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Don Monchito

Biografia de Chespirito, por Florinda Meza [Tradução]

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O Vencidad CH postou, na sua página do Facebook, o link para uma breve biografia de Chespirito escrita pela sua esposa, Florinda Meza, aparentemente no final do anos 1990. É resumo curto, mas muito interessante, da carreira de Roberto Goméz Bolaños. Está escrita em espanhol, o que dificulta um pouco a leitura para boa parte dos fãs brasileiros, então resolvi traduzi-la e disponibilizar aqui no fórum para que mais pessoas possam ter acesso. Segue a biografia traduzida:

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Biografia de Chespirito

Conheça a vida de Roberto Gómes Bolaños em um grande texto cheio de curiosidades, escrito por sua esposa, Florinda Meza García.

Biografia de Roberto Gómez Bolaños

Escritor, publicitário, desenhista, compositor de músicas e letras de canções populares, ator, diretor, produtor e pai de seis filhos.

“Chespirito” é uma forma latinizada do vocábulo americano “Shakespeare”. Este apelido foi criado pelo cineasta Agustín P. Delgado, que considerava Roberto Gómez Bolaños um “pequeno Shakespeare” (a sua estatura física era de 1,60m).

Roberto Gómez Bolaños “Chespirito” nasceu em 21 de fevereiro de 1929 na Cidade do México, D.F.. Sua mãe foi Elsa Bolaños-Cacho Aguilar e seu pai, Francisco Gómez Linares. Gómez Linares foi pintor, desenhista e ilustrador de diversos jornais da sua época. Fez, entre outras coisas, as capas das revistas “El Universal Ilustrado” e “Continental”. Ilustrava com lindas gravuras, ou desenhos à tinta, as crônicas de Martín Luis Guzmán. Gómez Linares também foi o retratista mais requisitado dos anos 1920.

Roberto Gómez Bolaños “Chespirito” estudou engenharia mas nunca exerceu a profissão. Como Borges ou De Quincey, ele sabia, mesmo antes de escrever, que havia nascido para as letras. Sua qualidade literária seria discutida entre os intelectuais. Mas milhões de pessoas, de quatro gerações, juntam-se à minha voz para agradecer por “Chespirito” ter deixado a eletricidade e a mecânica de lado (embora também sejam algo criativo), para dedicar-se a divertir milhões de pessoas. Assim então, “Chespirito” iniciou sua carreira criativa na agência de publicidade D’Arcy quando tinha 22 anos.

A partir da segunda metade da década dos anos 1950, o trabalho de Bolaños como roteirista foi muito intenso, escrevendo para rádios, programas de televisão e roteiros para o cinema. Durante 10 anos, ele alimentou com seus roteiros o programa semanal de sucesso “Cómicos y Canciones”. Entre 1960 e 1965, dois programas disputavam o primeiro e o segundo lugar de audiência na televisão mexicana, e ambos eram escritos por “Chespirito”. Eram eles: “Estudio de Pedro Vargas”, e o já mencionado “Cómicos y Canciones”.

Em 1966, o ator Mario Moreno “Cantinflas” escolheu os roteiros de Bolaños para uma série que deveria se chamar “El Estudio de Cantinflas”. Mas por fim, o patrocinador (Cigarrera La Moderna) cancelou o projeto, dadas as altas pretensões do famoso comediante.

No final de 1968, Bolaños foi contratado pela recém inaugurada Tv TIM, com a feliz oferta de poder usar sua criatividade em um espaço de meia hora todas as tardes de sábado. Assim nasceram séries como “Los Supergenios de la Mesa Cuadrada” e “El Cuidadano Gómez”. Ao mesmo tempo, nascia a carreira de ator de “Chespirito”.

Em 1970, a emissora aumentou seu tempo de televisão para uma hora, que foi marcada para segunda-feira às 20h00. A série, então, mudou seu nome para “Chespirito”, onde diversas esquetes foram incluídas. Naquele espaço nasceu o personagem “Chapolin Colorado” e um ano depois o “Chaves”. O público se apegou tanto aos dois personagens, que a emissora decidiu que eles deveriam ter uma série própria, cada um em um dia da semana, com transmissões de meia hora em horário nobre.

O “Chapolin Colorado” e o “Chaves” abriram as portas do mercado internacional para a televisão mexicana. Em 1973, os dois programas eram transmitidos em quase toda a América Latina, e em todos os países, sua popularidade os colocava em primeiro lugar nas classificações. Em 1975, os níveis de audiência das séries de Chespirito no México oscilavam entre 55 e 60 pontos.

Em 1984, o programa voltou a ter uma hora de transmissão nas segunda-feiras às 20h00, com o nome “Chespirito”. Nesse momento, Chespirito já era uma marca registrada da televisão, e assim permaneceu sendo. Por 25 anos ininterruptos, toda segunda-feira às 20h00, Chespirito estava em quase todos os lares mexicanos.

Atualmente, a série continua sendo transmitida em toda a América Latina e na Espanha, em seu idioma original. Também é transmitida com diversas dublagens em muitos outros idiomas em mais de dez países, de tal forma que Chespirito pode ser assistido tanto no Brasil quanto na Angola. Por essa razão, talvez, Homer, o personagem da série animada “Os Simpsons”, inclui entre seus personagens favoritos o “Chapolin Colorado”.

Em 1978, Roberto Gómez Bolaños “Chespirito” produziu, escreveu e atuou no filme “El Chanfle”, que quebrou todos os recordes de bilheteria existentes até aquela data no México.

Bolaños também compôs para o cinema e telenovelas, bem como uma comédia musical chamada “Títere”. Também tem em seu arquivo teatral mais seis obras.

Atualmente Bolaños interpreta no teatro a obra de sua autoria “11 y 12”. Este trabalho também é um recorde na sua área, já que desde 1992, quando foi lançado, permanece em cartaz na Cidade do México no mesmo teatro ininterruptamente de quinta a domingo por seis anos. “11 y 12” também é um marco assim como o programa Chespirito.

É normal que um astro do rock encha um estádio de futebol, como é o caso de Tina Turner, Sting, Madonna, etc., mas não é comum que um comediante e sua turma consigam o mesmo feito com um espetáculo dramatizado:

Em 1977, o Show do Chespirito encheu, duas vezes no mesmo domingo, o estádio de futebol de Santiago do Chile, com capacidade para 80 mil pessoas. Em Buenos Aires, Argentina, no Auditoria Luna Park, com capacidade para 25 mil pessoas, Chespirito fez catorze apresentações consecutivas com o local lotado. Na cidade de Nova York, no Madison Square Garden, um espetáculo latino surpreendeu ao superlotar duas vezes o estádio em um só domingo em 1983: “El Show de Chespirito”. O parque A Quinta Vergara fica cheio apenas durante o Festival da Canção de Viña del Mar, quando muitas personalidades se reúnem. No entanto, em 1977, ele superlotou com as apresentações do “Show de Chespirito”.

Estima-se que em 43 anos de escrita, Chespirito tenha acumulado algo como 60 mil páginas limpas (sem contar o que uma pessoa criativa rasga, corrige e reescreve): o que equivale a 2 milhões e 400 mil linhas, e aproximadamente 168 milhões de letras.

Há muitos feitos de Chespirito dignos de serem registrados, mas o mais valioso, a maior de suas conquistas, é o que seria o ideal que todo ser humano perseguisse e a meta que por muitos não é alcançada: Roberto Gómez Bolaños “Chespirito” é um bom homem.

Escrito por Florinda Meza García.

Tradução: Matheus "Don Monchito"

Fonte do texto original, em espanhol: https://www.vecindadch.com/vecindad/chespirito/

Edited by Don Monchito

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