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Lucas Fernando

POLÍTICA

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Victor235
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‘Não votos’ superam apoio a candidatos em eleição ao governo do Tocantins
Carlesse foi eleito com 75,1% dos votos válidos contra 24,9% de Vicentinho. O “não voto” (soma de brancos, nulos e abstenções) foi de 527.868 votos (51,84%).
https://www.poder360.com.br/eleicoes/nao-votos-superam-apoio-a-candidatos-em-eleicao-ao-governo-do-tocantins/

@Lucas Ferreira

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Lucas F T

Número de abstenções alto. E acho que a minha cidade foi a que mais teve abstenções. Não lembro os dados, mas foram muito mais que o primeiro turno inclusive.

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Victor235

E aí no TO andam rolando abstenções em entregas de vídeos gravados também :rolleyes: 

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E.R

Em relação aos senadores eleitos em 2014 (análise) :

. Gladson Camelli (PP) - Acre - Não será candidato à reeleição porque foi eleito governador do Acre em 2018. Podemos ter como candidatos : Marina Silva (Rede), Jorge Viana (PT), Mara Rocha (PSDB) e Marcus Alexandre (PT).

. Fernando Collor (PTC) - Alagoas - Pode ser candidato à reeleição. Pode ter como adversários Renan Filho (MDB), Benedito de Lira (PP), Maurício Quintella (PR), Josan Leite (PSL) e Marx Beltrão (PSD).

. Omar Aziz (PSD) - Amazonas - Pode ser candidato à reeleição. Pode ter como adversários David Almeida (PSB), Alfredo Nascimento (PR) e Vanessa Graziotin (PC do B).

. Davi Acolumbre (DEM) - Amapá - Pode ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários Cirilo Fernandes (PSL) e Janete Capiberibe (PSB).

. Otto Alencar (PSD) - Bahia - Pode ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários Rui Costa (PT) e Irmão Lázaro (PSC).

. Tasso Jeireissati (PSDB) - Ceará - Pode ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (MDB).

. Reguffe - Distrito Federal - Poderá ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários Cristóvam Buarque (PPS) e Chico Leite (Rede).

. Rose de Freitas (Podemos) - Espírito Santo - Poderá ser candidata à reeleição. Poderá ter como adversários Renato Casagrande (PSB), Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB).

. Ronaldo Caiado (DEM) - Goiás - Não será candidato à reeleição pois foi eleito governador de Goiás em 2014. Poderemos ter como candidatos : Lúcia Vânia (PSB), Delegado Waldir (PSL) e Wilder Morais (DEM).

. Roberto Rocha (PSDB) - Maranhão - Poderá ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários Flávio Dino (PC do B), Sarney Filho (PV) e Edison Lobão (MDB).

. Wellington Fagundes (PR) - Mato Grosso - Poderá ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários Nilson Leitão (PSDB) e Nelson Barbudo (PSL).

. Antonio Anastasia (PSDB) - Minas Gerais - Poderá ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários Márcio Lacerda, Dilma Rousseff (PT), Dinis Pinheiro (Solidariedade) e Marcelo Alvaro Antonio (PSL).

. Simone Tebet (MDB) - Mato Grosso do Sul - Poderá ser candidata à reeleição. Poderá ter como adversários Reinaldo Azambuja (PSDB) e Fabio Trad (PSD).

. Paulo Rocha (PT) - Pará - Poderá ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários Flexa Ribeiro (PSDB) e Cristiano Vale (PR).

. Zé Maranhão (MDB) - Paraíba - Poderá ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários Lucélio Cartaxo (PV), Cássio Cunha Lima (PSDB) e Luiz Couto (PT).

. Álvaro Dias (Podemos) - Paraná - Poderá ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários Roberto Requião (MDB) e Gustavo Fruet (PDT).

. Fernando Bezerra Coelho (MDB) - Pernambuco - Não sei se será candidato à reeleição. É possível que tenhamos como candidatos Paulo Câmara (PSB), Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB).

. Elmano Férrer (Podemos) - Piauí - Poderá ser candidato à reeleição. É possível que tenha como adversários Wellington Dias (PT) e Wilson Martins (PSB).

. Romário (Podemos) - Rio de Janeiro - Poderá ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários César Maia (DEM), Chico Alencar (PSOL), Hélio Negão (PSL) e Índio da Costa (PSD).

. Fátima Bezerra (PT) - Rio Grande do Norte - Deverá ser candidata a governadora. Com isso, poderemos ter como candidatos Garibaldi Alves Filho (MDB), Geraldo Melo (PSDB) e Natália Bonavides (PT).

. Lasier Martins (PSD) - Rio Grande do Sul - Poderá ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários José Ivo Sartori (MDB), Ana Amélia (PP) e Carmem Flores (PSL).

. Acir Gurgacz - Rondônia - Acredito que não será candidato pois teve problemas com a Justiça, sendo inclusive preso. Deveremos ter como candidatos : Fátima Cleide (PT), Valdir Raupp (MDB),  Léo Moraes (Podemos) e Expedito Netto (PSD).

. Telmário Motta (PTB) - Roraima - Poderá ser candidato à reeleição. Poderá ter como adversários Romero Jucá (MDB), Luciano Castro (Podemos), Ângela Portela (PDT) e Nicoletti (PSL).

. Dário Berger (MDB) - Santa Catarina - Não sei se será candidato à reeleição. Alguns políticos que acho que poderão ser candidatos ao Senado : Raimundo Colombo (PSD),  Paulo Bauer (PSDB) e Daniel Freitas (PSL).

. José Serra (PSDB) - São Paulo - Acredito que não será candidato à reeleição por motivos de Saúde. Alguns políticos que acho que serão candidatos ao Senado : Márcio França (PSB), Eduardo Suplicy (PT), Maurren Maggi (PSB) e Joice Hasselmann (PSL).

. Maria do Carmo (DEM) - Sergipe - Poderá ser candidata à reeleição. Deverá ter como adversários : Valadares (PSB), André Moura (PSC), Jackson Barreto (MDB) e Fabio Mitidieri (PSD).

. Katia Abreu (PDT) - Tocantins - Poderá ou não ser candidata à reeleição. Alguns políticos que acho que poderão ser candidatos Mauro Carlesse (PHS), Ataídes Oliveira (PSDB) e Vicentinho (PR).

 

 

Edited by E.R

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E.R

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Foi preso hoje de manhã o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.

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Angélica Maria

Uma vergonha!

Todos os governadores eleitos aqui no Rio entre 1998 e 2014 foram presos:

Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e agora o Pezão.

Lamentável.

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Homessa

Agora vai poder dar aquele abraço que queria, no Sergio Cabral.

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Victor235

PSL-Partido-Social-Liberal.-De-quais-par

Fiz um levantamento com os dados de todos os deputados federais eleitos pelo PSL em 2018. Verifiquei quantos destes 52 futuros parlamentares venceram a eleição em sua estreia nas urnas, quantos e quais já haviam disputado eleições anteriormente e por quais partidos tais deputados estiveram antes de serem eleitos pelo Partido Social Liberal. Após a exposição dos dados, analiso quantitativa e qualitativamente o fenômeno eleitoral deste partido nas atípicas eleições de 2018 e esboço alguns comentários sobre o futuro desta bancada, que passou por vertiginoso crescimento e necessitará de hábil articulação política para manter-se coesa.

Edited by Professor Inventivo
Remover link que deixa o texto sublinhado

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Monchito

Tensão, violência, mortes. E a ajuda humanitária não chegou à Venezuela

O regime conseguiu impedir a entrada de ajuda humanitária na Venezuela. Houve violência, mortes, militares a desertar. "Estou mais firme que nunca", garantiu Nicolás Maduro, numa manifestação em Caracas.

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Várias mortes e camiões com alimentos e medicamentos incendiados marcaram o dia em que os apoiantes do presidente interino e o próprio Juan Guaidó tentaram fazer entrar na Venezuela a ajuda humanitária armazenada na Colômbia e no Brasil. Um dia de confrontos e violência, no qual pelo menos 23 polícias e militares venezuelanos decidiram desertar, deixando de apoiar o regime de Nicolás Maduro.

Existem versões diferentes sobre o número de mortes que resultaram dos confrontos. Enquanto algumas fontes confirmam apenas dois mortos, de acordo com a Foro Penal, organização não-governamental com sede em Caracas, quatro pessoas morreram este sábado, alegadamente alvejadas pelas forças de segurança venezuelanas, na cidade venezuelana de Santa Elena de Uairén.

Mais tarde, o deputado Juan Andrés Mejía confirmou a mesma informação. Segundo ele, verificou-se "um massacre contra o povo indígena", que culminou em "quatro pessoas assassinadas e mais de 20 feridos por balas". Na véspera, os confrontos tinham feitos outras duas vítimas mortais na mesma região, que faz fronteira entre o Brasil e a Venezuela.

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O encerramento das fronteiras da Venezuela, ordenado por Nicolás Maduro, elevou o clima de tensão ao longo do dia, com as pessoas a tentar saltar as barricadas para passar de um país para o outro e a ser repelidas pelos militares venezuelanos com gás lacrimogéneo e balas de borracha.

Ao longo da tarde, pelo menos 23 polícias e militares venezuelanos decidiram desertar, deixando de apoiar o regime de Nicolás Maduro. Números avançados pela autoridade de migração da Colômbia, que apontam para mais dez do que o balanço inicialmente divulgado.

Respondiam assim ao pedido de Guaidó para que os militares do seu país se coloquem "do lado certo da história". No Twitter, o Presidente interino publicou o momento em que recebeu os militares da Guarda Nacional Bolivariana venezuelana que desertaram.

Sábado era a data limite anunciada pelo autoproclamado Presidente interino venezuelano para a entrada no país de 14 camiões e 200 toneladas de ajuda humanitária reunida para a Venezuela, onde há falta de bens alimentares e medicamentos. Mas a operação não foi bem sucedida.

Por volta das 16.00, Juan Guaidó anunciou através do Twitter que o primeiro camião, de dois, com ajuda humanitária proveniente do Brasil entrara na Venezuela. "Anunciamos oficialmente que a primeira remessa de ajuda humanitária já entrou pela nossa fronteira com o Brasil", escreveu a partir da cidade colombiana de Cúcuta onde assistiu à partida dos camiões.

Mas a informação não foi confirmada. Cerca das 14.00 locais (18.00 em Lisboa), a Lusa testemunhou que os dois camiões se mantinham na linha divisória na fronteira entre o Brasil e a Venezuela. Quase três horas mais tarde, pelas 16:45 locais, os camiões regressaram a território brasileiro. "Retirámos os camiões porque houve um conflito. Circulou a informação de que havia aqui um infiltrado tirando fotos e algumas pessoas foram tirar satisfações com ele", justificou, em declarações à Lusa, a deputada venezuelana Yuretzi Idrogo.

Na fronteira com a Colômbia

Dois dos quatro camiões que cruzaram a fronteira e se encontravam em território venezuelano terão sido incendiados, de acordo com a deputada da oposição Gaby Arellano, que acusa a polícia nacional bolivariana de atear as chamas. Imagens da televisão venezuelana mostravam pelo menos um camião em chamas, enquanto algumas pessoas tentavam retirar as caixas de ajuda - alimentos e medicamentos - de outro veículo na ponte Francisco de Paula Santander.

Antes disso, Juan Guaidó tinha usado o Twitter para dizer que os camiões que viajavam da Colômbia já se encontravam na Venezuela, mas tinham sido bloqueados. "O regime usurpador está a impedir a sua passagem", escreveu Guaidó. E voltou a manifestar-se sobre o incêndio, acusando o "regime usurpador" de violar "o protocolo de Genebra, onde se diz claramente que destruir a ajudar humanitária é um crime contra a humanidade".

Por volta das 17.00 na Venezuela (21.00 em Lisboa), Guaidó escreveu novamente no Twitter: "Disseram que não íamos chegar à fronteira: chegámos todos e o povo chegou a receber ajuda. Disseram que a ajuda não ia entrar: os camiões atravessam o país. Disseram que tinham povo: estão sós e dezenas de soldados abandonaram-nos".

No entanto, a maioria da ajuda humanitária não chegou a entrar no país. "Uma parte da ajuda conseguiu entrar, outra parte foi bloqueada pela violência do regime usurpador [de Caracas]", afirmou o presidente do Chile, Sebastián Piñera, numa conferência de imprensa ao lado de Luis Almagro, Iván Duque e Juan Guaidó. Já Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), disse que "a ditadura usurpadora foi covarde e indecente e bloqueou parcialmente a ajuda humanitária até agora. Paramilitares foram usados como meios repressivos, tiros foram disparados contra pessoas desarmadas".

Manifestação em Caracas

Na capital do país, os manifestantes prestaram apoio a Nicolás Maduro, que se juntou à população, enquanto a oposição se concentrou para pedir a entrada de ajuda humanitária na Venezuela.

"A Venezuela está nas ruas, mobilizada, porque estamos a lutar pela paz. Ou vocês querem que volte a violência? Estamos a batalhar pela paz, mas pela paz com independência, com justiça e igualdade social. Paz com dignidade nacional. É uma luta pela dignidade da Venezuela contra quem quer que nosso país se ajoelhe perante os gringos, perante a oligarquia decadente da Bolívia", disse Maduro, citado pelo El País. E acrescentou: "Não é tempo de traição".

Nas declarações aos manifestantes, Maduro chamou "presidente marionete" a Juan Guaidó e questionou quais as razões pelas quais ainda não tinha convocado eleições, uma vez que, se tinha o poder, devia tê-lo feito dentro de 30 dias, "como manda a Constituição" venezuelana.

"Estou mais firme que nunca, em pé, governando nossa pátria agora e por muitos anos", garante Nicolás Maduro, desafiando Guaidó a convocar eleições. "Vamos ver quem tem votos e quem ganha eleições nesse país!", afirmou.

Corte de relações com a Colômbia

Numa longa intervenção, Maduro teve ainda tempo para anunciar o corte de relações com a Colômbia, país que acusa de apoiar os Estados Unidos da América num golpe de Estado contra o seu regime. "A paciência chegou ao fim. Não aguento mais. Não podemos aceitar que o território colombiano esteja a ser usado para atacar a Venezuela", afirmou, ordenando de imediato o regresso dos funcionários diplomáticos e consulares presentes na Venezuela.

Mas segundo Luis Almagro, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Maduro não pode cortar relações com a Colômbia, uma vez que não é o presidente legítimo.

Sim à ajuda da UE

O presidente Maduro disse ainda que aceitará uma oferta da União Europeia para introduzir "legalmente" ajuda humanitária no país. Começou por explicar que tem grandes diferenças com a UE, mas que aceita a ajuda, com coordenação da ONU.

"A UE, com quem temos grandes diferenças, mandou uma comissão de diálogo, que foi recebida pelo ministro de Relações Exteriores (Jorge Arreaza) e a vice-presidente executiva (Delcy Rodriguez), e nos fez saber que estavam na disposição de dar assistência e apoio humanitário à Venezuela, legal e formalmente", explicou. "Estão (outros) a bloquear-nos os medicamentos, e entregámos-lhes a listagem completa de medicamentos. Estão a bloquear-nos os alimentos, e entregámos-lhes uma lista com as necessidades", detalhou Maduro.

"E dissemos-lhes: vamos coordenar com a ONU para ver se vocês cumprem com a oferta. Tudo o que enviarem, a Venezuela vai pagar, porque não somos mendigos de ninguém. Que cheguem aos nossos portos, de maneira legal. Aceitamos", frisou.

https://www.dn.pt/mundo/interior/tensao-violencia-mortes-e-a-ajuda-humanitaria-nao-chegou-a-venezuela-10612571.html

Uma barbárie acontecendo na Venezuela. E a juventude esquerdista em silêncio...

Outras fontes:

https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2019/02/23/caminhoes-com-ajuda-humanitaria-do-brasil-recuam-da-fronteira-com-a-venezuela.ghtml

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/02/venezuela-em-estado-insurrecional.shtml

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E.R

https://veja.abril.com.br/economia/os-mitos-da-reforma/

Nem bem foi anunciada a proposta de reforma da Previdência, que ataca privilégios da elite dos servidores, e já se podem ouvir fortes reações contrárias. Algumas das alegações são legítimas, de quem se sente ameaçado de perder o que supunha ser um direito assegurado, mas há também argumentos falaciosos e até mentiras deslavadas, cujo objetivo é manipular para manter o status quo. É uma guerra de narrativas que pode comprometer o apoio indispensável da população e da opinião pública. O foco da artilharia é passar a ideia de que o projeto é cruel com os mais pobres — o que é uma verdade parcial, pois o grosso da conta vai pesar mesmo para a elite do funcionalismo. “A reforma afeta diretamente o servidor público que se aposenta com 25.000 ou 30.000 reais”, diz o economista Marcos Mendes, ex-assessor especial do Ministério da Fazenda. A seguir, VEJA analisa os principais ataques à reforma.

A reforma é dispensável porque não há déficit. Mesmo depois de dois anos de debate, ainda há quem insista em negar o inegável: o rombo da Previdência é gigantesco, e não para de crescer. Uma alegação recorrente é que, se o governo destinasse à Previdência todos os recursos arrecadados com as contribuições sociais, como a Cofins, sobraria dinheiro. É uma referência ao fato de que até 30% dessas receitas são direcionadas para outras áreas, uma prática autorizada desde 1994 por emenda constitucional. Há duas correções a ser feitas. A Constituição prevê que o valor das contribuições seja aplicado na Seguridade Social, uma rubrica que engloba os benefícios previdenciários e as pensões, é verdade, mas também inclui programas na área de saúde, de assistência social e de ajuda ao trabalhador, como o seguro-desemprego. Alocar todos os recursos das contribuições na Previdência significaria tirar dinheiro de hospitais ou do Bolsa Família, por exemplo. Pior: isso já acontece. A Seguridade Social tem fechado no vermelho com ou sem a arrecadação integral das contribuições. Em 2018, o déficit foi de 281 bilhões de reais.

Nos estados mais pobres as pessoas morrerão antes de se aposentar. Essa é uma das principais confusões promovidas pelos opositores da reforma. Uma das razões pelas quais é necessário exigir uma idade mínima de aposentadoria é que os brasileiros vivem mais hoje do que viviam no passado e, portanto, recebem aposentadoria por mais tempo. É o que se chama de sobrevida: a média de anos que vive quem chega à idade de se aposentar, o que é diferente da expectativa de vida ao nascer. O brasileiro que completa 60 anos tem hoje uma sobrevida, em média, de 22,4 anos, o que significa dizer que ele deve chegar aos 82 anos. Não há muita variação pelo país. Nos dois estados com o menor índice, Rondônia e Piauí, a sobrevida de quem atinge os 60 anos é de 19,5 e 19,8 anos, respectivamente. Por má-fé ou desinformação (caso do presidente Jair Bolsonaro, que caiu na lorota), alguns usam a expectativa de vida ao nascer para alegar que a reforma é cruel com quem vive em estados pobres. São situações distintas. A expectativa é puxada para baixo nesses estados pela alta mortalidade infantil e pela morte violenta de jovens — questões graves, mas que nada têm a ver com a Previdência. Na prática, a idade média de aposentadoria já é mais elevada nos estados mais pobres: 64 anos no Maranhão e 65 anos em Roraima, acima dos 57 anos em Santa Catarina. Isso acontece porque onde há menor oferta de emprego formal a conquista do benefício se dá por idade. Nas regiões Sul e Sudeste, mais ricas, os trabalhadores se aposentam por tempo de contribuição.

O aumento na contribuição de servidores é um confisco. As alíquotas propostas pelo governo Bolsonaro para os descontos no salário dos servidores que ganham muito acima do teto do INSS enfureceram a elite do funcionalismo público. “As alíquotas fixadas revelam-se confiscatórias, podendo chegar a 22%, o que implica alíquotas efetivas de mais de 16%. Tal modificação, se aprovada, dificilmente sobreviverá ao crivo do Judiciário”, afirmou em nota Jayme de Oliveira, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros. Trata-se de um coitadismo: a alíquota acima de 16% só afetará quem ganha mais de 30.000 reais e pretende se aposentar com o salário integral. Hoje, profissionais autônomos contribuem com 20% se querem receber mais do que um salário mínimo no futuro. Para o empregado do setor privado, o teto do benefício é 5.839,45 reais, e é por isso que ele paga uma alíquota menor, de 11%. “A caracterização de confisco é subjetiva e impõe a avaliação da carga tributária a que se sujeita o contribuinte e da possibilidade de sua subsistência digna”, diz o advogado tributarista Hugo Funaro, do escritório Dias de Souza. Ele ressalta que apenas funcionários públicos com rendimento acima de 9.000 reais devem passar a pagar uma alíquota efetiva superior a 11%. É difícil convencer alguém de que um salário superior a 30.000 reais, mesmo com descontos, não garante uma subsistência digna. Por fim, as contribuições dos servidores hoje bancam apenas 15% de todas as despesas previdenciárias da categoria. Os outros 85% são cobertos pelos impostos de todos, que financiam as superaposentadorias, às quais só mesmo os servidores têm acesso.

Os militares escaparam da reforma. Ainda é cedo para dizer. O governo Jair Bolsonaro afirmou que até 20 de março vai encaminhar um projeto com as mudanças na concessão de benefícios para os militares. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu o tom do sentimento do país em relação ao tema: “Tem de mandar o mais rápido possível, porque isso atrasa a tramitação. Há a compreensão do Parlamento de que todos os setores precisam estar na reforma”, afirmou. É a mesma posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Sabe-se que o tempo de contribuição da categoria vai subir de trinta para 35 anos e que a alíquota aumentará de 7,5% para 10,5%. O fato é que, uma vez que o projeto chegue ao Congresso, o caminho para alterar as regras dos militares será mais curto e menos complicado que o da emenda da Previdência: as modificações podem ocorrer por meio de projeto de lei.

Tirar o FGTS dos aposentados é um jabuti, sem relação com a Previdência. Hoje, o aposentado que permanece empregado com carteira assinada tem os mesmos direitos dos demais funcionários quanto ao FGTS: o empregador deposita 8% do salário todos os meses e precisa pagar uma multa de 40% sobre o total do fundo em caso de demissão sem justa causa. A reforma de Bolsonaro quer acabar com esses direitos. O objetivo é desestimular os pedidos de aposentadoria: teoricamente, o trabalhador ignoraria a possibilidade de dar entrada no INSS para continuar recebendo os tais 8% ao mês no FGTS; e teria menos probabilidade de ser demitido caso a multa de 40% estivesse em vigor. Dados do IBGE mostram que 5,2 milhões de aposentados estavam empregados no fim de 2015. Especialistas, porém, dizem que o governo deveria propor a mudança nas regras em um projeto à parte, que trate das questões trabalhistas, uma vez que a relação com a Previdência é tangencial. O entendimento de que o FGTS é um direito pode levar o caso ao STF.

Há muitos outros jabutis. Não são tantos, mas dois pontos da proposta chamam atenção. O primeiro facilita a mudança da idade de aposentadoria compulsória no STF, hoje de 75 anos, o que pode abrir caminho para que o governo reduza esse teto. Isso anteciparia a saída de alguns ministros nos próximos anos e permitiria a Bolsonaro indicar novos nomes alinhados com o seu pensamento. O segundo possibilita que militares, policiais militares e bombeiros ocupem cargo eletivo sem ter de passar para a reserva, como determina a lei atualmente.

O regime de capitalização é, na prática, obrigatório para jovens. Sem definir os detalhes, o projeto de reforma prevê a criação de um regime opcional paralelo ao atual. Hoje, os contribuintes na ativa bancam a aposentadoria dos inativos. No sistema de capitalização, que vale apenas para quem entrar no mercado de trabalho depois de sua aprovação, cada pessoa faz uma conta própria de aposentadoria. Críticos afirmam que as empresas só contratarão trabalhadores que aderirem a esse regime, porque ele dispensa o recolhimento da contribuição previdenciária por parte do empregador. Se por um lado o argumento é legítimo, por outro ignora as possíveis vantagens do modelo, como a liberdade para buscar planos de previdência mais rentáveis.

A reforma prejudica os pobres. Uma das medidas mais criticadas é a proposta de diminuir o valor pago a idosos de baixa renda. De fato, o grupo dos mais pobres será afetado diretamente com a redução do Benefício de Prestação Continuada, o BPC, uma renda assistencial prevista na Constituição para portadores de deficiência e para pessoas com 65 anos ou mais que ganhem até um quarto do salário mínimo. Há 2 milhões de idosos que recebem o BPC, que vale, hoje, um salário mínimo. O governo propôs antecipar a concessão para quem tem a partir de 60 anos, o que é uma vantagem, mas o benefício cairia para 400 reais. O valor alcançaria um salário mínimo quando a pessoa completasse 70 anos. “A medida pode tirar a cobertura de muitos idosos, teve repercussão negativa e possivelmente não vai gerar economia para a Previdência, porque muitas pessoas entre 60 e 65 anos que hoje não recebem nada passarão a ganhar”, diz Pedro Nery, especialista no assunto. Outra proposta que afeta os estratos de baixa renda é a ampliação da exigência de quinze para vinte anos de contribuição para que os trabalhadores da cidade e do campo se aposentem, conjugada com a idade mínima em cada categoria. Em um país com informalidade tão alta — havia 11,3 milhões de pessoas nessa condição em janeiro —, a medida vai postergar o acesso à aposentadoria de quem está na base da pirâmide social. Por outro lado, o governo propôs reduzir as alíquotas de contribuição de quem ganha menos. Para o trabalhador do setor privado que recebe até um salário mínimo, o desconto no vencimento diminui de 8% para 7,5%. Para os servidores, o alívio será ainda mais abrangente. Quem ganha até 5.000 reais deve passar a recolher uma contribuição menor. Hoje ela é fixa em 11%, mas vai subir progressivamente a partir de 7,5%.

Como se vê, a proposta de reforma da Previdência do governo é ambiciosa, mas não é perfeita. Faz parte do processo democrático que deputados e senadores promovam as alterações que julgarem necessárias, atentos aos anseios da sociedade e às necessidades do país, que devem prevalecer sobre a pressão de pequenos, mas poderosos, grupos organizados. É imperativo, porém, que esse debate seja feito de maneira transparente, em cima de informações e dados objetivos, e não de narrativas sem amparo na realidade. É o que os brasileiros esperam.

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gabriel.spurs

Ex-governador do Paraná, Beto Richa é preso pela terceira vez

Além do ex-governador, foram presos o ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná, Ezequias Moreira, e o empresário Jorge Atherino, tido como operador financeiro de Richa. As prisões ocorrem após a delação premiada do empresário Eduardo Lopes de Souza, que afirmou que o ex-secretário arrecadou dinheiro desviado da reforma e construção de escolas no Paraná para a campanha de reeleição de Richa ao governo.

 

Sim, ele já pode pedir música no fantástico

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Cleberson

Vamos ver se dessa vez ele fica né.

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gabriel.spurs

O ex-presidente Michel Temer foi preso em São Paulo na manhã desta quinta-feira (21) pela força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro. Os agentes também prenderam o ex-ministro Moreira Franco no Rio. A PF cumpre mandados contra mais seis pessoas, entre elas empresários e o coronel João Batista Lima Filho, amigo de Temer.

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gabriel.spurs
Em 29/11/2018 às 12:14, Angélica Maria disse:

Uma vergonha!

Todos os governadores eleitos aqui no Rio entre 1998 e 2014 foram presos:

Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e agora o Pezão.

Lamentável.

Com a prisão de Moreira Franco, agora o RJ tem seu 5º ex-governador preso..

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Homessa

Pode ir tranquilo Temer, eu tomo conta da Marcela.

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