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QUADRINHOS & GIBIS


Victor235

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Em outubro de 2004, em meu segundo ano como colecionador de gibis, comprei em bancas o especial Pato Donald 70 Anos, que logo se tornou minha edição preferida. Através dela conheci a estreia de Donald nos quadrinhos, li tiras clássicas do personagem e tive contato pela primeira vez algumas HQs de Carl Barks. Lembro que li esse especial diversas vezes na época. No ano seguinte, uma professora de Artes revelou que tinha a intenção de realizar uma atividade envolvendo quadrinhos e perguntou se alguém tinha alguma edição para emprestar. Acho que só eu ligava para gibis na turma. Para incentivar a atividade, emprestei logo esse, que era o meu favorito na época. Porém, cerca de duas semanas depois a professora saiu da escola! Nunca mais descobri o paradeiro dela e nem do meu gibi. Quase quinze anos depois, consegui recomprar esta edição em um leilão no WhatsApp. O cartão que vinha de brinde eu tinha guardado até hoje, e o localizei quando fiz aquela "vistoria" em minha coleção no final de semana passado. Agora está tudo guardado por inteiro novamente - a edição comemorativa e seu cartão.

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Tio Patinhas (Culturama) # 07, de outubro de 2019, inicia-se com a história "A modernidade antiquada". Encontrei diversos erros em ilustrações desta HQ. O primeiro é simples: o comedouro criado por Prof. Pardal muda de forma entre um desenho e outro. A abertura do invento sofre alterações e uma espécie de alavanca muda da base para o topo do objeto. O segundo erro foi uma grave distração do desenhista Nicola Tosolini. O personagem diferente Sr. Kubic simplesmente foi desenhado com um focinho diferente dez páginas após sua primeira aparição. De repente, o "pato" virou cachorro (isso sem falar nos "quadrados" que na verdade são retângulos):

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Esta HQ nos mostrou o nome de outra rede social no universo patopolense, o site de vídeos "DuckTube". Na página 13, aproveitando a piada dos "Estetas Asiáticos", eu mudaria a frase deles falando sobre "agressão visual" para a 'grafia' "aglessão visual". Outro erro de "continuidade" desta história pode ser visto no terreno ao lado da casa de Prof. Pardal. Inicialmente, um espaço vago à direita de sua casa foi utilizado para a construção de um novo laboratório. Páginas depois, esse mesmo espaço passa a ser ocupado por uma casa que não estava lá antes. A propósito, vejam o cartaz deixado por Patinhas no novo laboratório de Prof. Pardal, à lá "Grande Irmão":

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Nesta história, Patinhas dirige uma "limusine obsoleta". Estranhei a expressão, uma vez que sempre imaginei uma limousine como aqueles carros compridos de casamentos e filmes. O dicionário, porém, apresenta um significado mais próximo ao da palavra utilizada no roteiro: "Limusine: Antigo tipo de automóvel em que só passageiros de trás são completamente abrigados e cujos condutores são protegidos apenas pelo pára-brisa".

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Outra antiguidade usada por Patinhas na história é seu celular:

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Aconselhados por Patinhas, Huguinho, Zezinho e Luisinho iniciam um negócio visando lucros na história "A lição empresarial". Os sobrinhos de Donald tem uma boa ideia: cultivam flores no teto da Caixa-Forte. O conteúdo de um cofrinho de moedas foi suficiente para investir no negócio, mas tal situação ficou um pouco exagerada, já que os patos montaram uma grande estrutura, com produção e vendas diretas, incluindo vasos e canteiros. Evidentemente, esse investimento inicial pode ter resultado num alto custo, talvez até mais custoso do que as "superpipas" que Huguinho, Zezinho e Luisinho queriam comprar com os futuros lucros advindos do negócio.

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Em "O rei do Yukon", o roteirista e desenhista Kari Korhonen nos explica porque Patinhas prende sua moeda número um com um cordão quando anda com ela por aí. Porém, nos desenhos que remetem à juventude de Patinhas, o pato já tinha suíças (além de vestir-se quase como um espantalho).

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Em "O clube dos caçadores de tesouro", vi pela primeira vez a expressão "sentir nos ossos", que remete a algo que sabemos intuitivamente.

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Super brinde exclusivo que os assinante vão receber (não é meu caso :P ):

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Tio Patinhas (Culturama) # 08, de novembro de 2019, foi destinado  para histórias de Natal estreladas pelo milionário. Em "O novo conto de Natal", o pai de Patinhas, Fergus MacPatinhas, teve seu sobrenome devidamente alterado para Fergus McPato. Também aparecem seus demais familiares, Donilda, Hortênsia, Matilda e Nicolau Patusco. Diversos outros personagens Disney também se encontram nessa história, inclusive o Metralha V-002 (é o Vovô Metralha?). Apesar da história ser de 2017, aparecem nela monitores arredondados (do tipo "tubo"), ao invés de LCD ou tela plana. Por falar em datas, o roteirista Marco Bosco teve o cuidado de verificar que em 2119 o Natal realmente cairá numa segunda-feira. Por fim, destaco ainda o nome do gibi que Huguinho, Zezinho e Luisinho estavam lendo: "Homem de Bronze".

- Patinhas se vê nos tempos de infância:
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Em "Decoração mais em conta", podemos ver a casa de Tio Patinhas (geralmente o milionário é visto apenas nos espaços de sua Caixa-Forte).

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Apesar de originar uma trama com objetivos diferentes, o mote inicial de "A estrela do Papai Noel" é o mesmo da história publicada anteriormente, "Decoração mais em conta": Patinhas descarta fazer decorações natalinas e recebe a visita de uma autoridade que o obriga a decorar sua casa ou Caixa-Forte, sob a condição de ser multado caso não o faça. Há um "erro" quanto ao "eflúvio da verdade". A palavra denota uma "emanação imperceptível exalada de um fluido", mas nas duas ocasiões em que o tal eflúvio aparece nesta HQ podemos ver o fluido se espalhando pelo ar.

• Tio Patinhas
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• Papai Noel nos traços de Valerio Held
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Victor235
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Pato Donald (Culturama) # 07, lançado em outubro de 2019, começa com uma boa história da nova "temporada" de "A Patada", "O Horóscopo Improvisado". Mostrando que a HQ é nova, A Patada pode ser vista em versão para celular (página 11) e online (página 12). Achei criativo o nome do personagem Richard Latão, mas acho que o nome Manjerona não deveria ter sido mencionado na previsão da página 23. A citação foi muito específica, quando na trama Donald e Peninha nem imaginavam que estavam mexendo com o mafioso Tony Manjerona. Porém, tudo fez sentido após uma pesquisa no Google: "manjerona" é uma erva ou planta, portando o trocadilho da história que permitiu que Tony fosse encontrado ficou totalmente explicado. No final, há uma espécie de quebra da quarta-parede: "Arf! Vou perguntar aos astros por que nossas histórias sempre acabam em perseguição!".

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Em "Homens de Posses", descobrimos que Patinhas já foi dono de uma editora e guardou em sua Caixa-Forte alguns exemplares raríssimos. Com um gibi de um milhão em mãos, Donald sente na pele como Patinhas vive inseguro e perseguido por ladrões.

- Mais alguém já está assim como o Donald? :lol: 
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"Um herói se faz sozinho" mostra o conceito de Live Action RPG. Um detalhe que me chamou a atenção é que quando os personagens "morrem" no jogo (em que atuam fisicamente), tiram o celular do bolso e começam a mexer neles, um reflexo de nossos tempos atuais. Na página 46, eu usaria o termo "Jogadores descolados" no lugar de "Jogadores bacanas fazem seus próprios trajes!".

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Apesar de ser bem curta, "O lugar perfeito" claramente foi inspirada no estilo de Carl Barks. Uma parte do mote da história é parecido com o da HQ seguinte, "Resgate nas montanhas". Donald sai para acampar com seus sobrinhos e procura uma área isolada, intocada pelo ser humana. A segunda HQ, porém, avança bem além deste argumento, "passeando" pelo universo do personagem Silva e o Manual do Escoteiro-Mirim (em sua "rara e única primeira edição", que nem se estragou após algumas intempéries). Assim como o manual, os chapéus dos Escoteiros-Mirins foram colorizados de verde nessa história.

- Silva Flintstone:
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Victor235
NOTÍCIAS

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Pato Donald (Culturama) # 08, lançado em novembro de 2019, seguiu um padrão não muito comum: uma mescla de histórias dinamarquesas longas com HQs italianas de apenas uma página cada uma.

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Em "Segredos de Natal", Patinhas dá uma bronca em Donald, dizendo que o pato teria mais dinheiro se gastasse menos com itens como o achocolatado "Choco Choc". Posteriormente, descobrimos que o próprio Patinhas é o dono desta marca, e tinha a intenção de construir uma nova fábrica do produto lançando mão de métodos duvidosos, como represar um rio, despejar uma mulher que morava nas proximidades e condenar um espaço frequentado pelos patopolenses chamado Ribeirão do Natal. Revoltado, Donald, consumidor assíduo do produto, resolve boicotá-lo: "Nunca mais na vida compro isso de novo!". O pato usou o pagamento de 100 patacas por três trabalhos que fez a Patinhas para pagar o aluguel da senhora que corria o risco de ser despejada: "Estas 90 patacas são a exata quantia do aluguel", revelou ela. Após fazer isso, Donald revelou que ficou "sem um tostão, nem para um mísero presentinho". No entanto, apesar de ser um valor irrisório para presentear seus três sobrinhos, o pato não estava de bolsos totalmente vazios, uma vez que lhe restaram 10 patacas.

- Papai Noel nos traços de Arild Midthun, com direito a "air guitar":
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- Referência à banda Metallica (a tradução da HQ também citou o clássico "Casinha Branca", de Gilson):
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Assim como "Segredos de Natal", Knut Nærum e Arild Midthun também trabalharam juntos em "Um Natal de Duendes e Doces". Assim como na primeira história, esta também tem duendes e Donald trabalhando para Patinhas para conseguir obter dinheiro para comprar presentes de Natal para seus sobrinhos. Novamente, Patinhas é o dono da fábrica que produz um produto mencionado na história, neste caso, os bonecos Gnomem. "Programados" para roubar doces, um duende entra na caixa do brinquedo comprado por Donald, indo parar na casa do pato. O que achei estranho é que um saco de doces enorme parece ter ido junto com ele, e Donald não tinha reabastecido sua casa (e as "meias" de seus sobrinhos) com doces, gastando seu dinheiro com o brinquedo. No final, Patinhas abre seu coração (com o mínimo que poderia ter feito) e presenteia Huguinho, Zezinho e Luisinho com os brinquedos que saíram de sua própria fábrica. O milionário justifica que "as vendas estonteantes" de suas fábricas "despertaram seu espírito natalino", contudo, suas fábricas tinham sido vítimas de diversas artimanhas dos duendes, que deveriam ter provocado na realidade uma diminuição nas vendagens.

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A história "Natal em Longanópolis", mais uma do mestre Disney Arild Midthun, menciona o Silo Global de Sementes de Svalbard (na HQ, Silo Mundial de Sementes de Álgida). Este gigantesco silo para sementes foi construído em 2008, próximo da localidade de Longyearbyen (na HQ, Longanópolis), no arquipélago ártico de Svalbard (na HQ, Álgida, que quer dizer "fria", "gelada"). Huguinho, Zezinho e Luisinho explicam que neste silo "são preservadas as sementes de todo o mundo, caso sejam necessárias no futuro". Segundo a Wikipédia, o governo norueguês financiou inteiramente a construção do "cofre" e o armazenamento de sementes é gratuito para os usuários finais. No roteiro, o depósito de sementes foi utilizado por Prof. Pardal. Há um trocadilho infame entre "moto de neve" e "morto de neve" e a participação do Prof. Gavião, que andava meio sumido.

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- Papai Noel nos traços de Arild Midthun:
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Margarida (1s) # 206 foi lançado em julho de 1994, mês de implementação oficial da moeda que vigora no Brasil até hoje, o real. Apesar de na ocasião já ter sido completada a transição do cruzeiro real para o real, com o auxílio do URV (Unidade Real de Valor), na capa do gibi vemos que a Editora Abril ainda estava utilizando a tabela de valores que "corrigia" a hiperinflação, lançada no final da era dos cruzeiros. O preço correspondente ao gibi da Margarida podia ser consultado diariamente nas bancas sob o código "A6". Nesta época de transição para uma nova moeda, a HQ "Metade de nada", que abre esta edição, parece ter sido escrita ainda com a cabeça nos "cruzeiros", pois cita valores altíssimos. Logo o Plano Real estabilizaria a moeda nacional. Na história, há também um trocadilho com a situação antropomórfica dos personagens Disney. Margarida encoraja Donald e Peninha com a expressão "Sejam patos!".

• Honestíssimo Janjão
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- Clarabela se imagina gorda
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Histórias Curtas # 04, lançado em novembro de 2019, trouxe apenas pequenas histórias com temática natalinas. Em "Natal no Mar", Mickey anuncia que fará uma longa viagem e Pateta resolve ir junto para convencê-lo a voltar para Patópolis antes do Natal. Porém, o amigo do rato saiu às pressas e nem levou mala. Confira como ficou Pateta vestido de Papai Noel, nos traços de Miguel Fernandez Martinez:

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Ao ler "Ajudando o Papai Noel", me ocorreu uma coisa: nas lendas sobre Papai Noel, ninguém leva em conta que ao descer pela chaminé o "bom velhinho" pode se queimar no fogo das lareiras acesas? Nesta história, Patinhas foi bastante irresponsável ao revelar para os Metralhas um segredo do Papai Noel.

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Em "O espírito regenerador do Natal", vemos uma combinação que não era muito comum no Brasil: um leitor de DVD ligado a uma televisão de tubo. Na época deste tipo de televisor, ainda era recorrente o uso dos videocassetes no país, tendo os DVDs se popularizado já no início da era do LED e da tela plana.

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- Mickey visto por um ângulo diferente:
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Em "Natal coroado de confusões", vemos Donald tão abatido a ponto de se arrastar pelo chão. Em seguida, um balão de fala foi erroneamente atribuído a ele:

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POST ESPECIAL

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Apesar de o Natal ter ocorrido há cerca de um mês, li o especial Histórias Natalinas (Culturama) # 01, lançado em dezembro de 2019. A impressão e as cores desta edição estão com uma qualidade muito boa, com destaque para as cenas noturnas com efeitos de "iluminação". A tradução das HQs foi bem feita e contou com a participação do mestre Disney brasileiro Júlio de Andrade. Quanto às histórias, conforme haviam comentado por aí, realmente algumas (não todas) são um pouco chatas, mas deve-se reconhecer o esforço da Culturama em publicar tanto material novo e inédito no Brasil. Foram seis mensais e um capa-dura só com histórias de Natal.

Nem mesmo a finada Abril chegou a trazer tantas HQs inéditas no período natalino, nem mesmo em sua fase de ouro. Geralmente era feita uma edição "Natal de Ouro Disney" e outras HQs de Natal, incluindo republicações, abriam os títulos de personagens. Em 2019 vimos seis títulos de 68 páginas cada repletos de HQs inéditas sobre Natal e mais este capa-dura de 180 páginas. Sejamos honestos: no mínimo, foi um bom passatempo. Se alguém tem culpa pela qualidade dos roteiros são os profissionais do exterior, e não a editora brasileira. Ademais, diversas HQs publicadas no final do ano passado foram sim boas. Continue acompanhando os destaques deste especial na minha resenha:

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"Natal ofuscante" passa certa impressão de "já li um roteiro assim", porém, nenhuma HQ está correlacionada a esta no Inducks com a descrição "similar idea". Na trama, a Prefeitura de Patópolis decide premiar a "residência com a mais linda decoração natalina". Após Huguinho, Zezinho e Luisinho fazerem uma decoração simples, porém, de coração, Donald e Silva começam a competir de forma voraz, deixando de lado o "espírito de Natal". Na página 8, a roupa de Donald fica azul enquanto reflete o brilho da iluminação natalina. Esta história trouxe de volta à minha mente uma dúvida que sempre tenho quando leio histórias de Natal feitas em outros países: a tradição de cortarem árvores reais para transformá-las em Árvores de Natal existe mesmo? Até hoje?

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"O furto de Natal" vai intrigar os leitores mais conservadores, uma vez que Bafo se arrepende de um roubo, é perdoado na véspera de Natal e ceia com Mickey, Coronel Cintra e outros personagens dentro da delegacia de Patópolis. Na página 29, vemos a expressão "mão contrária" em vez de "contramão". Neste mesmo quadro, uma viatura da Polícia de Patópolis recebeu uma placa com a palavra americana "Top".

"O fantasma do Natal do futuro" é uma HQ novíssima. Segundo o sumário, foi "publicada originalmente na Dinamarca em 2019". Assim como "Natal nas montanhas", clássico de Barks, esta HQ referencia o conto de Charles Dickens e mostra uma "transformação" de Patinhas na época do Natal.

- Lampadinha andou vendo os anúncios que colocam indevidamente nos grupos do WhatsApp:
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"O vice-Papai Noel oficial" corre o risco de ser a pior história desta edição. Certamente o Urtigão raiz daria um "tiro de sal" nos responsáveis pela trama. O letrista da história parece ter se confundido na placa do trenó do Papai Noel, que refletia o ano em que a história se passa ("2018"). Acontece que a "cena" que continua o trecho em que um assistente de Noel abasteceu seu trenó com "Óleo para Fritas" passou a mostrar a placa "2019". Tal placa do agora "futuro" deveria ser mostrada somente 22 páginas depois, a partir do balão narrativo "Vamos agora dar um salto temporal de um ano". Bombom Sorriso faz uma participação trapalhada na história, ao algemar Donald e Peninha em plena rua com a intenção de mantê-los lá até um julgamento. Depois, o personagem esquece de tudo e liberta os personagens após receber um presente (ou seja, um suborno): "Vou lhes dar a liberdade em troca deste valioso objeto de decoração!".

- Quebras da quarta-parede (repetitivas):
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A dinamarquesa "Molezinha no Polo Norte" também é bem chatinha. Na história, Metralhas usam expressões jovens e repetem a interjeição "Ié-ié!" (Huguinho, Zezinho e Luisinho também dizem isso em outra HQ desta edição, "O melhor dia do ano"). O "santuário secreto" do Papai Noel é mostrado como uma fábrica de pequena escala intitulada "Brinquedos Noel".

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Pateta é sincero até demais e acaba causando problemas pessoais em "Papai Noel.. só tem um". O personagem diz para Chiquinho e Francisquinho que Papai Noel não existe e ainda estraga a surpresa de Natal das crianças, revelando que o que iriam ganhar, um videogame que foi comprado por ele e Mickey em uma loja. Claro que tudo isso era um pretexto do roteiro para trabalhar com a crença das crianças no bom velhinho. O personagem Rock parece mais velho nos desenhos desta HQ, feitos por Silvio Camboni.

- Coronel Cintra bravo :lol: 
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"O presente desejado" faz um trocadilho com a rede de lojas da Magalu. Na tradução da história, a loja foi chamada de Magazine Juíza.

Por fim, façam com o Papai Noel em "Emergência no Polo Norte":
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Mickey (Culturama) # 07 foi lançado oficialmente em outubro de 2019. No universo da história "A grande barreira", Mickey recebeu o nome Mi-Khi-Maoz. Na página 6, podemos ver as espadas dele e de Bafo pegarem fogo após uma baforada de um dragão. Um detalhe não mostrado na história é como Bafo conseguiu entrar e sair da cidade sem a presença do mago que usava uma espécie de mágica para "abrir e fechar uma passagem". O final da HQ é previsível, com uma lição sobre o poder transformador dos livros.

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Em "Um dia memorável", Mickey confirma que Mancha Negra é o vilão mais perigoso de Patópolis. No final, Mancha comemora seu aniversário na cadeia e outros presos (Bafo e os Metralhas) aparecem fora de suas celas, ao lado dos policiais da CDSM - Casa de Detenção de Segurança Máxima.

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Na história "O hino do policial", segundo o Inducks, aparece um personagem chamado Doris. Alguém o identificou na HQ? Como o Inducks está sem imagens, fica difícil fazer a correspondência. Será o diretor da Polícia de Patópolis, um dos policiais ou um dos bandidos? O tal Doris apareceu em outras quatro histórias, todas ainda inéditas no Brasil.

- Mickey faz acordo com bandido:
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Mickey (Culturama) # 08, de novembro de 2019, foi o número do rato pela Culturama que trouxe apenas histórias com o tema Natal. Gostei do mote da primeira, "Um excepcional (e normal!) Natal". Na trama, Mickey troca de lugar com Papai Noel, que passa um dia de Natal como cidadão comum. Outro personagem com atuação de destaque é Pateta, que tem uma personalidade bastante sensata e proferiu a frase "Normal é quem se aceita e aceita os outros como são... incluindo as esquisitices, que todos têm. Às vezes, até eu! Normal é aceitar seu papel no mundo e o papel dos outros". Na página 28, Rock e Comissário Joca foram ambos chamados de "inspetores". No final, o laço ganho por Mickey não é vermelho com os demais mencionados ao longo da história.

- Referência a Patinhas numa HQ do Mickey:
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- E este nome, será que era uma referência a alguém?
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Em "A coleção salva-Natal", Patinhas é dono de um cargueiro chamado "Economioso". A página inicial da história destaca que nela há dois personagens diferentes, Lélio e Cláudio. Na página 64, quem é um rato idoso que aparece usando uma cartola igual à de Patinhas? Um mero figurante ou algum parente do Mickey que já apareceu em alguma outra história?

- Volante?
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Quando vi o anúncio de lançamento de Mickey (Culturama) # 09, lançado em dezembro de 2019, logo imaginei: "alguns leitores irão acabar confundindo novamente Brutus com Amadeu". Esta edição, porém, teve justamente o mérito de separar qual é qual personagem, com direito a um excelente artigo de Rivaldo Ribeiro e Edenilson Rodrigues (que dentre várias imagens incluiu um quadro do Super Amadeu que destaquei num post que fiz no ano passado).

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Com participação simultânea de Amadeu e Brutus, a saga "O sétimo corvo" veio a esclarecer qual personagem é Amadeu e qual é seu filho adotivo. Também vemos que os personagens não são corvos, mas melros. Falando em corvo, a fonte do logotipo da história lembra muito o da tequila Jose Cuervo. No início da segunda parte, a tradução brasileira parece ter redesenhado uma parte do splash panel da história para inserir o título traduzido em português no lugar do original italiano.

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"O Imperador da América" referencia "O capacete de ouro", de Carl Barks, e regata os personagens Sr. Tristão e Sharky (aqui batizado de Advogado T. U. Barão). O roteiro segue a historiografia que aponta que foram os vikings os verdadeiros descobridores do continente americano. Na trama, uma lei do tempo de Carlos Magno acaba favorecendo que Pateta seja considerado descendente daquele que foi o primeiro a "pôr o pé no chão" da América. O argumento desta história poderia ter rendido bem mais do que oito páginas. Caso os gibis mensais de histórias inéditas ainda estivessem com a mesma editora que publica os especiais de capa-dura, poderiam lançar o volume do Barks com "O capacete de ouro" simultaneamente a esta publicação, fazendo uma dupla "divulgação"/referência.

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Aventuras Disney (Culturama) # 07, de outubro de 2019, trouxe uma história com personagens diferentes, Ranfrei Bogar e Irina Von Paperov. Ambos estão cadastrados no Inducks, mas o tio de Irina, Von Patov, não foi adicionado pelos indexadores italianos. Alguém desavisado pode ter imaginado que o personagem que aparece ao lado de Peninha na capa é o Gansolino, mas trata-se de Ranfrei, que apareceu pela primeira vez em uma história de 1982, publicada no Brasil em 1987. O personagem não é um mero desconhecido, já tendo estrelado 66 histórias. Irina, por sua vez, apareceu em apenas três HQs, sendo a primeira delas publicada no Brasil nesta edição. A história é a segunda da sub-série "Elementar, Peninha!", e sua publicação "isolada" deixa algumas "pontas soltas" para os leitores brasileiros. No roteiro, não entendi porque Ranfrei diz que poderia trabalhar junto com Peninha no caso "somente nas tardes de quinta-feira".

- Frase estranha num balão:
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- Neste outro faltou colocar o bordão de Ranfrei, repetido por Peninha, entre aspas:
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- Erro de colorização no bico de Peninha:
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Outro personagem diferente aparece em "Tudo nos astros", o gênio Geninho, que não foi mencionado no Inducks. O personagem revela que quer "juntar os trapos" com Madame Min, mas na parede atrás dele aparece um quadro onde o gênio parece estar com outra mulher.

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Superpato comete duas gafes em "Os supervilões". Primeiro, revela que "algo deu errado" em seu equipamento, em vez de não revelar essa informação aos Metralhas e os capturar de outra forma. Os bandidos acabaram fugindo. Depois, Superpato deixa um policial saber que seu carro e seus equipamentos estavam na casa de Prof. Pardal, o que seria um grande passo na revelação da identidade do personagem, mas passou batido no roteiro.

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O gibi termina com "Quanto mais quente, melhor!", uma HQ diferente: dinamarquesa com três tiras por página, longa e estrelada por Lobão. A paleta de cores usada nesta história também é diferenciada, embora alguns possam achar que os tons utilizados são claros. O nome completo de Lobão, Zeca Lobo, foi mencionado na história, tal como acontecia em HQs bem antigas do personagem. Nunca comi o tal do "tofu". Qual o significado da expressão que dá origem ao título da história?

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Aventuras Disney (Culturama) # 08, de novembro de 2019, começa com a HQ do Superpato "Um Natal de se tirar o chapéu". Na segunda página, Urtigão pode ser visto num pensamento do corvo Laércio. Em outro momento, Superpato duvida de Maga Patalójika: "Conta outra! Já jantou? Às sete da noite?". Apesar do espanto do herói, muita gente janta neste horário, ou mesmo antes dele.

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Não entendi muito bem a cronologia da história "Se puder me conceder um desejo...", de Donald Menino. "No dia seguinte, após as festividades da Véspera de Natal", Vovó Donalda está tirando neve de seu quintal e Donald ainda está sentado sob a árvore de Natal abrindo presentes. Porém, a Ceia de Natal é comemorada logo após a Véspera de Natal, tão logo os sinos batem meia-noite.

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@Usagi White

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Uma única história deste número não apresenta temática natalina, "Uma reportagem desafiadora". Trata-se de mais um "capítulo" da sub-série "Clarabela Repórter". Na tradução brasileira, Hotneige foi chamado de Frank e o "sem nome" Rédac chef recebeu o vocativo "Diretor". Podemos ver também um trocadilho no nome Oscar Tier. As cidades de Ratópolis e Cavalópolis são citadas na história. O balão abaixo recebeu um fundo cinza:

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