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Aviação em 1º de abril de 2007 - como seria

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Para dar uma descontraída em tempos de caos aéreo, segue íntegra de matéria do nº 357 de Flap Internacional (junho/2002) mostrando como seria a aviação comercial brasileira no dia 1º de abril de 2007:

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Aviação em 1º de abril de 2007 - by Gianfranco Beting

A aviação brasileira vai de vento em cauda. Empurrada pelo espetacular desenvolvimento de nossa economia após a posse do presidente Enéas Carneiro, nossas empresas exibem seua últimos avanços e conquistas. Vamos fazer uma retrospectiva de nossa aviação neste ano de 2007:

Revolução no mercado

O surgimento da Gol revolucionou o mercado aeronáutico brasileiro. De um par de Boeings 737-700 quando do início de suas operações, passou para 21 Boeing 737 Next Generation em 2002. Em 2004 recebeu seus primeiros Boeing 747-400, usados em vôos domésticos de longo curso, entre Guarulhos, Fortaleza, Recife e Manaus. No ano seguinte, iaugurou os vôos low-fare de longo curso para Nova York (U$ 350), Miami (U$ 300) e Paris (U$ 370). A procura foi de tal ordem que Constantino Jr, presidente da empresa, anunciou a encomenda de 10 Airbus A380, com capacidade para 650 passageiros, com entrega prevista para 2009. "Iremos inaugurar os vôos Guarulhos/Tóqui, realizando a primeira FANS (Fast Air Navigation System) entre Ásia e América do Sul. Cobraremos menos de U$ 450 pelos bilhetes de ida e volta", afirmou o presidente da empresa. Os vôos terão duração de 19hs.

Grupo TransBrasil: fênix colorida

A TransBrasil também tem motivos para comemorar: depois de seu quase colapso entre 2001 e 2002, a empresa foi salva pelo gongo - dividida em três empresas independentes, o anigo Grupo TransBrasil foi adquirido por distintos grupos. A TransBrasil foi adquirida por Dilson da Fonseca, o arguto e dinâmico empresário que comprou a empresa por 1 real. Dilson deu a volta por cima ao comprar a empresa: com sua administração focada na satisfação do cliente, fez a TransBrasil ressurgir das cinzas tal qual a fênix pujante de outrora. Trouxe os Boeing 757 para linhas-tronco nacionais e os Boeing 777 para os serviços internacionais.

Afirma o empresário: "Os bimotores da Boeing têm prestado excelentes serviços. Temos cumprido nossas rotas Manaus/Moscou e Goiania/Nova York sem escalas, com aproveitamento médio de 80%". Para os serviços de carga, Dilson da Fonseca adquiriu uma frota de 8 MD-11F ex-Varig, com os quais está obtendo bons resultados, nos vôos "canguru" entre Guarulhos/brasilia/Manaus/Washington/Amsterdã/Viena/Hong Kong/Beijing.

Outra empresa do grupo é a InterBrasil Star. Adquirida por Celso Cipriani, representante dos jatos da Bombardier no Brasil, não foi surpresa quando o empresário substituiu os Brasilia da empresa por jatos canadenses. Presidida por Michel Tuma Ness, a InterBrasil ficou famosa por servir o famoso "arroz-com-feijão amigo" nos seus vôos. Hoje voa para todo o sudeste e sul do Brasil, com seus 35 Bombardier CRJ-200 e CRJ-700.

Já a AeroBrasil Cargo foi comprada por um grupo estrangeiro, a poderosa Dodson Intl, anteriormente vinculada a Dilson da Fonseca. A Dodson fez vultuosos investimentos - os valores não foram revelados -, mas estima-se que sejam da ordem de dezenas de milhões de dólares, bancando a aquisição de 12 Boeing 747-400F, um deles visto na abertura da matéria, decolando de Miami.

Asas da fé

Outra empresa que sofreu durante a crise de 2002, foi a Nacional Transportes Aéreos. Quando seu desaparecimento já era dado por completo, apareceu o messias: o bispo Sahir Maissedo, da Igreja Mundial. Ele comprou as dívidas da empresa e os ativos e transformou a claudicante empresa na linha aérea oficial dos evangélicos brasileiros. Com seus 12 Airbus A340-600 e 9 Boeing 777-200, une as muitas comunidades da Igreja Mundial espalhadas pelo globo. O slogan de sua primeira campanha publicitária, "A Nacional te leva pro céu", foi motivo de chacota entre o mercado publicitário. Foi rapidamente trocado por outro também duvidoso: "Na terra Mundial, no céu Nacional". O bispo não deu a mínima às críticas e prossegue com seus vôos lotados para Jerusalém e outros destinos de turismo religioso.

Duro mesmo deve ser aguentar a programação de vídeos exibida a bordo: são exibidos seguidamente os programas "Vigésima Sétima Hora" e "Paga que Eu te Escuto". E pra completar, as bebidas alcoólicas são proibidas durante os vôos e nas aeronaves da empresa: "é coisa do capeta, de Satanás", disse o pastor Praxedes, presidente da empresa. E por falar em Terra Santa, Wagner Canhedo não tem mais do que se queixar. Seus A340 vivem lotados nos vôos entre Tel Aviv e Guarulhos, rota pleiteada pela Vasp desde a década de 80. Com os quadrimotores da Airbus, a Vasp retomou os vôos para Casablanca, Atenas, Seul e, para alegria de Athayde Patreze, passageiro mais que frequente, para Bruxelas. "O A340 é simplesmente um luxo", afirma o carismático apresentador, que possui um microfone de ouro igual ao de Frank Sinatra (uau!).

TAM e suas afiliadas seguem crescendo

Para fazer frente ao aumento da demanda, a TAM trouxe os A340-600 e 747-400 usados nas rotas para Miami, Nova York, Paris, Tóquio, Singapura, Los Angeles e Johannesburg. O crescimento contínuo da empresa com que suas coligadas também crescessem. A Pantanal substituiu sua frota de ATR-42 por 43 Fokker 100 transferidos da TAM e até dois Airbus A340-300, que fazem os vôos low cost/low fare entre Campo Grande e Paris e entre Campo Grande e Frankfurt.

A Sete é outra empresa beneficiada. Executa vôos feeder para a TAM a partir de Goiania, Brasilia e Palmas, operando aeronaves BAe HS-748 ex-Bouraq Indonesia e (incrível) ex-Varig, , trazendo os bimotores ingleses de volta aos céus brasileiros.

A Rico, também em regime de code-share, opera 5 737-300 em vôos intra-amazonicos, sincronizando com as chegadas dos A340-600 em Manaus.

A Penta, após firmar code-share com a TAM e a Air France, recebeu 5 Airbus A310 que operaram na empresa francesa. Seus Fokker 28 operam apenas os vôos regionais.

A TABA é outra empresa que cresce após assinar code-share com a TAM. Um grupo de ex-funcionários da antiga empresa, comprou alguns hangares e os direitos de utilização dos nomes da massa falida. O que surpreendeu foi a escolha de equipamentos. Os Tupolev 154 e Ilyushin 62 usados pela empresa foram adquiridos a custo baixo, após terem sido banidos dos céus europeus pelos níveis altos de ruído.

Lucros nos céus nordestinos

Outro exemplo de lucro é a região nordeste. As muitas empresas que possuem vôos para lá têm motivos de sobra para comemorar.

A BRA incorporou os veteranos L-1011 TriStar, usados em charters e nas rotas de maior densidade.

A ViaBrasil foi outra beneficiada. Após a crise de 2002, frotas inteiras de 737-200 foram parar no deserto. A empresa adquiriu 40 737-200 ex-Metrojet, 28 usados nas rotas e os outros 12 foram canibalizados para fornecer spare parts.

Nordeste: marketing pujante

A Nordeste operando modernos Embraer 170, surpreendeu o mercado ao trazer em 2005 os veteranos BAC 1-11, proibidos de operar na Europa por questões de ruído. A revista Flap Internacional está patrocinando uma das aeronaves, mostrando os excelentes resultados da parceria entre as duas empresas.

Ainda no nordeste, a Trip vem obtendo bons resultados com BAe 146 na rota para Fernando de Noronha. O mesmo vale para a Fly, que comprou vários Fokker 100 ex-TAM, e opera lucrativas rotas entre as cidades do nordeste e o sudeste.

Bons resultados no Grupo Varig (só por essa já vale ler o texto todo)

A Rio Sul herdou os 767-200 da Varig e não tem do que se queixar. Com a autorização para operação destas aeronaves no Aeroporto Santos Dumont, agora a empresa oferece na Ponte Aérea mais de 240 lugares por vôo. Era a única alternativa, já que os slots de operação estão esgotados. Só assim a empresa consegue competir com o trem-bala da Fepasa, que faz o trajeto em 140min.

A Varig, após ter seu controle assumido pelo Grupo Silvio Santos, devolveu todos os 767 e MD-11 e padronizou sua frota com os 737 Next Generation e os Boeing 777-200 e 777-300, que operam as rotas para Londres, Tóquio e Nova York. A empresa tem se beneficiado com a nova direção, anunciando pesadamente nos programas do SBT. Além disso a empresa está competindo cabeça-a-cabeça com a TAM. O que mais surpreende são os nomes de batismo das aeronaves: os 777-300 PP-VRP Pedro de Lara, PP-VRT Hebe Camargo e PP-VRU Carla Peres, adornados com stickers gigantes de seus artistas-padrinhos na fuselagem, são motivos de chacota no meio aeronáutico. Além dessas aeronaves, o 737-800 logojet do Baú da Felicidade também vira pescoços por aí. Além do 777-300 PP-VRR, com a enorme cara de Gugu Liberato na cauda, anunciando as Lojas do Gugu.

Mercado de carga

Com a política de livre comércio adotada pelo Prona, as maiores beneficiadas são as empresas cargueiras. A Beta escolheu os A300 para suas rotas. A Skymaster está comprando toda a frota de DC-10-30F da Gemini Cargo, a TAF escolheu os IL-76 e Antonov 124 e a TCB ficou com os 747-400F.

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Essa do SBT foi boa ...

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