne oito redes de cinema, donas de 54% das salas do País, as leis de meia-entrada funcionam como um imposto extra. “É interferência em um negócio privado sem nenhum tipo de compensação” afirma ele.

Para ele, sem a meia-entrada, o preço do ingresso cheio poderia cair. Ele não arrisca, porém, um porcentual de redução.

 

 

Share this post


Link to post
E.R
NOTÍCIAS

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2020/08/lideres-de-protestos-dos-entregadores-reunem-apoio-de-consumidor-para-defender-categoria.shtml

Líderes das recentes paralisações de entregadores de aplicativos estão preparando uma petição online que deve ser lançada na próxima segunda-feira  na tentativa de levantar o apoio de consumidores para as demandas da categoria no Congresso.

Na tarde desta quarta-feira, o plenário da Câmara dos deputados aprovou por unanimidade requerimento de urgência para o projeto do deputado Ivan Valente (PSOL) e outros parlamentares que institui uma regulamentação para o trabalho no setor.

Em outro esforço, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL) diz ter 102 assinaturas das 171 necessárias para criar uma frente parlamentar para tratar do tema.
 

Os preços das comidas por aplicativo já aumentaram nos últimos meses, o que custava 50 reais há 2 meses atrás, já tá custando 60 reais.

O valor que se paga aos entregadores já aumentou muito, se aprovarem mais demandas, o preço repassado ao consumidor vai aumentar mais ainda.

Share this post


Link to post

Create an account or sign in to comment

You need to be a member in order to leave a comment

Create an account

Sign up for a new account in our community. It's easy!

Register a new account

Sign in

Already have an account? Sign in here.

Sign In Now
Sign in to follow this  

  • Recently Browsing   0 members

    No registered users viewing this page.

×
×
  • Create New...