A Volkswagen informou que reduzirá em até metade o número de modelos que oferece ao mercado para diminuir custos e competir melhor com as empresas chinesas. A montadora alemã, porém, não explicou o que essas mudanças significarão para os trabalhadores, que já vinham se preparando para grandes cortes de empregos e o fechamento de fábricas. O plano, divulgado após uma reunião do conselho, parece representar um reconhecimento implícito de que a empresa se tornou grande e complexa demais e precisa enxugar sua estrutura. Nos últimos dias, reportagens da imprensa alemã indicavam que a empresa se preparava para demitir 100 mil trabalhadores até o fim da década e fechar quatro fábricas na Europa. A empresa afirmou que pretende produzir 9 milhões de veículos por ano. O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, afirmou que é necessário “eliminar a capacidade excedente”, dando a entender que a empresa ainda pode fechar fábricas. “A situação geopolítica se tornou mais crítica nos últimos 12 meses”, disse o CEO. O anúncio não esclareceu quantos dos 657 mil funcionários da Volkswagen em todo o mundo poderão perder seus empregos à medida que a empresa reduz a produção. O lucro da empresa caiu 28 % no primeiro trimestre, para 1,6 bilhão de euros (US$ 1,8 bilhão), enquanto as vendas recuaram 2 %. Os temores de fechamento de fábricas abalaram a Alemanha, onde a indústria automobilística — e a Volkswagen em particular — ocupa um lugar quase simbólico na identidade nacional e representa um dos pilares da economia do país. O chanceler Friedrich Merz e seu governo tentaram fortalecer o setor com novos subsídios e pressionando autoridades da União Europeia para flexibilizar algumas regulamentações do setor automotivo. Fonte : https://www.estadao.com.br/jornal-do-carro/volkswagen-anuncia-que-vai-tirar-de-linha-metade-dos-seus-carros/