Ir para conteúdo

O retorno do MONOPÓLIO da TELEFONIA


Antonio Felipe

Recommended Posts

Postado

G1

A possível compra da operadora de telefonia Brasil Telecom pela Oi (ex-Telemar) divide a opinião de analistas e órgãos de defesa do consumidor em relação aos efeitos para o consumidor.

Para alguns, será criada uma empresa mais forte para concorrer no mercado de telecomunicação. Para outros, haverá apenas uma concentração maior do setor, o que resultará em piora dos serviços e aumento de preços.

A Oi (ex-Telemar) negocia a compra da operadora Brasil Telecom (BrT) por R$ 4,8 bilhões.

Juntas, as duas empresas estariam presentes na telefonia fixa e celular em todo o país, com exceção de São Paulo, estado onde a Oi possui uma licença de celular, mas que ainda não está em operação.

0,,12349199,00.jpg

Pelas regras atuais do mercado de telefonia no Brasil, os mesmos acionistas não podem ter o controle das áreas de concessão que atualmente estão nas mãos de Oi e BrT. Mas o governo já sinalizou que está disposto a derrubar essa restrição, com o objetivo de permitir a criação de uma operadora nacional para concorrer com a espanhola Telefónica e a mexicana Telmex (dona da Embratel).

A Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) diz que a possível aquisição não será benéfica para o consumidor, pois vai reduzir o número de empresas e a competição no setor.

“Da maneira que está avançando esse processo, os únicos que vão ganhar são os acionistas. Quem vai perder será a concorrência e o consumidor. Haverá preços maiores e serviços piores”, diz o presidente da associação, Luis Cuza.

Para Vanessa Vieira, advogada do instituto de defesa do consumidor Proteste, o efeito para o consumidor será diferenciado de acordo com a região do país. Entre os locais beneficiados estaria o estado de São Paulo, onde as duas empresas ainda não atuam.

“A fusão criaria uma nova empresa de abrangência nacional, o que poderia ajudar a competitividade em muitos estados. Mas, em outras localidades, ela teria o monopólio e haveria um prejuízo para o consumidor.”

Maior empresa do setor

Para Valder Nogueira, analista do Santander, o benefício para o consumidor dependeria da estratégia adotada pela nova companhia. Ele acredita que as duas empresas, juntas, terão a mesma força competitiva que elas possuem separadamente.

“As empresas podem ser mais competitivas oferecendo, por exemplo, ligações dentro da sua área a preços locais. Isso para o consumidor seria muito bom, mas depende de qual seria a estratégia dessa empresa.”

A analista Jacqueline Lison, da corretora Fator, lembra que a nova empresa se tornaria a maior companhia de telefonia do Brasil.

“Caso a operação seja confirmada, consideramos a notícia positiva para a Oi, que pagará um preço justo pelos excelentes ativos da Brasil Telecom e se tornará a maior operadora de telecomunicações do país, com faturamento anual de aproximadamente R$ 25 bilhões.”

Outra analista do setor, que preferiu não se identificar, avalia que os bons resultados para as empresas não devem se refletir em um aumento da competição.

“Para as empresas, em termos estratégicos, é excelente. Mas, em relação à concorrência, haverá a perda de um competidor”, diz a analista. “Você, com certeza, reduz a concorrência quando concentra essas áreas em uma única empresa.”

---------

FOLHA DE SÃO PAULO

Um dos principais acionistas privados da Oi (ex-Telemar) e maior interessado na compra da Brasil Telecom (BrT), o grupo Andrade Gutierrez foi também o maior financiador do PT em 2006, ano com o último dado disponível, segundo reportagem da edição dominical da Folha (íntegra do texto exclusiva para assinantes do jornal ou do UOL).

A construtora mineira doou R$ 6,4 milhões para o partido --dinheiro usado sobretudo para financiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de outras campanhas petistas. Em um distante segundo lugar, de acordo com a prestação de contas feita ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), veio o Santander, com contribuição de R$ 3,23 milhões.

Além da doação ao partido, a Andrade Gutierrez doou R$ 1,52 milhão diretamente para a campanha de Lula em 2006.

Para que a Oi possa comprar a BrT, é preciso um decreto presidencial mudando a legislação. O governo apóia a venda da BrT. Na semana passada, os controladores da Oi acertaram o preço de compra da outra tele por R$ 4,8 bilhões.

Segundo informou a Folha, os empresários Sérgio Andrade e Carlos Jereissati, da La Fonte, vão injetar US$ 1 bilhão cada no capital da Oi para a concretização da compra da Brasil Telecom. O valor é quase três vezes superior aos US$ 350 milhões que cada um desembolsou na privatização da tele, há dez anos. Pelo acerto, a Andrade Gutierrez e a La Fonte tornam-se controladores da nova empresa, com 51% das ações ordinárias (com direito a voto).

Andrade teve como avalistas da operação o próprio presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Andrade se conhece Lula desde a época da disputa presidencial com Fernando Collor de Mello (1989).

Procurada na noite de sexta, a assessoria de imprensa da Andrade Gutierrez afirmou que a empresa não iria se pronunciar.

O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, disse não haver nada de anormal no grande volume de doações da Andrade Gutierrez. 'Na eleição de 2006, houve, por parte de várias empresas, uma política de centralizar as doações para o PT. Houve um contato com a empresa e as doações foram feitas.'

=========

Quem leu a matéria a respeito na última Veja?

Pois é, alguns anos depois de FHC quebrar o monopólio da telefonia, os petistas voltam a trazer a telefonia para o controle estatal, quase que por completo. O estatismo dos áulicos petistas se estende de forma assustadora.

Seu Madruga Veste Preto
Postado

Não tenho vergonha de dizer que a quebra do monopólio da telefonia foi a melhor coisa que o FHC fez depois do Plano Real.

Mas com uma reportagem vinda da Veja totalmente tedenciosa aos tucanos, melhor ver isso sob outros pontos de vista que não sejam os da oposição, para poder comparar.

Reverendo Majo Jojo
Postado

Mas por que está dizendo que volta para o "controle estatal"?

Postado

Espero que o Congresso e o Senado votem contra esse absurdo. :glare:

Quem ia gostar muito da idéia é o pilantra do "Mulinha", filho do "Mula".

FOLHA DE SÃO PAULO

Um dos principais acionistas privados da Oi (ex-Telemar) e maior interessado na compra da Brasil Telecom (BrT), o grupo Andrade Gutierrez foi também o maior financiador do PT em 2006.

A construtora mineira doou R$ 6,4 milhões para o partido - dinheiro usado sobretudo para financiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de outras campanhas petistas.

Além da doação ao partido, a Andrade Gutierrez doou R$ 1,52 milhão diretamente para a campanha de Lula em 2006.

Para que a Oi possa comprar a BrT, é preciso um decreto presidencial mudando a legislação. O governo apóia a venda da BrT.

Pelo acerto, a Andrade Gutierrez e a La Fonte tornam-se controladores da nova empresa, com 51% das ações ordinárias (com direito a voto).

O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, disse não haver nada de anormal no grande volume de doações da Andrade Gutierrez. 'Na eleição de 2006, houve, por parte de várias empresas, uma política de centralizar as doações para o PT. Houve um contato com a empresa e as doações foram feitas'.

Que vergonha, meu Deus ! Que vergonha ! (by Chiquinha) :o:(

Postado (editado)

Ora, Reverendo...fundos de pensão e o BNDES vão controlar essa super-telefônica...ambos são administrados pelo governo. Sem contar esses empresários aliados do PT.

--

E esse negócio só não saiu antes por causa do escândalo da GameCorp.

Editado por Antonio Felipe
Visitante
Este tópico está impedido de receber novos posts.
×
×
  • Criar Novo...