Jump to content
Sign in to follow this  
Marcos Albino

EDUCAÇÃO

Recommended Posts

Marcos Albino

Tópico para comentar sobre educação.

---

 

Notebooks somem da Secretaria de Educação em Garça, SP

notebook_marilia.jpg

Cinco dos 58 computadores desaparecidos da Secretaria de Educação de Garça, SP, foram recuperados. Eles estavam com professores da rede pública que foram até a delegacia devolver o equipamento. A atual administração deu por falta dos notebooks na última semana depois de um levantamento.

Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil para saber para quem foram entregues os computadores portáteis e quem era o responsável por guardar os aparelhos no órgão da prefeitura. "Ao que consta, não foram localizados qualquer registro de entrega dos aparelhos. Então, por isso, a instauração de inquérito para apuração de crime de peculato e, durante a tramitação do inquérito, a intenção é que sejam localizados todos os aparelhos", afirmou o delegado, Valdir Tramontini.

G1

Edited by E.R

Share this post


Link to post
Clark Kent

Cruzes, nenhuma resposta no tópico, é todo mundo mal-educado aqui.

------------

Faltam 300 professores de Educação Física em escolas públicas do Piauí
As escolas públicas do Piauí tem uma carência de pelo menos 300 professores de educação física. O estado fez um concurso público para contratar profissionais, mas abriu inscrições até para estudantes que não podem exercer a profissão. O problema não foi resolvido. Em algumas escolas de Teresina, mesmo que tivesse educador não teria como ter aulas.

Sem uma quadra de esportes é num espaço improvisado que os alunos da unidade escolar Joaquim Calado, no bairro Satélite, Zona Norte da capital, praticam educação física. Para o estudante Geivison Sousa, com o piso quebrado é difícil jogar futebol. “Nós trazemos bola e jogamos com a turma só que não temos quadra nem nada para praticar esportes”, disse.

Além de não ter um local adequado para a prática de esportes, os estudantes ainda não contam com a orientação de um professor de educação física. De acordo com o Ministério da Educação, a disciplina é obrigatória nas escolas que tem os ensinos infantil e médio, mas no colégio Joaquim Calado desde fevereiro 500 alunos estão sem ter as aulas teóricas e práticas da matéria.

Segundo a diretora da escola Maria das Graças Oliveira, a educação física é uma disciplina reprovativa como outra qualquer. “É importante que todas as escolas tenham a matéria, pois assim facilita o aprendizado e ajuda os alunos a praticarem atividades físicas”, falou.

Um levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação, mostrou que o Piauí necessita de pelo menos 300 professores de educação física. A Secretaria de Educação do Estado tentou resolver o problema realizando em janeiro deste ano um concurso público, mas o Conselho Regional de Educação Física secção Piauí (CREFI), entrou com uma liminar na justiça impedindo que os aprovados fossem convocados. Isso porque o edital permitia também que estudantes a partir do 5º bloco do curso pudessem participar da seleção.

De acordo com Dannys Queiroz, presidente do CREFI, a iniciativa é válida, porém o edital não exigia a graduação o que é proibido por lei. “O exercício profissional é específico para graduados e vinculados junto ao conselho. Então para proteger a sociedade decidimos entrar na justiça”, relatou.

Mas quem não é estudante e foi aprovado no concurso não foi convocado. Uma mulher pós-graduada em educação física que não quis se identificar passou no concurso e aguarda ser convocada. “A gente estuda, se qualifica, faz o concurso e passa e não somos convocadas e nem diz o porquê”, reclamou a mulher. Ninguém da Secretaria Estadual de Educação foi encontrado para falar sobre as denúncias.

fonte: G1

Share this post


Link to post
Gabriel Maciel

É Educação Física, ninguém liga mesmo. :P

Share this post


Link to post
Chambón

Sim. Inclusive essa matéria nem consta no boletim aqui...

Share this post


Link to post
Barbirotto

Logo Educação Física? A melhor matéria de todas! 153p9o4.png

Onde eu estudava, quando não tinha professor, ia qualquer pessoa, jogava a bola e a gente se virava. :D

Share this post


Link to post
Alan1509

A educassão no Brasil tá joinha :ohok:

Share this post


Link to post
Clark Kent

Investimento e disciplina fizeram da Coreia do Sul uma campeã em educação
Há anos com fortes índices em rankings mundiais de educação, a Coreia do Sul é geralmente lembrada como exemplo de país cujo sistema educacional deu certo. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2010 , os alunos sul-coreanos ficaram em quinto lugar na prova que testou seus conhecimentos em matemática, ciências e leitura. Dados do Banco Mundial divulgados em 2011 apontaram que 98% dos jovens entre 25 e 34 anos completaram o ensino médio.

Esse patamar de qualidade e de acesso à educação foi atingido, segundo especialistas, graças a um maciço investimento em educação (em 2009, segundo o Banco Mundial, esse investimento foi de 5% do PIB, ou seja, US$ 47,1 bilhões) – principalmente na formação dos professores, no investimento em material de apoio e na melhoria da estrutura e funcionamento das escolas – combinado com a cultura asiática de disciplina e valorização do ensino. No Brasil, aumentar o valor destinado à educação é uma das metas do Plano Nacional da Educação , em tramitação no Congresso há dois anos. O governo também tenta, através de projeto de lei, aplicar os recursos dos royalties do petróleo na área .

O desenvolvimento da educação na Coreia do Sul foi motor do rápido crescimento econômico do país, ao qual precedeu. Para se ter uma ideia, até os anos 1960, a Coreia do Sul apresentava níveis sociais e econômicos comparáveis aos países mais pobres da Ásia. Logo após a Guerra da Coreia (1950-1953), que deixou quase 138 mil sul-coreanos mortos, o PIB per capita do país no período era de US$ 883, mais baixo do que em nações como Senegal e Moçambique. Em 2004, seu PIB ultrapassou US$ 1 trilhão e, atualmente, o país figura como a 15ª economia do mundo, exportadora de tecnologia de ponta.
Na Coreia do Sul, o sistema priorizou primeiramente a educação primária. Só quando esta se tornou universal, o governo passou a destinar recursos para o segundo e terceiro graus.

Além de um plano de carreira consolidado, os professores sul-coreanos recebem altos salários e há investimentos e valorização de seus meios de trabalhos. Ser professor na Coreia do Sul, de acordo com especialistas, é ter uma carreira de prestígio. Segundo afirmou ao iG o professor Paul Morris, do Instituto de Educação da Universidade de Londres, o status dos professores é resultado da relação que a sociedade possui com a educação.

"Professores são vistos pelas autoridades como cruciais para o projeto nacional e elas não costumam criticá-los publicamente, por exemplo. Eles também são extremamente capacitados mesmo antes de começar a ensinar", relatou.

Morris explicou que o sistema sul-coreano estimula a forte competição entre os jovens para a entrada nas melhores universidades e escolas. "Geralmente, os pais veem na educação um meio vital para determinar as oportunidades nas vidas de seus filhos e os encorajam e pressionam a trabalhar duro", disse.

Como outros países asiáticos, a Coreia do Sul usa exames públicos competitivos como um motor para a seleção e para a mobilidade social, com a entrada em uma boa escola ou universidade dependendo unicamente do desempenho nas provas. Por causa dessa pressão, o engajamento das famílias na educação das crianças na Coreia do Sul foi um elemento fundamental para que o país chegasse ao patamar atual.

A educadora brasileira Beatriz Cardoso, diretora executiva do Laboratório de Educação, passou dez dias na Coreia do Sul desenvolvendo um projeto que buscava desmitificar rankings como o Pisa. O projeto resultou no programa "Destino: Educação" , transmitido pelo canal Futura em 2011.
Beatriz minimiza o impacto do investimento econômico no bom desempenho sul-coreano nos rankings mundiais. "Visitamos uma família na Coreia do Sul que vivia em uma casa menor que um dormitório. Nela, moravam três pessoas. A mãe era separada, e a família tinha uma situação financeira apertada. A dedicação número um para essa mãe, com todas as dificuldades da vida, era o ensino da filha."

Beatriz relata que as aulas das crianças na Coreia do Sul começam às 7h30 e terminam às 17h. Às 18h, todos vão para uma escola privada, paga por seus pais, nas quais há aulas até tarde da noite. "O governo recentemente decretou uma lei determinando que as escolas deveriam fechar à meia-noite, porque essas instituições às vezes ficavam abertas até as 2 horas."

Enquanto é uma das razões para o sucesso econômico sul-coreano, o alto grau de dedicação ao ensino também tem um aspecto negativo. Segundo dados do Ministério da Educação, 146 estudantes cometeram suicídio, incluindo 53 no ensino médio e três no fundamental, em 2010 no país. "As crianças na Coreia do Sul se queixam da privação de sono, da falta de tempo, da pressão. Embora tenham um resultado acadêmico elevado, o custo é altíssimo", opinou Beatriz.

Morris acrescentou que há preocupações de que um sistema como o da Coreia do Sul, muito concentrado no resultado de provas e testes, prejudique o pensamento crítico e a criatividade dos alunos. "Por exemplo, o Japão, que tinha um sistema parecido, costumava ter aulas de sábado, mas isso foi proibido em uma tentativa de reduzir a pressão sobre os estudantes e criar um ambiente mais relaxado de ensino."

fonte: IG

Share this post


Link to post
Clark Kent

Menino de 4 anos com QI de Einstein entra para clube dos superdotados

ss1_1.jpg

Um menino de 4 anos está sendo apontado como um futuro Einstein depois de alcançar 160 pontos no teste de inteligência QI (a mesma pontuação de Albert Einstein e Stephen Hawking) e mostrar ser capaz de contar até 200, ler mais de 600 livros em seis meses, resolver operações matemáticas e citar todos os países do mundo. Sherwyn Sarabi foi a primeira criança a ganhar uma bolsa de estudos de 100% para uma escola de elite do Reino Unido e frequenta uma classe de crianças com o dobro de sua idade.

Aos três anos ele se tornou membro da Mensa, a famosa sociedade que reúne pessoas com altos quocientes de inteligência do mundo. Sherwyn começou a falar aos dez meses, e segundo os médicos tem idade mental de oito anos e nove meses, mais que o dobro da idade biológica.

"Ele tem um nível muito superior de inteligência, é muito talentoso e seu vocabulário é muito vasto para esta idade", afirma o psicólogo Peter Congdon em entrevista ao jornal Daily Mail. "Seu intelecto reage aos mais alto niveis de racionalidade e quando ele fala mostra habilidades de uma criança muito mais velhs. É muito raro ter uma criança com esse tipo de inteligência.

O menino mora em South Yorkshire, Inglaterra, e enquanto a maioria das crianças de sua idade ainda não foi para a escola, ele já frequenta as aulas para alunos de nove anos na Rastrick Independent School, em Huddersfield.

A mãe de Sherwyn, Amanda Sarabi, foi professora e diz que o filho "é uma criança saudável muito feliz e adora falar".

"Ele questiona tudo e eu tenho feito o meu melhor para responder às suas perguntas para o melhor de meu conhecimento."

G1

Share this post


Link to post
Victor235
NOTÍCIAS
Câmara de SP aprova em 1ª votação plano de educação sem termo 'gênero'
11/08/2015 19h01 - Atualizado em 11/08/2015 21h58

Texto foi aprovado nesta terça-feira com 42 votos a favor e dois contrários.
Ele ainda pode ser alterado para 2ª votação, prevista para 25 de agosto.

Roney Domingos
Do G1 São Paulo

Vídeo: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/08/camara-de-sp-aprova-em-1-votacao-plano-municipal-de-educacao.html

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta terça-feira (11), em primeira discussão, o texto substitutivo proposto pela comissão de finanças e orçamento sobre o projeto 415/2012, o Plano Municipal de Educação (PME), proposto pelo Executivo. O texto aprovado não tem a palavra gênero, mas ainda pode ser mudado antes da segunda votação, prevista para 25 de agosto. Grupos protestaram nesta tarde contra e a favor da discussão de gênero nas escolas da cidade.

O grupo que defende a inclusão da questão de gênero propôs, em uma das etapas de discussão do projeto, que o Plano Municipal de Educação deveria difundir propostas pedagógicas com conteúdos sobre sexualidade, diversidade quanto à orientação sexual, relações de gênero e identidade de gênero. Também apontou a necessidade de estabelecer formas de evitar a evasão escolar motivada por orientação sexual ou à identidade de gênero.

Também propunha analisar indicadores educacionais e aprimorar o preenchimento do nome social de alunos travestis e transgêneros no Censo Escolar; criação de um protocolo para registro e encaminhamento de denúncias de violências e discriminações de gênero e identidade de gênero; e a promoção contínua de formação da comunidade escolar sobre sexualidade, diversidade e relações de gênero.

Todos esses trechos foram eliminados após pressão de grupos religiosos contrários à discussão da identidade de gênero nas escolas. O vereador Ricardo Nunes (PMDB), um dos porta-vozes desse movimento, disse que o assunto foi excluído porque os vereadores entenderam que crianças de 0 a 14 anos atendidas pela rede pública municipal não vão para a escola para discutir opção sexual. "Houve consenso de que não teria de ter gênero", afirmou. "A gente acha que não é correto criança discutir sexualidade, se quer ser menino ou quer ser menina", complementou.

O Plano Municipal de Educação deverá orientar o Executivo no planejamento da educação da capital paulista nos próximos dez anos. O projeto aprovado é o substitutivo da Comissão de Finanças e Orçamento, que excluiu a palavra gênero. A discussão sobre gênero chegou a ser incluída pela Comissão de Educação e acabou retirada pela outra comissão após pressão de religiosos, que se opõem à discussão sobre homossexualidade na escola.

O texto foi aprovado com 42 votos a favor, dois contrários e nenhuma abstenção. Grande parte dos vereadores incluiu a expressão "pela família" ao apresentar o voto. A votação em primeira discussão não significa consenso em torno do projeto. Apenas libera a discussão antes da 2ª votação. Na Câmara, os projetos são votados sempre em duas etapas.

fotoplaxcar.jpg
Resultado da votação aprovou o Plano Municipal de Educação de São Paulo (Foto: Roney Domingos/G1)

Manifestação

No início desta tarde, manifestantes contra e a favor a discussão do gênero nas escolas bloquearam o viaduto Jacareí, no Centro de São Paulo, em frente ao prédio da Câmara. Depois, os grupos ocuparam as galerias da Casa para acompanhar a votação do plano.

O primeiro grupo era formado pelo movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Eles defendem a inclusão do termo gênero nas escolas paulistanas. A cartunista Laerte também estava presente.
Já o segundo grupo, formado por militantes do Movimento Cristão, é contra inclusão do termo gênero.

Por volta das 12h, o protesto era pacífico. Mas, de acordo com informações do SPTV, mais cedo, os dois grupos teriam gerado uma confusão e invadido o saguão do Palácio Anchieta. Dois caminhões de som, um dos católicos, outro dos LGBT, emitiam simultaneamente discursos antagônicos e com trocas de acusações.

Os católicos gritam palavras de ordem como "família, sim, gênero, não". O padre Paulo Ricardo pedia aos católicos para permanecer do lado de fora enquanto a votação acontecia dentro da Câmara. Um grupo de 80 militantes católicos e outro grupo de 80 militantes LGBT entraram por volta das 15h para acompanhar a votação nas galerias.

A Polícia Militar não divulgou estimativa do número de manifestantes no Viaduto Jacareí.

laerte.jpg
Cartunista Laerte participa do protesto devido à votação do Plano Municipal da Educação na Câmara Municipal de São Paulo (Foto: Roney Domingos/G1)

Texto polêmico

Durante a discussão do projeto, o vereador Eduardo Tuma (PSDB) contrário à questão de gênero, foi vaiado pelo público LGBT e aplaudido pelos católicos.

O professor e vereador Eliseu Gabriel (PSB), da Comissão de Educação, disse que o plano é um dos pontos mais importantes em votação pela Câmara. Ele se posicionou a favor da tolerância e destacou que o PME não se resume à questão de gênero. "O que nós vamos votar hoje é a versão da Comissão de Finanças e depois faremos grande esforço pelo consenso, por um só substitutivo."

Gabriel disse que o plano é para dez anos, no mínimo. "Tem que ter um plano de longo prazo. O grande eixo é a qualidade. Tem uma série de metas de qualidade, como por exemplo redução do número de alunos por classe", afirmou.

Relator do projeto na Comissão de Educação, o vereador Toninho Vespoli (PSOL) defendeu aumento da verba destinada à educação nos próximos dez anos.

"Enquanto não aumentarmos a verba para educação, não teremos educação de qualidade", afirmou. Vespoli disse que nada mais fez do que transpor para o plano municipal as metas do plano nacional, formuladas pelo ex-ministro da Educação e atual prefeito Fernando Haddad.

"Espero que o ex-ministro Haddad cumpra as metas que ele mesmo estipulou", afirmou. Vespoli condenou a pressão de religiosos contra a questão de gênero no PME, disse que essa pressão pode gerar exclusão e preconceito contra gays e lésbicas nas escolas e atribuiu a preocupação dos religiosos à ignorância. "Sou católico, mas quem me representa é o Papa Francisco", afirmou.

Rubens Calvo (PMDB) foi vaiado pelo público LGBT e disse que pararia de falar enquanto fosse hostilizado pela galeria. Ele foi ofendido por uma pessoa que acompanhava a discussão e respondeu ao xingamento. O vereador quebrou um copo ao ser interrompido pela plateia. O grupo LGBT ficou de costas enquanto o vereador falava, em sinal de protesto.

O vereador Ricardo Nunes (PMDB), favorável à exclusão da palavra gênero do PME, disse que a questão ficou fora do Plano Nacional de Educação e da maioria dos planos estaduais e municipais. "É inequívoco que tem pessoas usando a questão de gênero para fazer aquilo que a sociedade brasileira não aceita, que é tirar o direito da família de educar", afirmou. "Vou votar contra a ideologia de gênero convicto, de alma lavada."

A vereadora Edir Sales (PSD) se posicionou contra a questão de gênero e recebeu vaias do grupo LGBT. "A participação de vocês, coercitiva, e foi decisiva" afirmou, dirigindo-se aos católicos. Gilberto Natalini (PV) lamentou que a questão de gênero tenha prevalecido sobre todas as outras, como valorização dos professores e qualidade da escola.
O vereador Paulo Fiorilo (PT) apontou que o plano decenal não pode ter sua discussão restrita à questão de gênero. "Talvez tenhamos pecado por não ter feito o debate de gênero em sua amplitude", afirmou. "Temos um lado que diz não ao retrocesso e outro em defesa da família. Precisamos encontrar uma saída. Isso foi escrito por um padre amigo meu", afirmou.

Fiorilo disse a Véspoli que a proposta da comissão de educação para financiamento é inexequível, mas sinalizou que o PT pretende avançar na questão do número de alunos por sala de aula. Ele defendeu o debate sobre o que significam as creches conveniadas para a cidade. "Hoje a rede conveniada tem papel fundamental na cidade de São Paulo."

Fiorilo disse que a bancada do PT tem interesse em debater o aumento do investimento em educação e a redução do número de alunos por professor. Ele mencionou a aplicação de fatias da receita da cidade de São Paulo com educação nos únicos cinco anos: 2010 (32,01%); 2011 (32,01%), 2012 (31,33%), 2013 (31,8%) e 2014 (33,63%). "A cidade de São Paulo já vem gastando um percentual maior do que aquele estabelecido na lei orgânica", afirmou. O artigo 208 da Lei Orgânica do Município prevê que o município aplicará, anualmente, no mínimo 31% da receita na manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental, da educação infantil e inclusiva.

bpp20150811050.jpg
Manifestação que pede discussão de gênero em plano de educação (Foto: Warley Leite/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)

fup20150811235.jpg
Manifestantes fazem ato na Câmara de SP (Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press/Estadão Conteúdo)

galerias.jpg
Grupos LGBT e evangélicos ocupam galeria da Câmara Municipal de SP (Foto: Roney Domingos/G1)

aaa.gif
Manifestação por Plano Municipal de Educação interdita via em frente à Câmara (Foto: Reprodução TV Globo)
G1 SÃO PAULO

Share this post


Link to post
Victor235
NOTÍCIAS
Por que ninguém mais quer ser professor na escola pública?

sala-aula-lousa-professor-700x300_c.jpg

Luiz Claudio Tonchis – O desinteresse dos alunos pelos estudos, aumento dos casos de indisciplina, violência e atos infracionais nas escolas preocupam os educadores. Além dos baixos salários e as más condições de trabalho, são as principais causas geradoras de angústia, insatisfação, medo, desestimulando-os ao exercício da profissão. Frase como, por exemplo: “os jovens de hoje não tem limites”, “não querem saber de nada”, “não estudam”, “são apáticos”, “sem educação”, tornaram-se comum. As escolas públicas são muito mais vulneráveis a esses problemas pelas suas características: plural, universalizada, composta por uma clientela heterogênea quanto à condição econômica, social e cultural.

A educação básica na escola pública vai mal. As universidades reclamam, dizem que os alunos que chegam as universidades tem informação, mas são incapazes de compreendê-las. De que será a culpa? Da escola? Dos educadores? Do Estado? Dos Jovens? A racionalidade nos indica que a culpa não é dos nossos jovens, afinal, eles não nasceram prontos, foram produzidos assim na configuração política e social em voga. Sabemos que desde que o “mundo é mundo” os jovens sempre manifestaram certa rebeldia. O que mudou foi à configuração da rebeldia. A indisciplina e a violência revelam-se cada vez mais cruel e perversa.

A indisciplina e a violência na escola é a reprodução da violência que ocorrem na sociedade. A escola não é desconectada da sociedade, faz parte dela. As condições políticas e sociais do país, má distribuição de renda, impunidade, corrupção, baixa escolaridade e de renda da maior parte da população são exemplos de problemas sociais que refletem na escola. Além disso, as mudanças sociais contemporâneas ocorridas no modelo de família refletem na formação dos jovens. Atualmente os pais necessitam trabalhar, as crianças e adolescentes tem ficado cada vez mais aos cuidados de terceiros ou sós, numa fase da vida tão importante para a educação de valores indispensáveis à boa convivência humana. O pior é que, muitas vezes, a família não é referência. Esses problemas se agravam nas famílias de baixa renda, eles não podem pagar uma cuidadora capacitada ou colocar numa escola infantil de qualidade. Faltam vagas nas creches e de projetos alternativos que acolham essas crianças e adolescentes enquanto os pais trabalham.

Pois bem, esses jovens indisciplinados e violentos estão nas escolas, não é a maioria, mas são muitos. Não estão lá para estudar, estão ali porque a escola é um ambiente social deles ou porque são obrigados. No final dos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio os problemas se agravam. Aumentam à falta de respeito, alunos se recusam a fazer atividades e estudarem, atrapalham as aulas, brigas, xingamentos, palavrões, depredação do patrimônio público, bulling e ameaças são exemplos de ocorrências diárias no cotidiano das escolas. A figura do professor, que antes, e não faz muito tempo assim, talvez uns vinte ou trinta anos atrás, tinha a função de professar o conhecimento, hoje não é, mas assim. Hoje, ele tem que mediar conflitos, chamar atenção dos alunos, enfim, tentar primeiro manter a ordem para que a sala de aula tenha condições de fazer o que ele fazia antigamente.

A questão é que manter a ordem da sala está cada vez mais difícil, os professore não obtém êxito. É humilhado, ameaçado e ofendido com palavrões. O bom aluno que tentar defender o professor e a ordem, também é ameaçado. Outros, menos violentos quando é chamado atenção, olham para o professor com “cara” de deboche e respondem: “tô suave”; “não dá nada não professora”. Ah! Vai me mandar para a diretoria? Vai chamar meus pais? Conselho Tutelar? Boletim de Ocorrência? Fica a vontade “fessora”. “Não dá nada não”. Suspensão? Que bom vou ficar uns dias em casa e ficar mais na internet, “na brisa”, vou curtir.

Os educadores trabalham em situações extremas de nervosismo, medo e angústia. Preparam aulas maravilhosas e não conseguem colocar em prática. Não é possível produzir se o ambiente e as condições não são favoráveis, o resultado é a baixa qualidade do ensino e não está pior porque muitos não desistem. A maioria é consciente de suas responsabilidades: transformar vidas, mudar a realidade caótica de muitas crianças e adolescentes, prepara-los para serem cidadãos críticos, conscientes, responsáveis e com uma formação moral e ética por uma sociedade melhor. O paradoxo é que eles são responsabilizados pelo fracasso e o insucesso escolar. Angústia dupla. Na hora de receber o salário, outra angústia.

Jovens, educadores e pais são vitimas do modelo educacional político social e histórico. A melhoria da qualidade da educação acontecerá na medida em que o país melhore a qualidade de vida da sua população, valorize a nossa cultura e desvincule do modelo de práticas curriculares eurocentrista, uniformizadora e colonizadora. Por enquanto, qualquer intervenção nas escolas é apenas um paliativo e isso não dispensa qualquer ação dos sistemas de ensino. Por exemplo, capacitar os educadores é muito importante, mas hoje não é esse o principal problema. O maior problema é tê-los. Ninguém quer ser professor com o salário que ganha e com as condições de trabalho vigente e se nada for feito a educação brasileira travará em breve.

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/por-que-ninguem-mais-quer-ser-professor-na-escola-publica
JORNAL GGN Edited by Victor235

Share this post


Link to post
Don_aCHiles

Não é preciso ler a matéria pra saber o porque, ninguém quer ir pra um lugar pra ganhar pouco, ser tratado como lixo por alguns alunos, sem contar condições ruins de trabalho.

Viva o Brasil!

  • Like 1

Share this post


Link to post
Victor235
NOTÍCIAS
A cada mês, 172 professores pedem demissão ao Estado de SP

2015.09.08_00211-700x300_c.png

Léo Arcoverde – A rede estadual de ensino de São Paulo registrou a exoneração de 9.279 professores entre janeiro de 2011 e junho de 2015. Esse número representa a saída de 172 docentes da sala de aula por mês, em média. Os dados são da Secretaria Estadual de Educação obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) pelo site “Fiquem Sabendo”.

No mesmo período, outros 3.351 professores ou deixaram a sala de aula para se dedicar a outra atividade na pasta da Educação ou passaram a acumular a função de docente com outra carreira na pasta.

De acordo com a secretaria, as 9.279 exonerações contabilizadas entre 2011 e 2015 “correspondem a 3,9% do total de docentes da rede estadual”.

Em nota, a pasta afirmou que houve contratação de 28 mil professores apenas em 2014, “número 13 vezes maior que a média apontada pela reportagem de professores exonerados”. Segundo o órgão, as 72.337 nomeações de professores feitas entre 2011 e junho deste ano representam “uma média de 1.339 nomeações por mês ou 45 nomeados por dia”.

Com relação aos 3.351 professores que pediram exoneração mas continuaram pertencendo ao quadro da secretaria, a pasta afirmou que esse número “não representa o número de docentes que deixaram a sala de aula”. “Esse dado representa os servidores vinculados à rede que podem ocupar outro cargo, inclusive permanecendo como professor.

Por exemplo, um executivo público que atua na administração durante o dia e ministra aulas no período noturno.”
Sindicatos e associações dos professores têm uma demanda antiga por melhores condições de trabalho. O magistério está entre as atividades com maior ocorrência da síndrome de esgotamento total (burn out).

Salário baixo

De acordo com as informações disponibilizadas pela pasta, de 2011 para cá, 72.337 docentes foram nomeados pelo órgão. No fim de 2014, ao realizar o mais recente concurso para professores da rede estadual (para o preenchimento de 5.734 vagas de docentes de educação básica – PEB 1), o salário inicial oferecido pela gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) para jornada de 24 horas era de R$ 1.565,19.

Um ano antes, em outro concurso (o maior da história da categoria), para o preenchimento de 59 mil vagas de professores de educação básica (PEB 2) e educação especial no Estado de São Paulo, o salário inicial oferecido pela gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) para quem escolhesse a jornada de 40 horas semanais era de R$ 2.257,84.]

Parte dos professores da rede estadual participou de uma greve que durou mais de 90 dias, entre março e junho deste ano. Segundo a Apeoesp (sindicato da categoria), a paralisação foi a mais longa da classe desde 1945, ano em que a entidade foi fundada. Os professores pediam um reajuste salarial de 75,33%.

O Estado não concedeu nenhum aumento por entender que a categoria obteve ganhos salariais significativos ao longo dos últimos anos.

Por que isso é importante?

O direito à educação é um dos direitos sociais previstos no art. 6º da Constituição Federal de 1988. Segundo o art. 205, também da Constituição Federal, a educação “é um direito de todos e dever do Estado e da família” e “será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

A Constituição prevê, ainda, em seu art. 144, que a segurança pública corresponde a um “dever do Estado” e um “direito e responsabilidade de todos” e que ela é exercida “para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”.
CONTROVÉRSIA / UOL EDUCAÇÃO

Share this post


Link to post
SâmaraCH

Esses professores de escolas públicas realmente sofrem bastante. Muitos alunos não respeitam, pensam que estão fazendo favor para os professores e para a escola por estarem lá. Sendo que são eles mesmos que mais precisam.

Fora o salário e seus atrasos que não ajuda muito.

Nao é à toa que estão direito de greve.

Se a situação não melhorar, vamos ter menos professores com o passar do tempo, infelizmente.

  • Like 1

Share this post


Link to post
Victor235

12052615_10154855905907837_6940505956119

Share this post


Link to post
Don_aCHiles

Tudo começou...

Minha namorada disse a uma professora dela que queria por os futuros filhos da gente ( :wub: kkk) em escola particular, a professora repudiou e disse: não desvalorize o Ensino Público.

Depois meu professor da universidade pública disse: Antigamente eu via Limites e Derivadas (assunto do superior) no 2º grau no colégio estadual, hoje nem aula de matemática tem direito.

Depois tem a notícia que o rodrigo melo postou no tópico de Notícias.

Resumindo o que todos já sabem:

O ensino público decaiu e está como está por culpa dos próprios governantes, se é desvalorizado é porque eles desvalorizaram primeiro. Antigamente, se você quisesse passar com facilidade era só ir a uma escola particular, agora é o inverso se quiser passar só indo a escola o ideal é ir pra pública. Eu pelo menos, tenho certeza que é muito melhor a universidade pública do que a particular, diferente das escolas... Mas se a universidade conseguiu continuar melhor assim, escolas de fundamental e médio também conseguiriam, mas pelo jeito ninguém quer...

Edited by Don_aCHiles
  • Like 1

Share this post


Link to post

Create an account or sign in to comment

You need to be a member in order to leave a comment

Create an account

Sign up for a new account in our community. It's easy!

Register a new account

Sign in

Already have an account? Sign in here.

Sign In Now
Sign in to follow this  

  • Recently Browsing   0 members

    No registered users viewing this page.

×
×
  • Create New...