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Força dos acessórios e culto à pele fortalecem a 'tendência' da não-roupa

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Força dos acessórios e culto à pele fortalecem a 'tendência' da não-roupa
03/11/2013 - 03h00

ISABELLE MOREIRA LIMA
DE SÃO PAULO

Numa época em que desfile serve para vender perfume, bolsa e sapato, a roupa, que já foi o centro do mundo fashion, perde importância.

A tendência forte de um setor em crise, creia se puder, é a não-roupa, coisa que uma escola mais retrô chamaria ainda de "pouca vergonha".

Mas há várias vertentes da tendência. Há os "peladistas" --os que acham que andar quase nu é o novo preto, talvez até por razões ambientais--; há peças que simulam pele; e há aquelas vestes conceituais que jamais chegam ao consumidor e, portanto, são tudo, menos roupa.

Chega de roupa

*tirei as imagens para evitar confusões[/s]
[ Link http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/11/1365240-forca-dos-acessorios-e-culto-a-pele-fortalecem-a-tendencia-da-nao-roupa.shtml ]

No outono-inverno 2013 de Londres, a estilista britânica Pam Hogg deu show de não- roupa: seu desfile tinha mais nu frontal do que coleção. No verão novaiorquino, homens aderiram, saíndo às ruas descamisados. No showbizz, Lady Gaga e Miley Cyrus são as divulgadoras da tendência.

Esta repórter recebeu a missão de verificar se isso ajudaria a semana de moda a economizar nos tecidos. Mas ali o peladismo foi soft, travestido de transparências em looks de Herchcovitch, Acquastudio e Lino Villaventura.

Fora da passarela, tudo estava meio fora de moda: se pele é tendência, a maioria estava protegida do frio

A reportagem abordou uma moça magra e alta e sem frio, com microshort e regata. Seria a primeira a adotar a ideia? A dona do look instintivo era a modelo Alana Klein, 19. Nunca ouvira falar em não-roupa: "Mas já vi, na passarela, acessório no lugar da roupa, como um colar grande para esconder os seios".

É isso. A poucos metros dali, um grupo multigênero vestia roupões. Seriam entusiastas da não-roupa? Não, trabalhavam duro numa ação de marketing de uma revista de moda, o tema era sauna.

Pelo jeito, na SPFW, não-roupa é não-tendência. O jeito era ir ouvir "especialistas".

A consultora Constanza Pascolato pediu explicações. "Estão usando pelado?" Para ela, a onda não chega ao Brasil. "A não-roupa está na Amazônia", brincou. Já o estilista Vitorino Campos testemunhou acreditar muito "nas coisas naturais".

Longe da passarela, experts ficaram mais à vontade para teorizar sobre a coisa.A roupa perdeu apelo, diz o sociólogo Dario Caldas, do birô de tendências Observatório de Sinais. "A acessibilidade da moda e a expansão do fast-fashion faz com que as pessoas não identifiquem mais a roupa como um elemento de diferenciação." Quer dizer: se a peça não nos dá status, melhor arrancá-la fora.

A consultora de moda Mariana Rocha vê o fenômeno da não-roupa como uma busca artificial de neutralidade: "É como esmalte nude. Você passa meia-hora no salão, gasta dinheiro e ficar com unha da cor de nada. Um tremendo artificialismo". Para ela, a não-roupa não significa menos tecido, mas um simulacro da pele cujo objetivo é esvaziar a carregação fashion.

Em palestra na SPFW, o antropólogo norte-americano Ted Polhemus afirmou que as marcas deixaram de vender roupas para comercializar apenas um ideal de estilo.

O estilista Dudu Bertholini, da Neon, confirma a tendência, mas corrige: "Jamais diria que a roupa está em segundo plano". Há três anos, Dudu usou nu frontal na passarela. "Foi uma decisão estética. A gente achou que ficaria mais bonitinho."

Colaborou PEDRO DINIZ
FOLHA DE SÃO PAULO - ILUSTRADA

Editado por Victor235

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  1. Cleberson
    Cleberson respondeu ao tópico de Raphael em Fórum Único Chespirito
  2. Odorico Paraguaçu
    Odorico Paraguaçu respondeu ao tópico de Bruce Dubber em Venda da Esquina
    Que ele descanse em paz, bizarro que ele junto com o também saudoso dublador Ricardo Schnetzer faleceram no dia 4 do ano de 2026 e pq eu estou citando o Ricardo? Pq ambos dublaram o desenho do Mario World que a DIC fez, Ettore era o Yoshi, e Ricardo era o Oogtar, me lembrou inclusive outro caso de falecimentos no mesmo ano dos dubladores desses desenhos do Mario que a DIC fez, no caso me refiro a Antônio Patiño e Jomeri Pozzoli vozes do Mario e do Luigi respectivamente na dublagem da Herbert Richers dos 3 desenhos do Mario da DIC, ambos faleceram em 2014.
  3. E.R
    E.R respondeu ao tópico de Bruce Dubber em Venda da Esquina
    Morreu nesta sexta-feira, aos 66 anos, Ettore Zuim, um dos nomes marcantes da dublagem brasileira. O ator ficou marcado como a voz brasileira de Bruce Wayne/Batman na trilogia de Christopher Nolan e nos games Batman Arkham e Injustice : Gods Among Us. Dublou atores como Christian Bale e Owen Wilson e personagens como Hércules (animação da Disney). Fonte : https://www.omelete.com.br/filmes/morre-ettore-zuim-dublador-brasileiro
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    A imagem não tá aparecendo pra mim

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