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Como a tecnologia está ajudando os refugiados a chegar com segurança à Europa
Por Leonardo Pereira - em 10/09/2015 às 18h25

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(Foto: Alexandros Avramidis/Reuters)

DUBLIN, Irlanda - De tão usada, a frase “fazer do mundo um lugar melhor” se tornou piada no meio tecnológico e costuma ser recebida com certa descrença no Vale do Silício, o berço da inovação. Mas basta dar uma olhada no uso que os refugiados rumo à Europa estão fazendo de serviços cotidianos e fica fácil compreender que algumas vezes a expressão faz todo sentido.

O continente vive sua maior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial, com centenas de pessoas fugindo de conflitos civis que ocorrem principalmente na Síria. A grande diferença é que, desta vez, a tecnologia presta um auxílio importante - e não se trata de tecnologia específica, complicada, mas de coisas como Facebook, WhatsApp e Google Maps.

Em vez de confiar a vida a traficantes de pessoas, muitos migrantes se unem em torno daqueles que possuem smartphones. Eles trocam fotos, mapas e mais várias informações importantes com outros em posições diferentes. Perguntas como “sua rota deu certo?”, “há comida?”, “moradores locais dispostos a ajudar?” e “o policiamento pode ser um problema?” se misturam a coisas do tipo: “Dá para carregar aparelhos eletrônicos?” e “tem Wi-Fi pelo caminho?”.

Redes sociais servem para verificar como estão os conhecidos, compartilhar dados em tempo real e acompanhar as notícias - algo vital, já que os governantes europeus têm tratado do assunto com tanta cautela que fronteiras podem se abrir e fechar de uma hora para a outra.

Foram criados grupos no Facebook e documentos no Google Docs onde são publicadas coordenadas que levem os viajantes a locais de interesse. A atualização constante das plataformas permite que se administre os suplementos conforme a quantidade de pessoas atendidas.

Há quem percebeu a situação e tente se aproveitar dos migrantes: um chip telefônico que custa cerca de US$ 1,50 pode sair por mais de US$ 20, dependendo da região e do vendedor, e muitos taxistas chegam a quintuplicar o valor das corridas.

Por outro lado, outros trabalham para ajudar. Em Belgrado, capital da Sérvia, um grupo oferece Wi-Fi gratuito para que os viajantes não precisem gastar pequenas fortunas usando dados fora de seus países; quando as pessoas se conectam ali, são direcionadas a um aplicativo que informa preços corretos de corridas de táxis, localização de banheiros, lugares para encontrar comida, entre outras coisas.

A imprensa europeia está recheada de exemplos em que o uso da tecnologia ajudou a prevenir os viajantes contra situações complicadas. O Irish Times acompanhou o afegão Ramiz, de 20 anos, que se tornou líder involuntário de um grupo por possuir celular capaz de acessar a internet. “É assim que nós viajamos. Como você acha que chegamos aqui?”, questionou ele ao repórter quando estavam parados na fronteira da Hungria. Um grupo antes deles foi confrontado por policiais, mas alguém encontrou uma brecha na confusão para enviar mensagem a quem vinha atrás como um aviso de que aquela não era uma boa rota. Ramiz fez o mesmo ao perceber que também não estava num bom caminho.

O Business Insider lembra outra situação, ocorrida na semana passada, quando a Hungria teria tentado emboscar centenas de migrantes fazendo-os acreditar que um trem específico iria para Áustria e Alemanha, quando na verdade seria direcionado a um campo de refugiados. Antes de embarcar, as pessoas conseguiram se comunicar com quem estava na estação de Budapeste e decidiram não encarar a viagem.
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Socialismo não é mais bicho-papão

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LUIZ EÇA – O senador Bernie Sanders, pré-candidato a presidente dos EUA, não é exatamente um socialista. Está mais para socialdemocrata.

Jamais defendeu a socialização de qualquer setor da economia ou mesmo de qualquer empresa norte-americana. E suas chances de vencer Hillary Clinton na corrida pela candidatura democrata nas próximas eleições são mínimas, próximas de zero.

A grande surpresa é que, apesar de se declarar socialista, algo tradicionalmente considerado um palavrão pelo eleitor médio estadunidense, ele vai muito bem nas pesquisas das primeiras prévias do Partido Democrata.

Em New Hampshire, segundo a CNN, ele cresce, já atingindo 31% contra os 50% da favorita, a senhora Clinton. E seus comícios vêm atraindo grandes audiências em todo o estado.

Em Iowa, surpresa!, Sanders lidera com 44% dos respondentes, deixando sua adversária para traz, com 37% (pesquisa Franklin Pierce University e Boston Herald).

Parece que ele está redefinindo o socialismo nos EUA como alguma coisa conforme os valores norte-americanos, claramente expressos na sua Constituição.

De um modo geral, o que Sanders prega é uma ação ativa do governo para defender os 99% contra o controle do Estado pelas grandes corporações. Talvez mesmo transferir esse controle de Wall Street para a maioria da população. Nada mais democrático, portanto. Os 99% começam a acreditar que essa mudança é possível.

Dá para sentir, e não apenas pelas pesquisas de opinião: nos primeiros três meses de campanha, o candidato soi disant socialista arrecadou 15 milhões de dólares em doações, de nada menos do que 400 mil pessoas. Claro, a senhora Clinton arrecadou muito mais. A parte do 1% que a vê com bons olhos soma recursos muitas vezes superiores aos dos 99%.

Para as grandes corporações é mais conveniente dividir seus dólares entre o extremo conservadorismo dos principais candidatos republicanos e o liberalismo moderado de Hillary Clinton. Assim, seja qual for o resultado, certamente ficarão do lado do vencedor, que saberá retribuir a preferência.

Já com Sanders o futuro seria pelo menos tempestuoso. Durante a grande crise, ele propôs que os CEOs dos grupos responsáveis por ela fossem processados, enfatizando também o “nível grotesco de desigualdade nos EUA”.

Agora, Sanders no Senado, e seu aliado Sherman na Casa dos Representantes, anunciaram a próxima apresentação de um projeto que não deve deixar Wall Street em festa.

O senador deu algumas dicas do que está aprontando, ao declarar: “nenhuma instituição financeira individual deveria poder ter holdings tão vastos que sua falência poderia lançar o mundo econômico numa crise”. E concluiu: “quando uma instituição é grande demais para falir, ela é grande demais para existir”.

Se as perspectivas (embora remotas) do socialista na presidência causam dispepsia em certos grandes empresários, o passado de Sanders não alivia em nada suas preocupações.

Em 2003, ano em que a maioria absoluta da população e dos políticos, confiando nas mentiras de Bush, aplaudiu a invasão do Iraque, Bernie Sanders, então membro da Casa dos Representantes, foi um dos raros que se opôs.

E com sérios argumentos: não se pensava nas mortes de soldados norte-americanos e civis iraquianos na invasão e na ocupação; uma ação unilateral estaria usurpando poderes da ONU e enfraquecendo a entidade; o ataque seria desastroso para a campanha antiterrorismo global; com um déficit crescente de 6 trilhões de dólares, como poderia o país gastar fortunas numa guerra extremamente dispendiosa?; com a saída de Saddam Hussein, qual seria a postura dos EUA diante de uma guerra civil iminente?

Hoje, todos condenam a brutal aventura que foi a guerra do Iraque, mas na época pós-atentado das Torres Gêmeas um político contrário a ela teria de arcar com pesados danos em sua imagem pública.

Como nessa ocasião, Sanders continua avesso a guerras. Por isso mesmo, na questão do acordo nuclear com Irã, ele se alinha ao lado de Obama, apoiando sua aprovação.

Idem no estabelecimento de relações comerciais com Cuba e no fim dos embargos à ilha.

Igualmente favorável à política do presidente frente a Putin, Sanders condena a anexação da Criméia pela Rússia. Até aceita novas sanções. Mas as condiciona a certas restrições: “você não deve ir à guerra. Você não deve sacrificar vidas de jovens nesse país como fizemos no Iraque e no Afeganistão”.

O senador-candidato prefere sempre a via diplomática para resolver as questões internacionais. Daí sua posição contrária à política intervencionista. Ele propõe uma mudança racional e inteligente, baseada no multilateralismo, ficando o emprego de força somente se a segurança nacional estiver sob risco direto.

Seria uma mudança radical para um país que já interveio militarmente em 14 países, desde 1980.

Na Palestina, porém, suas posições são bastante moderadas, talvez demais. Ele defende a “solução dos dois Estados”. No entanto, admite a manutenção dos assentamentos que tiverem “argumentos geográficos legítimos”, na contramão da opinião pública mundial contrária a todos eles por serem ilegais.

Tudo isso de acordo com o pensamento oficial da Casa Branca. Mas, na invasão de Gaza, Sanders dissentiu frontalmente do presidente, que falava no “direito de Israel se defender”, ao condenar duramente as ações do exército de Telavive: “os ataques israelenses que mataram centenas de pessoas inocentes – inclusive muitas mulheres e crianças – bombardeando quarteirões civis, escolas da ONU, hospitais e centros de refugiados foram desproporcionais, completamente inaceitáveis”.

Passando da política internacional para a segurança interna, o senador foi uma das poucas vozes que combateu a espionagem dos telefones e computadores pela NSA. Considerou inaceitáveis os exageros institucionalizados na garantia da segurança nacional.

Bush e seus neocons haviam se aproveitado do traumatismo causado no povo pelo atentado de 11 de setembro para apresentarem leis que restringem direitos civis, sob alegação de serem necessárias para a defesa contra o terrorismo.

Aprovado por grandes maiorias no Senado e na Câmara dos Representantes, o chamado Patriot Act, entre outras disposições, autorizava o presidente do país a prender quem quisesse e o manter preso, sem processo, indefinidamente.

Quando foi discutida sua renovação, durante a gestão Obama, ele afirmou ser contrário, mas nem por isso o vetou, atendendo a conveniências políticas.

Já Sanders, chamou o Patriot Act de “uma vigilância ‘orweliana’ de todos os norte-americanos”. Preferia que o governo “estabelecesse uma suspeita razoável” antes de solicitar uma “ordem judicial para monitorar registros de operações relacionadas a um suspeito específico de terrorismo”.

A significativa porcentagem de cidadãos favoráveis a um candidato que se diz socialista é mais um sinal de que as coisas estão mudando nos EUA.

Há outros indícios nesse sentido. O apoio sem limites a Israel cai de ano para ano.

Pesquisas mostram que a maioria da população criticou as violências do exército israelense nos ataques a Gaza, se opõe ao aumento da ajuda militar a Israel e vê com desconfiança o envolvimento dos EUA em guerras contra outros países.

Mesmo a opinião sobre o acordo nuclear com o Irã está dividida, apesar da colossal campanha de propaganda e relações públicas desenvolvidas pelos grupos pró- Israel.

O povo estadunidense começa a abrir os olhos.
LUIZ EÇA - CORREIO CIDADANIA/CONTROVÉRSIA

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Banda confirmada no Lollapalooza se apresentava em casa que sofreu ataque
Por iG São Paulo | 13/11/2015 21:41 - Atualizada às 13/11/2015 22:25

Banda Eagles of Death Metal se apresentava no Bataclan, casa de shows em Paris, quando atiradores adentraram o local

A banda de metal "Eagles of Death Metal" se apresentava no palco da casa de shows Bataclan, que fica no 11e arrondissement, quando o local foi invadido por atiradores que fizeram inúmeros disparos. A banda era uma das atrações confirmadas para o festival Lollapalooza 2016.

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Reprodução/Twitter

Autoridades acreditam que cerca de 100 pessoas ainda estejam sendo feitas de reféns dentro da casa de shows Bataclan

De acordo com informações preliminares, os atiradores dispararam por cerca de 10 minutos utilizando armas de grande calibre, como AK47. Os disparos fizeram dezenas de mortos mas o número ainda não é confirmado. A polícia acredita que ainda existam sobreviventes sendo feitos de reféns; estimativa é que cerca de 100 pessoas ainda estejam na casa. Foram ouvidos barulhos de tiros e explosões nas redondezas da casa de shows.

Uma postagem feita na página oficial da banda no Facebook dá conta de que ainda não se sabe sobre o estado de saúde dos integrantes da banda que se apresentavam no Bataclan nesta sexta-feira (13).

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Reprodução/Facebook
Postagem na página oficial do Facebook da banda Eagles of Death Metal
ÚLTIMO SEGUNDO/IG

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Victor235    4710
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"Intuição me impediu de assistir jogo sexta à noite em Paris", diz brasileiro
Agência Brasil
Marieta Cazarré - Repórter da Agência Brasil

Luiz Carlos Iasbeck, professor de comunicação da Universidade Católica de Brasília, está em Paris para comemorar seu aniversário. Segundo ele, por intuição decidiu não sair de casa ontem. “Por alguma intuição, decidi não ir xexta-feira (13) à noite ao Stade de France, assistir França e Alemanha. Fiquei com preguiça e cancelei também o jantar”. Luiz Carlos tinha feito reservas em um restaurante para jantar com a mulher.

“Como esta semana começa a conferência do clima, aqui terá gente do mundo inteiro. Acredito que o atentado foi pensado nessa época por causa do evento”, afirmou Luiz Carlos. Ele disse ainda que as ruas estão bastantes vazias e que as pessoas estão “ressabiadas”.

Professora de cinema da Universidade Federal de Pernambuco, Mannu Costa mora atualmente em Paris, onde faz doutorado.“Estava indo para casa e recebi muitas mensagens da família e de amigos. Por azar, estava com 3% de bateria no celular e achei por bem não começar a responder, porque isso podia causar ainda mais angústia e eu podia precisar do celular pra uma emergência”.

Em entrevista à Radioagência Nacional, Mannu informou que ontem (13), por volta das 23 hs, os bares e restaurantes já estavam fechando as portas. “Moro em um lugar bastante turístico, onde normalmente às sextas-feiras tem muita gente até tarde da noite. Mas às 11h já tinha muita coisa fechando. Algumas lojas fecharam as portas com os clientes dentro.”

Outra brasileira que está em Paris é Lorna Daufenbach. Na capital francesa para fazer turismo, ela informou à Agência Brasil que acordou hoje (14) de madrugada com telefonemas e mensagens de parentes preocupados.

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© Lorna Daufenbach Lorna Daufenbach, turista brasileira em Paris

Lorna disse que, por causa do atentado e com medo de ficar em Paris, tentou antecipar o voo para Amsterdã, mas não conseguiu. “Tentamos trocar o voo, mas, por algum problema com a Air France, não foi possível trocar e acabamos tendo de ficar o dia inteiro aqui.”

Segundo Lorna, o aeroporto está tranquilo e que os voos estão saindo normalmente.

Apesar das recomendações da polícia para ficarem em casa e de algumas sirenes que ainda são ouvidas na capital francesa, várias pessoas, entre elas o casal de brasileiros Felipe Kaiser e Kelly Freitas, foram às ruas. Felipe e Kelly moram ao lado do Bataclan e ficaram toda a noite em casa, com “medo” do que estava ocorrendo.

“A gente começou a ouvir a sequência de tiros. Parecia que estávamos em uma guerra. Ficamos em casa, com medo que acontecesse alguma coisa. Logo depois, os jornais começaram a noticiar que estavam atirando no Canal Saint Martin e que havia uma carnificina no Bataclan. Em seguinda, a polícia entrou e ouvimos as explosões”, informou Kelly.

Kelly Freitas afirmou que quis sair para ver o que estava ocorrendo com os próprios olhos. “Moramos ao lado do Bataclan e queríamos saber como estava a situação. Queríamos entender o que estava se passando." Segundo ela, a maior parte das lojas comerciais e cafés está aberta.

Nos atentados de ontem à noite em Paris, pelo menos 127 pessoas morreram e 180 ficaram feridas, 80 dos quais em estado crítico. Oito terroristas morreram, sete deles suicidas, que usaram cintos com explosivos nos atentados.

Os ataques ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e no Stade de France, onde ocorria um jogo de futebol entre as seleções de França e Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controle de fronteiras após os ataques classificados pelo presidente François Hollande como "ataques terroristas sem precedentes no país".

* Com informações da Agência Lusa

Editor Armando Cardoso
MSN NOTÍCIAS / AGÊNCIA BRASIL

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SâmaraCH    627
SâmaraCH

Essa tragédia é angustiante. :triste:

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Usagi chan    1473
Usagi chan

Pobre Paris, esse é o ano para os cidadãos de lá esquecerem.

Pior é que com isso é provável que aumente mais os protestos xenofóbicos.

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Josiel    14
Josiel
NOTÍCIAS
"BELGA É APONTADO COMO MENTOR DOS ATENTADOS DE PARIS"

O belga Abdelhamid Abaaoud é apontado como o mentor dos ataques de sexta-feira à noite em Paris, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (16). A série de atentados deixou ao menos 129 mortos.
Um documentário sobre o Estado Islâmico mostra Abaaoud arrastando um corpo com um veículo.
Extremista conhecido, ele era citado em diversos arquivos policiais junto a Ibrahim Abdeslam, que realizou o ataque suicida no café Comptoir Voltaire. Abaaoud estaria atualmente na Síria.

"Aparentemente ele é o cérebro por trás dos ataques na Europa", disse uma fonte próxima à investigação à agência Reuters.
Segundo a rádio RTL, Abaaoud tem 27 anos e é do bairro de Molenbeek, em Bruxelas, considerado um "celeiro de terroristas". Ele estaria envolvido no planejamento de uma série de ataques na Bélgica que foram frustrados pela polícia em janeiro.

A polícia belga realizou nesta segunda-feira (16) uma nova operação no bairro de Molenbeeck para tentar encontrar Salah Abdeslam, suspeito chave dos atentados de sexta-feira em Paris, mas que terminou sem detenções, relata a AFP.
"A operação terminou e o resultado é negativo, ninguém foi detido", declarou o porta-voz da procuradoria federal belga, Eric Van Der Sypt.
Abdeslam Salah, de 26 anos, é procurado pela polícia.
A justiça belga emitiu uma ordem de prisão internacional contra Salah, que teria alugado o veículo, um Volkswagen Polo preto, matriculado na Bélgica que foi encontrado estacionado em frente à casa de espetáculos Bataclan, onde 89 pessoas foram assassinadas.
Seu irmão Ibrahim, de 31 anos, também de nacionalidade francesa, mas residente em Bruxelas, explodiu-se em frente a um bar no Boulevard Voltaire, na capital francesa.
Ibrahim havia alugado um carro Seat preto, registado na Bélgica, e encontrado em Montreuil, perto de Paris, no dia seguinte aos ataques. A bordo, três fuzis AK47, onze carregadores vazios e cinco completos.
Um outro irmão, Mohamed Abdeslam, detido em um primeiro momento na Bélgica, foi libertado nesta segunda-feira, sem qualquer acusação.
Esquadrão antibombas
A operação belga no bairro mobilizou dezenas de policiais, armados e equipados com coletes à prova de bala.
Unidades dos esquadrão anti-bombas e bombeiros também foram enviados para o local, onde um perímetro de segurança foi estabelecido.
A polícia federal pediu no Twitter "com insistência" que a imprensa não divulgasse imagens ao vivo da intervenção em Molenbeek. "Para a segurança de todos!", afirmava a mensagem.
De fato, a transmissão de imagens ao vivo das ações policiais pode ajudar os terroristas a fugir ou responder mais eficazmente às forças de ordem, baseando-se nas imagens televisionadas.
Policiais das unidades especiais cercaram um prédio de Molenbeek, onde um grande perímetro de segurança foi montado, impedindo jornalistas e moradores de se aproximar do local.
Segundo a prefeita de Molenbeeck, Françoise Schepmans, "é possível que haja outras operações". "Trata-se de operações selecionadas, que devem ser realizadas na calma", acrescentou.
Suspeitos liberados
A Bélgica parece ter sido usada como base de retaguarda para alguns terroristas. No sábado, um dia depois dos ataques sangrentos em Paris, a polícia encontrou em Molenbeeck um dos veículos utilizados em alguns dos ataques.
A procuradoria belga informou que além de Mohamed Abdeslam, irmão de Salah, outras quatro pessoas detidas como parte da investigação foram libertadas nesta segunda-feira. "No total cinco pessoas foram liberadas e duas continuam em detenção provisória", indicou a procuradoria federal belga à AFP.
Mohamed Abdeslam foi interrogado por um juiz de instrução que decidiu libertá-lo, de acordo com sua advogada, Nathalie Gallant.
"Ele tem um álibi. Na sexta-feira à noite, estava com seu sócio em Liège (leste da Bélgica), onde trabalha em um projeto de restauração de um bar. As declarações do sócio" confirmam que ele "não poderia ter estado em Paris na sexta-feira", acrescentou. "Ele não estava em contato com seus irmãos nos últimos dias", garantiu.
Em compensação, os dois outros suspeitos mantidos na prisão foram acusados nesta segunda-feira por "atentado terrorista" pela justiça belga. Segundo a imprensa belga, eles seriam o proprietário e um acompanhante de um carro controlado no sábado em Cambrai (norte da França) na estrada que liga Paris a Bruxelas.

VEJA QUEM SÃO OS SUSPEITOS ATÉ O MOMENTO

Ismaël Omar Mostefäi - Francês de origem argelina, detonou seu cinto de explosivos depois de ter atirado no público no Bataclan. Foi identificado por análise de digitais colhidas em um dedo encontrado na casa de shows.

Bilal Hadfi Francês que morava na Bélgica, foi um dos homens-bomba da série de três explosões ao redor do Stade de France.

Ibrahim Abdeslam - De nacionalidade francesa e nascido em Bruxelas, ele se explodiu no bar Comptoir Voltaire, ferindo gravemente uma pessoa.

Salah Abdeslam - Irmão de Ibrahim Abdeslam, está foragido e é procurado pela polícia. Acredita-se que estivesse envolvido em tarefas de logística dos atentados.

Ahmad Al Mohammad - Sírio, ele teria entrado na Europa pela Grécia, em meio a refugiados. Foi um dos que se explodiram ao redor do Stade de France.

Samy Amimour - Um dos suicidas que atacou o Bataclan, nasceu em Paris e passou um tempo na Síria. Foi acusado de terrorismo em 2012. Três de seus parentes foram detidos.

Abdelhamid Abaaoud - O belga é apontado como o mentor dos ataques. Extremista conhecido, é acusado de planejar uma série de ataques à Bélgica, frustrados pela polícia em janeiro deste ano. Atualmente estaria na Síria.

Fonte: G1
Editado por Josiel

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SâmaraCH    627
SâmaraCH

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Escolas de Pequim suspendem atividades ao ar livre por causa da poluição

Com as temperaturas em queda, por volta de zero grau, Pequim começou a semana com um denso nevoeiro branco

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As escolas em Pequim terão as atividades ao ar livre suspensas por três dias devido a novos picos de poluição atmosférica, anunciaram os meios de comunicação oficiais.

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Nasa

Imagem se satélite captada ainda em janeiro mostra poluição sobre Pequim e a cidade de Tianjin

“Os jardins de infância, escolas primárias e estabelecimentos de ensino secundário deverão suspender as suas atividades ao ar livre de segunda a quarta-feira” devido a um novo alerta emitido pelas autoridades, informou a agência de notícias Nova China, citando o departamento municipal de educação.

Com as temperaturas em queda, por volta de zero grau, Pequim começou a semana com um denso nevoeiro branco, impregnado com um odor forte de carvão, que limitava a visibilidade.

A densidade de partículas de 2,5 mícrons de diâmetro, perigosas para a saúde, entre segunda e terça-feira, tinha alcançado mais de 600 microgramas por metro cúbico, de acordo com os níveis de referência medidos pela embaixada dos Estados Unidos em Pequim. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um limite médio de apenas 25 microgramas em vinte e quatro horas.

Principal país poluidor no mundo, a China anunciou na quarta-feira a intenção de reduzir em 60% as emissões dos “principais poluentes” das suas fábricas de carvão até 2020, modernizando as estruturas.

A informação foi divulgada durante a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), em Paris.

Último Segundo

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Saiba como é a vida dentro de uma fábrica de iPhones na China
RENATO SANTINO 26/04/2016 17H10

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(Foto: reprodução/Bloomberg)

Quem conhece um pouco da indústria de tecnologia sabe que praticamente tudo é produzido na China. Os baixíssimos salários dos trabalhadores, somados a uma lei trabalhista bem frouxa, criaram um cenário amplamente favorável para a indústria local, ao mesmo tempo em que sacrificaram radicalmente a qualidade de vida dos funcionários.

Nos tempos atuais, começou a “pegar mal” as notícias de que trabalhadores começaram a se suicidar nas fábricas, e que as empresas tiveram que começar a instalar grades e redes de proteção para evitar mais casos similares. Os casos começaram a chegar ao Ocidente, e as empresas começaram a pressionar para que as pessoas responsáveis por montar seus produtos sejam tratadas de forma mais humana.

Para demonstrar o progresso que tem sido feito nesta área, John Sheu, presidente das instalações da Pegatron, uma das empresas responsáveis pela montagem do iPhone, convidou jornalistas da Bloomberg a conhecer a fábrica e seus 50 mil funcionários, responsáveis pela produção do smartphone da Apple.

Os jornalistas puderam observar os procedimentos rígidos de segurança, voltados a impedir o vazamento de informações sobre os produtos que ainda não foram revelados para o público. Todos os visitantes e trabalhadores passam por detectores de metal que visam revelar possíveis dispositivos com câmeras que possam ser usados para fotografar os aparelhos.

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Ao passar pela segurança, eles seguem setas coloridas no chão, e passam por corredores revestidos com pôsteres motivacionais. Eles passam por uma escadaria com as tais redes de proteção antissuicídios, até chegarem aos armários, onde precisam colocar suas redes para cabelos, vestir uma jaqueta rosa e trocam seus sapatos por chinelos de plástico. Depois de se alinharem com precisão militar, os funcionários são divididos em unidades de produção de 320 pessoas, organizadas em quatro fileiras de 80 trabalhadores antes de começarem as atividades.

Ao entrar na fábrica, os trabalhadores precisam, além de passar pelo detector de metais, verificar suas identidades, o que é feito por meio da apresentação de um crachá e identificação facial. Além de impedir intrusos, o processo serve para garantir que ninguém está trabalhando mais do que o permitido.

Sim, depois da pressão ocidental, o cuidado com o excesso de horas extras aumentou significativamente. Os funcionários podem realizar horas extras para ganhar um dinheiro a mais, mas agora eles têm um limite. A Apple determina que seus parceiros adiram às diretrizes do Electronic Industry Citizenship Coalition (Coalizão da Cidadania da Indústria de Eletrônicos) que proíbem que os trabalhadores façam mais de 80 horas extras por mês. No entanto, a lei chinesa determina um máximo de 36 horas; a empresa diz que consegue driblar esta restrição pelo fato de o trabalho ser sazonal.

Para o monitoramento destas horas, o sistema de identificação conta com crachás que acompanham o tempo, os pagamentos e até os gastos com dormitórios e refeições. Pode parecer excessivo, mas pelo menos fez com que a empresa se aproximasse a quase 100% do cumprimento dos regulamentos sobre horas extras. A única exceção são os engenheiros trabalhando em reparos de emergências. Uma auditoria da Apple mostrou 97% de conformidade com as diretrizes de um máximo de 60 horas de trabalho por semana.

O problema continua sendo o pagamento baixo. Um funcionário que preferiu não se identificar conta que “os trabalhadores sempre querem fazer mais horas porque os salários são baixos. Nós podemos ganhar muito mais com horas extras, então nós sempre queremos mais horas extras”, afirmou à reportagem. A empresa diz que, contando com as horas extras, os funcionários conseguem levar para casa em média entre 4.200 e 5.500 yuans (algo entre R$ 2,3 mil e R$ 3 mil) em um mês. No entanto, uma trabalhadora mostrou à Bloomberg que seu salário-base era de 2.020 yuans (cerca de R$ 1,1 mil), o que dá uma dimensão de quantas horas extras os funcionários costumam fazer em um mês para ter um salário mais satisfatório. Para referência: um iPhone 6 no país custa 4.488 yuans (R$ 2,4 mil). A empresa ainda está na mira de organizações como a China Labor Watch, que afirmam que ainda há evidências de trabalho excessivo nas fábricas.

Via Bloomberg
OLHAR DIGITAL

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Victor235

Atletas da Coréia do Sul e do Norte tiram foto juntas:

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Victor235    4710
Victor235
Jovens presas com R$ 75 milhões em cocaína dentro de cruzeiro na Austrália ostentavam vida boa na internet

31/08/16 08:09 Atualizado em 31/08/16 08:41

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Melina Roberge, de 22 anos, e Isabelle Lagacé, de 28, estão presas Foto: Reprodução / Facebook

Extra

Duas jovens canadenses que tentaram levar para Sydney, na Austrália, cerca de R$ 75 milhões em cocaína dentro de um navio cruzeiro, foram presas, no último fim de semana. Melina Roberge, de 22 anos, e Isabelle Lagacé, de 28, que junto a um comparsa, Andre Tamine, de 63 anos, levavam consigo cerca de 95 kg da droga escondidos numa mala, viajaram por vários países e ostentavam uma vida de luxo em rede sociais, onde postavam fotos em locais paradisíacos.

As jovens estavam a bordo do cruzeiro Sea Princess, que saiu do Reino Unido e passou por países como Canadá, Estados Unidos, Colômbia e Peru, antes de chegar em Sydney, na Austrália, no último domingo, quando o trio foi preso. Todos vão responder por "importação comercial de droga".

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Droga estava escondida em mala Foto: HOGP / AP

Pouco tempo antes da prisão, as amigas usaram redes sociais para exibir um estilo de vida luxuoso, mostrando em fotografias que estiveram em locais paradisíacos e fizeram passeios caros.

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Isabelle Lagacé ostentava vida boa na web Foto: Reprodução / Instagram

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Mélina Roberge também mostrava vidão em rede social Foto: Reprodução / Facebook

Segundo Tim Fitzgerald, comandante do policiamento de fronteira da Austrália, a quantidade de droga apreendida com as jovens impressionou as autoridades. "Essa apreensão é uma das maiores que vimos na Austrália", disse.

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Jovens posavam juntas em fotos para redes sociais Foto: Reprodução / Instagram

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Jovens visitaram vários países Foto: Reprodução / Instagram

O trio deve começar a ser julgado no próximo dia 26 de outubro. Se condenados, os três podem pegar até prisão perpétua.

As informações são do jornal "Daily Mail".

EXTRA

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Victor235    4710
Victor235
Elite norte-coreana usa Gmail, Facebook e iTunes

Segundo estudo de empresa americana, o reduzido grupo com livre acesso à internet tem os mesmos hábitos que o restante do mundo

O Estado de S.Paulo
26 Julho 2017 | 18h25

WASHINGTON - Nos últimos anos, pesquisadores ocidentais têm vasculhado os dados da internet da Coreia do Norte em busca de atividades relacionadas a lançamentos de mísseis e ataques cibernéticos planejados pelo isolado país.

Mas o que encontraram os surpreendeu mais. A reduzida elite norte-coreana - que inclui poucas pessoas com livre acesso à internet - demonstrou ter os mesmos hábitos virtuais que o restante do mundo.

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Kim Jong-un visita fábrica em Pyongyang Foto: Reuters

Eles usam seus smartphones para checar e-mails no Gmail, acessam contas no Facebook e no iTunes e buscam itens para comprar na Amazon e em seu concorrente chinês Alibaba. “Estes líderes estão fazendo muitas coisas parecidas com o que fazemos ao acordar de manhã”, disse Priscilla Moriuchi, integrante da Recorded Future, empresa de inteligência americana que divulgou um relatório sobre o fato: "Eles não estão isolados".

Mas essas observações aplicam-se apenas a um reduzido número de norte-coreanos, pois a vasta maioria da população de 25 milhões é pobre e não tem acesso à internet. Mesmo os poucos que dispõem de aparelhos celulares - um número estimado em 4 milhões - são sujeitos a uma forte censura da rede Kwangmyong, controlada pelo governo.

Mas muitos norte-coreanos têm acesso direto à internet por meio de universidades ou porque integram um grupo seleto de empresários ou são funcionários de alto escalão do governo ou do Exército. O estudo também mostrou que 65% de todo o tráfico de internet  é usado em jogos ou para baixar conteúdos online de sites como iTunes e o popular Youku, serviço de hospedagem de vídeos chinês.

Com sede em Massachusetts, EUA, a Recorded Future elaborou o relatório com base em dados coletados entre 1º de abril e 6 de julho, pela Team Cymru, uma empresa americana sem fins lucrativos voltada para segurança na internet.

ESTADÃO / WASHINGTON POST

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