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Oscar 2019

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https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/12/entenda-por-que-o-brasil-nao-disputa-o-oscar-de-filme-estrangeiro-desde-1999.shtml

Em março, o Brasil completa 20 anos desde que disputou o Oscar de filme estrangeiro pela última vez.

Quando saiu o anúncio de que o representante deste ano, “O Grande Circo Místico”, não estava entre os nove longas semifinalistas, as redes sociais foram tomadas por comentários de que “o cinema brasileiro só produz porcaria”. 

Explicar o infortúnio, e compará-lo ao desempenho da Argentina, que emplacou quatro indicações e uma vitória no período, vai além de botar a culpa na qualidade.

Envolve rever mecanismos de escolha, levar em conta particularidades americanas e não dar as costas para o prestígio de festivais como Cannes e Berlim. 

Até porque filmes brasileiros apareceram na cerimônia de outras formas. Em março deste ano, o Brasil esteve entre os produtores de “Me Chame pelo Seu Nome”, que disputou quatro estatuetas, incluindo a de melhor filme. Em 2004, “Cidade de Deus” disputou outras quatro. Em 2016, “O Menino e o Mundo” concorreu como animação.

Nos anos 1990, o Brasil apareceu bastante na categoria de filme estrangeiro. Três longas foram indicados —“O Quatrilho”, “O Que É Isso, Companheiro?” e “Central do Brasil”. 

Pesquisador do audiovisual, André Gatti tem um palpite para isso. Era a época em que os estúdios queriam desbravar o ascendente mercado nacional de salas multiplex. Hollywood, afirma, tinha interesse em afagar os brasileiros.

De lá para cá, houve baixas. A Miramax, poderosa agente de lobby no Oscar, foi vendida em 2010. A empresa foi importante para ajudar o país com “Cidade de Deus”, por exemplo. 

Há outros fatores. O sistema para escolher o representante nacional está nas mãos do Ministério da Cultura. Até 2017, a escolha era feita por comissão indicada pela Secretaria do Audiovisual. A crítica era que as decisões poderiam ter motivação política.

Há oito anos, a obra escolhida foi “Lula, o Filho do Brasil”, cinebiografia chapa-branca sobre o ex-presidente que teve avaliações ruins da crítica.

Em 2016, houve um caso já folclórico. “Aquarius”, que tinha sido a produção nacional mais destacada no exterior, foi preterido por “Pequeno Segredo”, que nem sequer havia estreado no circuito brasileiro. 
À época, o setor apontou revanche política já que, meses antes, em Cannes, o diretor de “Aquarius”, Kleber Mendonça Filho, protestou contra o impeachment de Dilma.

“Era um chute anual”, afirma Eduardo Valente, ex-assessor internacional da Ancine e delegado do cinema brasileiro no Festival de Berlim. “As comissões não tinham um pensamento estratégico porque mudavam anualmente.”

Hoje, a eleição cabe à Academia Brasileira de Cinema, que tampouco está imune a críticas. A organização, composta por profissionais que pagam valores para se associarem, concede o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, sem muita relevância e extemporâneo.

A entidade foi quem escolheu “O Grande Circo Místico”. O filme tem diretor de peso e de trânsito político, Cacá Diegues. Mas a obra teve recepção morna, ao contrário dos elogiados “Benzinho”, “Ferrugem” e “As Boas Maneiras”.

Se há insucesso no Oscar, a tendência não se repete em festivais internacionais, inclusive nos mais prestigiosos. 

Em 20 anos, o Brasil disputou oito vezes a Palma de Ouro em Cannes, principal mostra de cinema do mundo, concorreu o mesmo número de vezes ao Urso de Ouro em Berlim, onde foi vencedor duas vezes desse que é um dos principais prêmios dos filmes de arte.

A Argentina ganhou um Urso de Ouro e foi com “Tropa de Elite”, filme brasileiro que tem coprodutores do país vizinho. 

“A presença nacional nos festivais é imensa. Só que esses filmes nem sempre têm o perfil da Academia”, afirma André Sturm, secretário municipal de Cultura em São Paulo e fundador do programa Cinema do Brasil, que promove produções do país no mundo.

Quando se tomam os 20 últimos vencedores de Oscar estrangeiro, certos temas predominam. O Holocausto está presente em quatro; cicatrizes de guerra, em outros três — assuntos que, culturalmente, têm mais ressonância nos Estados Unidos do que no Brasil.

A votação dos semifinalistas ao Oscar na categoria também é intrincada e diferente. 

Há, em Los Angeles, um comitê de 300 pessoas, que veem todos os filmes para escolher seis deles. Como o grupo é assediado pelos agentes das produções, o Oscar institui que as outras três vagas sejam definidas por outro grupo, formado por membros antigos e com mais tempo de sobra. 

Indicação, aliás, turbina renda. Após o anúncio da nomeação de “Central do Brasil”, em 1999, a bilheteria do longa aumentou 114% na semana seguinte. É o tipo de dado que dá brecha à discussão do fomento público ao cinema.

Neste ano, o Fundo Setorial do Audiovisual desembolsou R$ 347,9 milhões na produção do país — mais do que a Argentina, que nos nove primeiros meses de 2018 investiu R$ 67,2 milhões. Por mês, seria um pouco mais do que um quarto do gasto brasileiro.

O país vizinho lançou mais filmes — 165 nos nove primeiros meses, ante 139 do Brasil em dez. Isso não significa, entretanto, que se gaste muito e que se tenha pouco retorno. 

Aqui é mais comum que longas nacionais batam a marca do milhão de espectadores. Em 2018, a expectativa é que quatro superem; na Argentina, só um. Mas há que se considerar que o público de cinema no Brasil é 2,8 vezes maior. Nos dois casos, a porcentagem do público abocanhada por produções locais é de 15%. 

Nem tudo está perdido para o Brasil neste Oscar. Depois de uma elogiada passagem pelo Festival de Toronto, “Tito e os Pássaros”, de Gustavo Steinberg, André Catoto e Gabriel Bitar, está entre os 25 semifinalistas em longa de animação.

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https://cinemacomrapadura.com.br/noticias/527152/kevin-hart-decide-que-nao-vai-apresentar-o-oscar-2019-mesmo-apos-reconsiderar/

Segundo informações do Deadline, o ator Kevin Hart decidiu que não irá apresentar o Oscar 2019.

Kevin Hart havia desistido de apresentar a premiação após alguns de seus antigos tweets, contendo piadas e comentários homofóbicos, terem voltado à tona. Recentemente, Ellen DeGeneres, ex-anfitriã da cerimônia, em um esforço para levar o astro a reconsiderar sua desistência, o entrevistou em seu programa de TV, a estratégia comoveu o ator, que decidiu reconsiderar a desistência, entretanto várias fontes já afirmaram que o ator definitivamente não irá apresentar a cerimônia.

Kevin Hart foi anunciado como apresentador da premiação no dia 4 de dezembro, mas desistiu dois dias depois em meio a protestos de ativistas da comunidade LGBT por causa de seus antigos tweets homofóbicos e ofensivos. Na ocasião, o ator afirmou que desistiu por não concordar com a pressão da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para que ele pedisse desculpas, sustentando que as pessoas deveriam ter a oportunidade de aprender e crescer com o tempo e que já havia pedido desculpas no passado – entretanto, este é um ponto de desacordo entre seus críticos.

Nesta última decisão, o comediante ponderou que sua apresentação poderia roubar os holofotes dos profissionais e obras homenageadas na cerimônia, e também demonstrou preocupação devido ao pouco tempo de preparação que teria para apresentação.

Toda a controvérsia  e as dúvidas se a cerimônia do Oscar 2019 terá ou não um apresentador, dominaram as conversas no tapete vermelho do Globo de Ouro no último domingo (06). Bob Iger, CEO da Disney, afirmou que decidiu ficar de fora da decisão sobre a apresentação da cerimônia, mas respondeu sobre a possível participação de Kevin Hart :

“Se você está me perguntando se eu teria aceitado ele fazendo isso, a resposta é sim, desde que ele mostrasse arrependimento por algumas das coisas que ele disse há algum tempo. Eu estava de mente aberta sobre isso.”

 

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