Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Lucas Fernando

POLÍTICA

Recommended Posts

Victor235
Presidente do Senado corta luz e sessão da reforma trabalhista é suspensa

Eunício ficou irritado com senadoras que ocuparam a Mesa para tentar obstruir trabalhos

POR BÁRBARA NASCIMENTO
11/07/2017 12:20 / atualizado 11/07/2017 15:01

Imagem
Plenário do Senado às escuras após ordem do presidente da casa, senador Eunício Oliveira de desligar as luzes. - Ailton Freitas / Agência O Globo

BRASÍLIA - As senadoras da oposição Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM) , Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Souza (PT-PI) ocuparam a Mesa do plenário do Senado na manhã desta terça-feira e se recusam a deixar o posto. O presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), chegou para comandar a sessão da reforma trabalhista e tentou conversar com as senadoras, mas não foi atendido. Ele ficou visivelmente irritado e suspendeu os trabalhos. O protesto já dura quase três horas. Dispostas a ficar o quanto for necessário, as senadoras pediram, inclusive, marmitas, que foram abertas na própria mesa.

Após cerca de 10 minutos de sua chegada, Eunício tomou o microfone da senadora Fátima Bezerra, que presidia a sessão. Ele disse ainda que iria cortar o som dos microfones até que pudesse comandar os trabalhos e foi aplaudido por senadores da base, que exclamavam que era preciso "acabar com essa bagunça" e ameaçavam denunciar as parlamentares ao Conselho de Ética da Casa. Apesar da situação, as senadoras permaneceram na mesa da Presidência.

— Está encerrada a sessão e não tem som enquanto não sentarmos nesta Mesa. Está suspensa a sessão — corrigiu o presidente do Senado.

Reforma trabalhista: Senado fica às escuras com protesto de senadoras
Imagem
Em protesto contra a votação da reforma trabalhista, as senadoras da oposição Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM) , Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Souza (PT-PI) ocuparam a Mesa do plenário do Senado na manhã desta terça-feira e impediram que o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), desse início à sessão. Ele suspendeu a sessão e desligou luzes e microfone da casa.
Foto: ANDRE COELHO / Agência O Globo

Imagem
As senadoras permanecem há mais de três horas na Mesa do Plenário do Senado. Elas chegaram a pedir comida em quentinhas para almoçar no próprio local. Foto: Ailton Freitas / Agência O Globo

Imagem
Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM) , Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Souza (PT-RJ) se recusam a deixar o local. Foto: Ailton Freitas / Agência O Globo

Eunício fechou todas as entradas ao plenário e cercou o lugar de seguranças, proibindo qualquer novo acesso à sala. Ele deixou o local por volta de 12h20, rumo ao gabinete da presidência e disse que a sessão estava suspensa. As luzes foram apagadas e microfones desligados. Questionado sobre quando retomaria a sessão, ele foi direto:

— Quando essa ditadura deixar.

As senadoras tentam obstruir a votação da reforma trabalhista prevista para esta terça-feira. Fátima Bezerra abriu a sessão destinada à votação da reforma. Neste primeiro momento, estão previstos pronunciamentos na tribuna.

A sessão que discute a reforma começou às 11h, mas o presidente do Senado chegou por vor volta das 12h.

Os senadores da base do governo sinalizaram que a opção que está na mesa é levar a sessão para outro local. O auditório Petrônio Portela já está sendo organizado por assessores. Questionado se a votação poderia ocorrer mesmo sem o painel eletrônico, que detalha as votações nominais, o vice-presidente da casa, Cássio Cunha Lima, afirmou que o painel nem sempre existiu no Senado e que votações ocorriam do mesmo jeito.

Uma série de manifestantes que conseguiram entrar no Senado, apesar do rigoroso sistema de segurança, se concentram na porta do auditório com gritos de protesto contra a reforma e contra o presidente Michel Temer. A imprensa está proibida de se aproximar do local.

O GLOBO

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
JF CHmaníaco

Parabéns ao Eunício, palhaçada o que essas aí estão fazendo.

  • Curtir 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Victor235

Veja o que falaram sobre este episódio de terça:

NOTÍCIAS

Bombardeio. Na correria para apagar o incêndio provocado pela ocupação da Mesa do Senado, ontem, Romero Jucá foi interrompido pela secretária: “Senador, os chineses já chegaram no gabinete”. Jucá rebateu: “Chineses? Não vê que estou cheio de norte-coreanas para encarar?”

Chega. Eunício Oliveira foi firme com petistas que estavam no Senado ontem reforçando o protesto contra a reforma trabalhista. “O senhor não vai falar aqui porque não é senador”, disse ao deputado Henrique Fontana (PT-RS), que gritava contra o projeto aprovado pelo plenário.

Gancho. Governistas querem que o Conselho de Ética do Senado aprove, como exemplo, suspensão por 30 dias do mandato das senadoras que ocuparam a Mesa.

FRENTE A FRENTE

“Em vez de protestar contra a reforma, devolvam os recursos que foram desviados lá da Petrobrás.”
Senador José Medeiros (PSD-MT)

“Do que o senhor está falando? O senhor é suplente aqui no Senado! Nem voto o senhor tem!”
Senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR)

COLUNA DO ESTADÃO / ESTADÃO

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Victor235
Senado discute de cassação de Jean Wyllys a veto à candidatura de Bolsonaro

As chamadas 'ideias legislativas' são propostas pela sociedade civil e quando atingem a marca de 20 mil assinaturas no site da Câmara são aceitas para debates entre senadores; atualmente, há 43 propostas desse tipo

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo
27 Julho 2017 | 16h51

O que a descriminalização da Cannabis para consumo próprio, um referendo pela restauração da monarquia no Brasil, a criminalização do funk, proibição da candidatura de Jair Bolsonaro (PSC-JR) à Presidência e a cassação de Jean Wyllys (PSOL-RJ) têm em comum? Todas são “ideias legislativas” apoiadas por mais de 20 mil pessoas e encaminhadas à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) para serem debatidas pelos senadores.

Assim como essas, outras 43 “ideias legislativas” já foram encaminhadas para a CDH.  Tratam-se de propostas sugeridas por cidadãos comuns por meio da página e-cidadania, no site do Senado Federal.  Entre essas ‘ideias’, nove já receberam parecer da comissão e uma delas foi convertida em projeto de lei – aquela que proibe “o corte ou a diminuição da velocidade por consumo de dados nos serviços de internet de Banda Larga Fixa”. 

1501185009359.jpg
Os deputados Jair Bolsonaro (PSC-JR) e Jean Wyllys (PSOL-RJ) Foto: Fabio Motta e Marcos d ePaula/Estadão

“Essa já é a página mais acessada do site do Senado. As pessoas se mostram interessadas em participar de democracia. Com a força das redes sociais, algumas sugestões conseguem, rapidamente, atingir a marca dos  20 mil apoiamentos”, fala o Secretário-Geral da Mesa do Senado Federal, Luiz Fernando Bandeira. “Quase todas as propostas são mantidas no site - apenas eliminamos aquelas que evidentemente estão em desacordo com a Constituição Federal”, completa.

A “ideia legislativa” com mais apoios pede o “fim do auxílio moradia para deputados, juízes senadores” (233.080 mil apoiadores); em segundo lugar vem a que  pede a  “redução de impostos sobre games do atual 72% para 9% “ (75.930 mil apoiadores). No caso do fim do auxílio moradia, ela será levada ao plenário do Senado e descartada, com um parecer desfavorável ou a justificativa de não se tratar de uma matéria de competência exclusiva do Senado. Já a sugestão sobre os impostos do jogos eletrônicos já está em tramitação da CDH. 

Entre as ideias sugeridas na página do e-cidadania (cada ideia tem 4 meses para alcançar o mínimo de 20 mil apoiamentos), destacam-se algumas propostas um tanto quanto polêmicas ou exóticas.  A ideia que criminaliza o funk, feita por um empresário paulista, aguarda o parecer do senador Romário (Podemos-RJ), que já se mostrou contrário à ideia. Não está descartada a possibilidade de um debate público com a presença de artistas como Anitta e Valesca Popozuda. Já o referendo sobre a volta da monarquia está  tramitando na CDH e aguardando o parecer do senador Sérgio Petecão (PSD-AC).

Polarização. As ideias legislativas também se transformaram em um campo de batalho política/eleitoral. Entre as ‘ideias’ é fácil encontrar aquelas que pregam a cassação de determinados políticos. Os deputados Jair Bolsonaro (PSC-JR) e Jean Wyllys (PSOL-RJ) são campeões nesse quesito.

A proposta que visa impedir a candidatura de Bolsonaro foi proposta pelo sergipano Gabriel Costa. Na descrição de sua proposta, Costa escreveu: “Jair Messias Bolsonaro, um político de um caráter autoritário e cruel, preconceituoso e uma ameaça à Democracia. Alguém como ele não deve se candidatar à Presidência da República. Pelo bem da democracia e pelo povo brasileiro!” (essa ideia já tem mais de 30 mil apoiadores). Por outro lado, o deputado Jean Wyllys também tem uma “ideia” pedindo sua cassação (“Cassação do Deputado Jean Willys por desacato a Sergio Moro). A proposta já tem quase 71 mil apoiadores e também deve ser levada ao  senado. Ao chegarem na comissão, as propostas que atingem Bolsonaro e Wyllys terão parecer desfavorável por não se tratarem de matéria de competência do Senado.

ESTADÃO

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora
Entre para seguir isso  

  • Quem Está Navegando   0 membros estão online

    Nenhum usuário registrado visualizando esta página.

×