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Lucas Fernando

POLÍTICA

873 posts neste tópico

Presidente do Senado corta luz e sessão da reforma trabalhista é suspensa

Eunício ficou irritado com senadoras que ocuparam a Mesa para tentar obstruir trabalhos

POR BÁRBARA NASCIMENTO
11/07/2017 12:20 / atualizado 11/07/2017 15:01

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Plenário do Senado às escuras após ordem do presidente da casa, senador Eunício Oliveira de desligar as luzes. - Ailton Freitas / Agência O Globo

BRASÍLIA - As senadoras da oposição Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM) , Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Souza (PT-PI) ocuparam a Mesa do plenário do Senado na manhã desta terça-feira e se recusam a deixar o posto. O presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), chegou para comandar a sessão da reforma trabalhista e tentou conversar com as senadoras, mas não foi atendido. Ele ficou visivelmente irritado e suspendeu os trabalhos. O protesto já dura quase três horas. Dispostas a ficar o quanto for necessário, as senadoras pediram, inclusive, marmitas, que foram abertas na própria mesa.

Após cerca de 10 minutos de sua chegada, Eunício tomou o microfone da senadora Fátima Bezerra, que presidia a sessão. Ele disse ainda que iria cortar o som dos microfones até que pudesse comandar os trabalhos e foi aplaudido por senadores da base, que exclamavam que era preciso "acabar com essa bagunça" e ameaçavam denunciar as parlamentares ao Conselho de Ética da Casa. Apesar da situação, as senadoras permaneceram na mesa da Presidência.

— Está encerrada a sessão e não tem som enquanto não sentarmos nesta Mesa. Está suspensa a sessão — corrigiu o presidente do Senado.

Reforma trabalhista: Senado fica às escuras com protesto de senadoras
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Em protesto contra a votação da reforma trabalhista, as senadoras da oposição Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM) , Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Souza (PT-PI) ocuparam a Mesa do plenário do Senado na manhã desta terça-feira e impediram que o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), desse início à sessão. Ele suspendeu a sessão e desligou luzes e microfone da casa.
Foto: ANDRE COELHO / Agência O Globo

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As senadoras permanecem há mais de três horas na Mesa do Plenário do Senado. Elas chegaram a pedir comida em quentinhas para almoçar no próprio local. Foto: Ailton Freitas / Agência O Globo

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Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM) , Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Souza (PT-RJ) se recusam a deixar o local. Foto: Ailton Freitas / Agência O Globo

Eunício fechou todas as entradas ao plenário e cercou o lugar de seguranças, proibindo qualquer novo acesso à sala. Ele deixou o local por volta de 12h20, rumo ao gabinete da presidência e disse que a sessão estava suspensa. As luzes foram apagadas e microfones desligados. Questionado sobre quando retomaria a sessão, ele foi direto:

— Quando essa ditadura deixar.

As senadoras tentam obstruir a votação da reforma trabalhista prevista para esta terça-feira. Fátima Bezerra abriu a sessão destinada à votação da reforma. Neste primeiro momento, estão previstos pronunciamentos na tribuna.

A sessão que discute a reforma começou às 11h, mas o presidente do Senado chegou por vor volta das 12h.

Os senadores da base do governo sinalizaram que a opção que está na mesa é levar a sessão para outro local. O auditório Petrônio Portela já está sendo organizado por assessores. Questionado se a votação poderia ocorrer mesmo sem o painel eletrônico, que detalha as votações nominais, o vice-presidente da casa, Cássio Cunha Lima, afirmou que o painel nem sempre existiu no Senado e que votações ocorriam do mesmo jeito.

Uma série de manifestantes que conseguiram entrar no Senado, apesar do rigoroso sistema de segurança, se concentram na porta do auditório com gritos de protesto contra a reforma e contra o presidente Michel Temer. A imprensa está proibida de se aproximar do local.

O GLOBO

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Parabéns ao Eunício, palhaçada o que essas aí estão fazendo.

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Veja o que falaram sobre este episódio de terça:

NOTÍCIAS

Bombardeio. Na correria para apagar o incêndio provocado pela ocupação da Mesa do Senado, ontem, Romero Jucá foi interrompido pela secretária: “Senador, os chineses já chegaram no gabinete”. Jucá rebateu: “Chineses? Não vê que estou cheio de norte-coreanas para encarar?”

Chega. Eunício Oliveira foi firme com petistas que estavam no Senado ontem reforçando o protesto contra a reforma trabalhista. “O senhor não vai falar aqui porque não é senador”, disse ao deputado Henrique Fontana (PT-RS), que gritava contra o projeto aprovado pelo plenário.

Gancho. Governistas querem que o Conselho de Ética do Senado aprove, como exemplo, suspensão por 30 dias do mandato das senadoras que ocuparam a Mesa.

FRENTE A FRENTE

“Em vez de protestar contra a reforma, devolvam os recursos que foram desviados lá da Petrobrás.”
Senador José Medeiros (PSD-MT)

“Do que o senhor está falando? O senhor é suplente aqui no Senado! Nem voto o senhor tem!”
Senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR)

COLUNA DO ESTADÃO / ESTADÃO

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