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QUADRINHOS & GIBIS


Victor235

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Gosto quando títulos como "Aventuras Disney" dão destaque a personagens e "universos" distintos dentro dos quadrinhos Disney. Na edição #09, lançada em dezembro de 2019, a turma de Donald Menino estampou a capa, uma HQ de 45 páginas e um artigo de 4 páginas. Em "A Máquina Sempre-Verão", o personagem "Sindaco di Quack Town" foi mencionado como "Subprefeito de Vila Quac". O roteiro deixa claro que a história se passa no Hemisfério Norte, uma vez que "depois do outono chegam o inverno e o Natal". O artigo, escrito por Rivaldo Ribeiro e Edenilson Rodrigues, fruto de uma boa pesquisa, contextualizou os personagens do "arco" Donald Menino e também listou outras HQs que mostraram como seria a vida de Donald em seus tempos de criança. Pensei que a nova publicação "Donald Jovem" também seria mencionada, apesar de mostrar Donald já na adolescência. Listei para o Inducks as aparições do artigo (que faz referências a diversas HQs): Donald Menino, Barbicha Filhote, Cinira, Tôni, Gastão Menino, Betinha, Beto, Vovó Donalda, Tomás Reco (como Tomás Pato), Patoso, Hortência MacPatinhas (como Hortênsia), Dumbela (como Della) e Dona Cotinha e Kieke.

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- Vovó Donalda aplicou botox?:
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- Água Branca?!
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Pateta (Culturama) # 07, lançado em outubro de 2019, trouxe uma história da sub-série "As Quartas do Pateta". Em "O Livro da Riqueza", Pateta conta a Mickey e outros transeuntes a história de um romance que ele escreveu. O personagem de sua narrativa é idêntico ao Indiana Pateta, mas o aventureiro não foi listado nas aparições do Inducks. Aparece também um guia turístico do Himalaia, chamado Nadir. Estava habituado ao uso deste nome para mulheres, mas o site Lista de Nomes explica que "nomes terminados em -i, -y, -ir ou -is, como Valdeci, Juraci, Iris, Nair, Nadir, Francis, Yuri, Remi, Sandy e Ivanir podem ser usados para ambos os sexos". Acho que o antigo talão de cheques mostrado no final da história deveria ter sido escrito com uma fonte tipográfica mais clássica.

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- Os balões desta história mantiveram seus formatos originais, ocasionando algumas "sobras" para o espaço de texto traduzido:
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Falando em Indiana Pateta, o "original" aparece em "Pateta e Indiana Pateta e a assustadora lenda inuíte". Os inuítes são os membros da nação indígena esquimó que habitam as regiões árticas do Canadá, do Alasca e da Gronelândia. Apesar de ser primo de Pateta, Indiana costuma sair para suas aventuras na companhia de Mickey. Desta vez, os dois membros da família Pateta saíram juntos e a alegria de Pateta foi visível.

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- Quebra da quarta parede:
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Pateta (Culturama) # 08, de novembro de 2019, trouxe a participação de dois personagens que estavam um pouco sumidos, Gilberto e Bruxa Vanda. Em "A carta esquecida", vemos um gibi do Mickey em meio à pilha de revistas de Pateta. Como o personagem contracena com o rato, podiam ter escolhido outro para o título da revista, como "Pato Donald". A última HQ deste número foge à regra das edições de Natal, ao abordar outro tema, o aniversário de Horácio.

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- Pateta com um dente preto:
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@Usagi White

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POST ESPECIAL

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Além de suas 100 páginas regulares, Tio Patinhas # 63, de outubro de 1970, trouxe 16 páginas especiais, numeradas entre a página 66 e 67, no formato 66-A a 66-P. Bancado pelo Fundo de Promoção da Poupança - BNH, o material utilizou personagens Disney para a conscientização sobre benefícios de se guardar dinheiro na poupança, definida por Prof. Pardal como "uma conta-lucro onde o dinheiro cresce a aparece". O "encarte" inclui uma história dinamarquesa desenhada por Einar Lagerwall e uma HQ promocional brasileira desenhada por Jorge Kato. No final dela, Patinhas, apesar de ser conhecido por sua acumulação material na Caixa-Forte, resolve "imediatamente aplicar todo o seu dinheiro numa caderneta de poupança". Confira as imagens disponibilizadas pelo blog Chutinosaco:

Spoiler

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Esta edição também trouxe figurinhas, que não constam na digitalização disponível na internet. Por isso, escaneei esta página à parte:

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O número também trouxe uma página com a seção "A Pratinha", que citou a esperada "conclusão da Transamazônica" e definiu o Amazonas como "um vastíssimo celeiro nacional que vai sendo descortinado".

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Na seção de cartas, "Um centavo de prosa", um leitor se interessou pelo nome do autor das "vinhetas" do álbum de figurinhas "Navios do Mundo". Falando em álbuns, a Editora Abril classificou como "problemática" a publicação de um álbum sobre a história do Egito Antigo na ocasião.

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A primeira HQ deste número é a excelente "O vidro indestrutível", de Carl Barks. Patinhas descobre um "super-vidro", aperfeiçoado por seus cientistas, e reveste sua Caixa-Forte externa e internamente com o material, a fim de reforçar sua proteção. "Tudo de vidro indestrutível: os gonzos, a porta, a fechadura. Uma porta de segurança segura mesmo, enfim!", acreditou o milionário, cujo secretário nesta HQ não é Dona Cotinha. A moeda número um é chamada por Patinhas de "velho talismã". Maga Patalójika, ao sair do "Vesuvius", a define como "moedinha-mascote" dotada de um poder. Achando que seria impossível alguém o roubar, Patinhas responde a ligação de um guarda dizendo que não queria que ele prendesse os bandidos por tentativa de furto. Diante disso, o guarda Alan Brado os reprime simplesmente pelo "barulho". Porém, de qualquer modo, o guarda poderia capturá-los por invasão de propriedade, não? No alto da página 8, quadro narrativo diz que "Tio Patinhas e seus sobrinhos estão bem longe da velha Potópolis". Não sei se quiseram disser que os patos passaram por um local chamado Potópolis durante a viagem ou se escreveram Patópolis de forma errada.

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Sucupira participa da HQ de Lobão e Lobinho chamada "O caçador que veio de longe". Ele não foi chamado pelo nome, mas de "guarda florestal". Também aparece um primo de Lobão, o Wild Borris (como Primo Bóris). Na página 32, o balão de fala "Chi! Preciso avisar os porquinhos do que acabo de ouvir!" deveria estar representado por um balão de pensamento.

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"O dia do míni-Superpateta" traz Pardal como dono de um aeroporto particular. O professor inventou um redutor que reduz aviões de carga, de maneira que estes ocupem pouco espaço e voem com apenas uma gota de combustível. Em nenhum momento a história questionou que, sendo minúsculos, os aviões em tese deveriam demorar bem mais tempo para realizar seu trajeto. Também não entendi como Lampadinha, aqui chamado "assistente eletrônico", viajou para onde Pardal estava, sendo que inicialmente o autômato tinha decidido ficar.

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@Usagi White

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Em "Bruxedo não é folguedo", o gnomo O'Doom foi chamado por Maga de "Tio Nico".

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No splash panel de "Os pelicanos do Capitão Plumas", estranhamente vemos um saco de dinheiro falso ao lado da mesa de Patinhas. Por falar em falso, o golpista Alan Bick se apresentou a Patinhas utilizando o mesmo nome pelo qual ele estava sendo "procurado em três continentes por diversos assaltos".

- Patinhas revoltado com mudança na programação da TV:
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- Branco?!
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Victor235
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Pateta (Culturama) # 09 começa com "A invenção do Cuco", mais uma com Zapotec e Marlin. Mickey e Pateta são enviados novamente ao passado, alguns dias depois de sua viagem anterior, para resolver um problema que poderia causar um paradoxo temporal. Acontece que os personagens acabaram interferindo no passado, fazendo o alemão que tornou o cuco mundialmente famoso mudar de profissão. Caso isso se concretizasse, no futuro não haveriam relógios-cuco e nem a máquina do tempo dos cientistas de Patópolis, pois esta utilizou em sua criação uma peça retirada de um velho cuco. Marlin afirma que "os efeitos do paradoxo temporal são mais rápidos que imaginávamos". Peças ligadas à história dos relógios-cuco e mesmo uma foto de seu desenvolvedor (que é um antepassado de Pateta) começam a sumir. Na segunda viagem, Mickey e Pateta convencem o relojoeiro a continuar seu trabalho e fazer "uma casa inteira, de verdade, pro cuco". Com isso, a história foi restabelecida e "o maior relógio cuco do mundo" foi construído. Tal relógio, com mais de quatro metros de altura, existe mesmo, e localiza-se em Triberg, na Alemanha. Na história, esta localidade foi chamada de Quadriberga.

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"O mistério do Murilo Monte Fraga" dá protagonismo a diversos personagens diferentes (Velózia, Capitão Cimento, McBeliz, O Calculador e Invisível), mas nenhum deles foi mencionado no Inducks.

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@Usagi White

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Histórias Curtas (Culturama) # 05, de dezembro de 2019, trouxe histórias literalmente mais curtas, com no máximo seis páginas cada uma (edições anteriores priorizaram HQs de dez páginas e tiras).

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Em "Direção arrasadora", Donald entra no estacionamento de um hotel e acaba colidindo com outro veículo, mas pelo desenho inicial aparentemente não caberia outro carro atrás da vaga escolhida por ele.

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"Esconde-esconde... comida!" trouxe os nomes em português de alguns personagens-índios: Big Bear (como Urso Amuado), Broken Feather (como Pena Quebrada), Li'l Puma (como Gerônimo) e Rattlesnake (como Cobra Banguela). Na primeira página, sobrou uma vírgula na frase "Muito menos neste cesto, coberto com poncho".

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"Cantiga de miar" é outra HQ que mostra Patinhas morando em uma casa simples.

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Esta edição trouxe três tiras da sub-série "Paper'n'Roll", chamada no Brasil de Duck'n'Roll. A primeira tem um erro de catalogação no Inducks: Gansolino (Ciccio em italiano) foi cadastrado como "Cicco", o que fez o Inducks entender ser este um outro personagem, de única aparição.

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@Usagi White

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Em "Detetives de Coleira" aparece o cachorro Feathers, chamado de Veludo no Brasil.

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Victor235
Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos

Gibiteca Jorge Braga reforça a importância do Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos

 Publicado: 29 Janeiro 2020
 Última Atualização: 30 Janeiro 2020

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O Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos ou Dia do Quadrinho Nacional é comemorado anualmente em 30 de janeiro. A explicação para a escolha da data está no fato de ter sido nesse dia, no ano de 1869, que foi publicada a primeira história em quadrinho brasileira: “As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte”, autoria do cartunista Angelo Agostini. Desde então, celebra-se a ocasião com o objetivo de promover esse modelo de leitura que mistura elementos textuais e visuais, criando a sensação de sequenciamento das cenas.

Marcelo Borba, que é um apaixonado pelo gênero, destaca que 60% da visão que ele tem do mundo foi formada devido aos quadrinhos. Ele ressalta a importância de se comemorar a data. “O Quadrinho é a linguagem mais agradável que existe para o aprendizado das crianças. Ao contrário do que muitos pensam, que os quadrinhos só servem para a diversão, eles são na verdade cultura pura. Proporcionam conhecimento e hábitos de leitura já que o indivíduo se vicia lendo quadrinhos e, assim, passa a ter mais ânimo para ler um livro mais denso, o que será benéfico no desenvolvimento escolar, no círculo de amizades, entre outros aspectos”. 

A Gibiteca Jorge Braga, unidade da Secretaria Estadual de Cultura, é pioneira em Goiás no gênero e referência no Brasil, oferecendo ao público mais de seis mil gibis e 11 mil livros, dentre eles, alguns raros, além de mesas, tapetes e almofadas para leitura. A Gibiteca atende crianças de escolas públicas e privadas, e propõe, com isto, resgatar o hábito de leitura de histórias em quadrinhos, estimulando tanto para crianças como para adultos.

A unidade funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 18h, com entrada gratuita.

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA - GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS

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Victor235
RESENHA EXCLUSIVA

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Como minha primeira compra na livraria Saraiva, consegui a primeira edição do Barks pela Panini Comics, ou seja, Coleção Carl Barks Definitiva # 16, lançado em outubro de 2019 com o subtítulo "Tio Patinhas - A coroa perdida de Gengis Khan". As histórias desta edição foram traduzidas pelo grande Marcelo Alencar e remetem a características das publicações originais americanas, como uma exclamação no final de alguns títulos. Das 27 HQs e tiras deste volume, eu já conhecia 18. Indexei esta edição no Inducks. Editoralmente falando, a coleção segue completamente o que já havia sido começado pela Abril, sendo este um ponto positivo para a Panini.

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Em "A coroa perdida de Gengis Khan", os patos saltam de avião sobre o "telhado do mundo", ou seja, o Tibete, conhecido por ser a região mais alta do mundo. Outra expressão utilizada na história, com a finalidade de demonstrar espanto, é "Grande César!". Uma outra região asiática é citada na história seguinte, "Fabricantes de Terremotos", na qual Patinhas revela ter uma fábrica em Bornéu, uma ilha da Ásia. O pato também chantageia Donald com os juros dos 50 centavos que lhe emprestou em 1950. A história foi criada em 1955, mas essa piada fica mais engraçada conforme os anos vão passando. A trama fala em "platô" e "lajes de germânio", mas ficou no "inconsciente coletivo" de muita gente por causa de outro elemento, os personagens Terries e Fermies. Outra coisa curiosa é que um dos sobrinhos de Donald leva um telefone (com fio) para o ambiente subterrâneo em que os patos estavam descendo.

O comentarista Daniel Yezbick falou do "ceticismo anti-intelectualista de Barks". Interpretei isso apenas como algo da personalidade do próprio Donald, o personagem. Barks, por sua vez, deixou explícito o significado real da origem dos terremotos na última página, através da fala de outro personagem. Ou seja, apesar das piadas feitas, a ideia não era criticar estudos acadêmicos sobre o tema e confrontá-los com outras referências, mas apresentá-los e ao mesmo tempo incentivar que os leitores buscassem explicações práticas, que tivessem curiosidade de observar como as coisas explicadas pelos cientistas funcionam no mundo empírico. Eu também teria trocado a expressão "farsas barksianas" para "ficções barksianas". Na imagem (em inglês) destacada no artigo, o que o Fermie quis dizer com "Shucks, podner, you shore ain't been around"?

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Em "Previsões do futuro", Patinhas mostra-se supersticioso. O diálogo inicial da história é "- Donald, você também lê a sorte? / - Não como o senhor, que olha bolhas na xícara e café". O sobrenome Patinhas Mac Patinhas foi mantido na tradução desta HQ. Também vemos uma citação à "Meia de Algodão, na Carolina do Sul" (em referência a uma loja com a placa "Meias de algodão pra qualquer pezão"). Na trama, Patinhas despacha seus sobrinhos numa viagem pelos Estados Unidos para comprar caixas de cereais (que davam como brinde lotes de terra). Os patos compram "dois milhões de caixas em três estados" e ao final do processo todo (viagens inclusas) revelam ter gasto a mesma quantia numérica, dois milhões, agora em patacas. Ou seja, a caixa de cereal custava bem menos que uma pataca.

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"Qual o mais rico do mundo?" marca a primeira aparição do Pão-Duro MacMônei. A HQ cita regiões geográficas como Vale do Limpopo e Trípoli. A moeda "shilling" não foi traduzida para "xelim" nesta história. Patinhas avisou que visitaria MacMônei através de um "cabograma". O cabograma é uma mensagem telegráfica transmitida através de cabo submarino. Segundo a Wikipédia, os cabos submarinos são colocados no relevo oceânico, entre estações terrestres, para transmitir sinais de telecomunicações através de trechos de mar. Os primeiros cabos submarinos foram estabelecidos na década de 1850, para o tráfego de telegrafia, justamente o uso feito por Patinhas. Além de deixar registrada a fortuna exata de Patinhas, equiparada à de MacMônei, o comentarista Alberto Becattini ressaltou que o que diferencia os dois milionários é que MacMônei é desonesto. Oras, quem leu a história viu que Patinhas utilizou-se de métodos tão desonestos quanto os de seu rival. Não deveria ser um problema para o analisa reconhecer isto.

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Em "O progresso", vemos que Barks concebeu Patinhas como um personagem muito idoso. Ele revela estar com sua Caixa-Forte no mesmo local "há 70 anos". Somando-se a isso a infância do personagem e seus tempos de Klondike, o velho facilmente teria mais de 90 anos de idade. Outra característica vemos nos desenhos de Barks: Patinhas é bem mais baixo do que outras personalidades de Patópolis. Ele fica totalmente em pé em cima da mesa do "responsável pelo planejamento das ruas" e ainda assim fica mais ou menos do mesmo tamanho que o secretário na posição sentado. No roteiro desta história, o poder público não se rende ao poderio econômico de Patinhas, e mantêm-se inflexível em suas decisões. A história não revela quando Patinhas pode voltar a instalar sua Caixa-Forte no Morro Matamotor. O comentarista R. Fiore diz que "no fim, ele acaba recebendo o triplo do valor por seus direitos de proprietário", mas não achei indicação a isto na HQ, que menciona ainda uma plataforma de lançamento de um "foguete postal".

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"O elemento mais raro do mundo" é uma das minhas histórias favoritas de Barks. Apesar do "bombastium" ser descrito como "bola avermelhada", na maioria das páginas sua coloração é laranja. A publicação seguiu as paletas de cores mais próximas às publicações originais americanas. Barks brinca com pias como critério de desempate no arremate, mas a casa de leilões expunha um cartaz com a regra "Só aceitamos dinheiro". Uma participação importante da história é o representante da Brutópia, associado a um contexto de Guerra Fria, com a disputa de poder entre americanos e soviéticos. A história também menciona uma tal "crise de 1902". Um dos sobrinhos de Donald sugere emular o "bombastium" com "flavorizantes". Segundo o dicionário associado à pesquisa Google, este termo deve ser evitado, sendo substituído por "saborizante" ou "aromatizante".

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A primeira página de "Os índios nanicós" mostra um cartaz com um anúncio traduzido para "Terreno em Itapira". Esta cidade existe mesmo e localiza-se no Estado de São Paulo. A história menciona também "O Pequeno Havita", "desenho animado Disney inspirado no poema A Canção de Hiawatta" (Hiawatha, na análise dos comentaristas desta edição), provável origem também do personagem Havita. Pesquisando no Google, vemos que esta história de Barks fez parte de uma análise do livro "Filosofia na Língua Portuguesa", de Jean Lauand. Uma ilustração que gostei bastante localiza-se na página 171, quando um dos sobrinhos de Donald troca olhares com um pássaro enquanto Patinhas revela suas falsas intenções. Na imagem acima, o que são esses pontos no peito de Patinhas quando ele abre a camisa?

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Em dado momento de "A fantástica corrida de barcos", Pirata Metralha e os "Metralhas" precisam de mais velocidade em seu barco, recomendando "mais lenha nas caldeiras". Os bandidos resolvem "queimar dinamite" e "jogar tudo fora para aliviar o barco". Não seria mais conveniente terem colocado para queimar as coisas que atiraram para fora do barco, como roupas e malas? Na tradução da análise de Thad Komorowski sobre essa história, foi utilizado o adjetivo "disneyanos". Logo depois, a seção de artigos segue com uma análise das "Gags de Uma Página" que não passa de uma mera e longa descrição de todas elas.

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Pato Donald (Culturama) # 09 é uma das melhores mensais lançadas em dezembro de 2019. Gostei da seleção de histórias deste número. A primeira (ver imagem) traz uma referência a Carl Barks. Devemos pedir para os italianos incluírem o "cameo" na lista de aparições? Pensei que os "náuatles" fossem invenção de Gorm Transgaard, mas este povo existe mesmo: são membros de um povo indígena que habita a alta planície mexicana e algumas regiões da América Central.

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"Repórter de Celebridades" mostra Donald trabalhando em um jornal concorrente ao de seu tio, o "Gazeta de Patópolis". A história cita artistas que se hospedam no "Hotel Riks". Será uma brincadeira com o nome do hotel Ibis?

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A Editora Culturama podia ter escolhido outra história de 10 páginas para esta edição e guardado "O melhor 1º de Abril" para a edição do pato a ser lançada em março de 2019, "contemporizando" a trama. Um quadro da história mostra Donald assistindo "302 episódios de Game of Patos".

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Tio Patinhas (Culturama) # 09, de dezembro de 2019, foi o último gibi do milionário lançado no ano passado. 

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Imaginei que "A cratera dos alegrões" teria um final diferente. No roteiro de Augusto Macchetto, Patinhas se contenta com apenas uma pepita. Como houve um desmoronamento na cratera dos alegrões e Patinhas havia podido registrar em seu nome apenas o último nível dela - uma parte em que só havia gelo -, o milionário poderia ter dado a volta por cima recolhendo os minerais que caíram das partes superiores até o seu nível da cratera. Claro que para isso ele precisaria fazer um grande investimento, abrindo o buraco novamente. Em vez de se motivar a isto, o pato se contentou em afirmar que "o dinheiro não é a coisa mais importante de tudo".

- Gostei do anúncio no poste:
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No quadro narrativo inicial de "Que drama!", eu substituiria o verbo "voltar" da frase "vamos voltar um pouco no tempo" para "recuar", já que não foi feita uma "volta ao passado", e sim uma retrospectiva de acontecimentos recentes.

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@Usagi White

- Truque no bebedouro de Patinhas:
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Indexei no Inducks o gibi Disney Aventura # 21, lançado em Portugal em fevereiro de 1991. Todas as imagens desta edição foram digitalizadas por Roy Wolcit. Confira os destaques:

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Tiras:

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Maravilhas da Natureza:

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Zoo Disney:

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Passatempos:

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Concursos Quinzenais:

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O Prof. Sabe Tudo (com Prof. Ludovico):

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Propagandas:

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Edited by Victor235
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Victor235

Três?!

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(via Zé Carioca # 1655, de julho de 1983)

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