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Real Madrid 1 x 0 Valladolid - Gol do atacante brasileiro Vinicius Júnior.

 

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https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2020/10/mago-das-transferencias-faz-do-sevilla-um-clube-modelo-na-europa.shtml

Em um mercado tão inflacionado como o do futebol europeu, clubes como o Sevilla precisa dar tiros certeiros na janela de transferências.

Dos 11 jogadores que iniciaram a final da última UEFA Europa League,  9 jogadores haviam chegado para a temporada : Bono (empréstimo), Koundé, Diego Carlos, Reguilón (empréstimo), Fernando, Jordán, Ocampos, Suso (empréstimo) e De Jong.

Ao todo, custaram menos de 100 milhões de euros, e ajudaram o Sevilla a conquistar seu sexto título na Liga Europa.

A cabeça por trás desse sucesso tem nome e sobrenome, mas é conhecido principalmente por um de seus apelidos : Monchi, ou o "Mago das Transferências".

Diretor esportivo do Sevilla, Ramón Rodríguez Verdejo, 52, foi goleiro reserva do clube entre o fim da década de 1980 e o ano de 1999, quando pendurou as chuteiras e recebeu o convite para ser diretor de futebol.

Monchi assumiu o departamento e começou a implementar mudanças na formação de jogadores da base e principalmente na prospecção de atletas.

Seu entendimento é o de que clubes como o Sevilla precisam ser mais rápidos que os concorrentes no mercado, buscando com os reforços um legado esportivo e, mais para frente, retorno financeiro.

Daniel Alves, o negócio que mais orgulha Monchi, é um exemplo dessa política. Revelado no Bahia, o lateral direito foi contratado por 800 mil euros em 2003, conquistou cinco títulos e foi vendido ao Barcelona, em 2008, por 35 milhões de euros.

Desde que ele assumiu o futebol do Sevilla, há 20 anos, o time conquistou seis vezes a UEFA Europa League e faturou duas Copas do Rei, além de uma Supercopa da Espanha e uma Supercopa Europeia. Até sua chegada, o clube fundado em 1890 tinha somente quatro taças.

Atualmente, Monchi conta com uma equipe de 12 scouts espalhados pelo mundo, que dividem o processo de observação em três grupos : um primeiro com ligas de elite e mercados exportadores como Brasil e Argentina; um segundo com ligas de segundo escalão; e um terceiro com torneios de seleções fora da Europa.

Esses profissionais são auxiliados por ferramentas de big data, que geram uma série de informações sobre os atletas e ajudam a conduzir a observação do scout.

Para Monchi, apesar de a tecnologia ser uma aliada, é preciso entender de futebol e contar com o olhar humano do observador.

"Eu sou um defensor dos dados, um doente pelo big data, pela inteligência artificial. O dado tem uma ajuda fundamental. O que precisamos saber é que dado utilizar. Em cada jogo são gerados aproximadamente 8 milhões de dados. E nem todos são necessários", disse Monchi em bate-papo organizado por La Liga com jornalistas de todo o mundo e do qual a Folha participou.

"O dado vai te dar duas coisas fundamentais : primeiro, você vai poder selecionar antes, de acordo com o perfil que você busca, uma seleção de jogadores. Você não vai ter que ver todos, o dado vai te dar a direção. E sobretudo, vai cortar sua margem de erro. São duas bases importantes que vão sustentar o trabalho."

O sucesso como "mago das transferências" chamou a atenção de clubes extrangeiros e, em 2017, Monchi foi contratado pela Roma para tentar implementar seu modelo na Itália. Não deu certo. Apesar de não ter conseguido emplacar resultados na equipe da capital italiana, disse ter aprendido durante sua passagem pela Roma e defende que suas ideias são aplicáveis a outros clubes.

Mas fato é que, no Sevilla, para onde retornou em 2019, o dirigente se sente em casa e está respaldado pelas taças que ajudou a conquistar com seus métodos. Como mostrou com os reforços que conquistaram a última UEFA Europa League.

Essa conexão com o clube andaluz produziu, durante a pandemia, um curso virtual denominado "Monchi Masterclass". São 13 aulas, cada uma com 13 minutos (referência ao número que ele usava como goleiro), que explicam sua metodologia de trabalho, ilustrada com casos que aconteceram ao longo de sua gestão.

"O que eu quis fazer com o Masterclass foi explicar nosso projeto. Não creio que seja um segredo que deva ser guardado. Não há nenhum afã de protagonismo ou egocentrismo. Sou um defensor da figura do diretor esportivo e se eu puder ajudar que alguém aprenda algo, me sinto muito feliz", diz o espanhol.

 

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O clássico entre Barcelona e Real Madrid, que vai acontecer no próximo sábado, dia 24 de outubro de 2020, não vai contar com a presença de público, como queriam os dirigentes do Barça.

A conselheira regional da Saúde da Catalunha, Alba Vergés, anunciou que a situação do coronavírus na Espanha, e especialmente na Catalunha onde os casos aumentaram, não permite que o El Clásico tenha torcedores nas arquibancadas. 

 

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Barcelona 1 x 3 Real Madrid

 

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