O avô da Florinda era médico e acabou sendo preso por ser vítima de perseguição política. Depois disso, Florinda e seus irmãos ficaram abandonados, sem nenhum adulto para cuidar deles. O avô de Florinda morreu, sua avó ficou doente e Florinda teve que cuidar de seus irmãos, mudando várias vezes de casa, de familiares que os acolhiam, na maioria das vezes, com desgosto. Desde criança, alguns parentes tentaram acabar com a autoestima de Florinda, e ela não se achava bonita. Ninguém confiava nela. Mas depois que Florinda fez sucesso como atriz, esses mesmos parentes que duvidavam dela disseram que sempre acreditaram e apoiaram ela. "O êxito tem muitos pais, só o fracasso é órfão". Florinda estudou na Escola da Associação de Atores, no México. A tia da Florinda disse para ela, que no internato onde estudava, ela tinha que ser a melhor aluna e ficar em primeiro lugar, porque se ela perdesse a bolsa de estudos, que ela teria que trabalhar. E que a Florinda era canhota, e que obrigaram ela e escrever com a mão direita, porque no local onde estudava não tinha cadeira para pessoas canhotas. Florinda disse que tinha problemas com sua caligrafia e também tinha dislexia, e trocava as frases ou as palavras (e que Chespirito usou isso em seus textos). Florinda falou que a televisão pagava melhor que fotos publicitárias. Sobre o teatro, Florinda disse que o teatro sempre foi sua paixão. Florinda disse que foi difícil começar a carreira de atriz, porque pediam experiência e diziam que ela era muito magra. Mas que professores no curso de atriz viram o talento dela e falaram para ela persistir e lutar para conseguir ser atriz. Que a ida para o canal 8 foi a grande oportunidade e que foi lá que conheceu Roberto Gómez Bolaños. "Sabe quando você topa com sua pessoa especial, há uma eletricidade. O amor é como uma planta, precisa regar todos os dias. E vivíamos intensamente cada dia". Sobre a morte de Chespirito : "Me custou muito trabalho superar a morte da pessoa em que mais amei em minha vida".