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Amistosos e notícias da seleção brasileira


E.R

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Chapolin Gremista
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PERSEGUIÇÃO CONTRA A SELEÇÃO

Folha de S. Paulo quer Neymar deprimido até 2026

Independentemente do que fazem os jogadores brasileiros, lá estará a imprensa capitalista para atacá-los

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Quando o assunto é a Seleção e os jogadores brasileiros, não há nada que possa acontecer que não será usado para atacá-los.

Quando o Brasil perdeu da Croácia, especulou-se sobre o choro dos jogadores. “Será que é verdadeiro?” Sobre Neymar, chegaram a dizer que seu choro era “individualista”. Em 2014, falavam que o choro dos jogadores era uma demonstração de fraqueza.

Por outro lado, se os jogadores não choram, são acusados de mercenários e indiferentes ao sentimento do povo. Tudo é motivo para falarem mal da Seleção, mesmo que esses motivos sejam o exato oposto um do outro.

Não há dúvida que estamos diante de uma perseguição política com uma campanha orquestrada contra a Seleção. Quem orienta essa política é a imprensa capitalista, ela produz notícias e opiniões para atacar os jogadores.

A Folha de S. Paulo publicou a seguinte matéria no seu portal: “Neymar dá festa em mansão após dizer que perda da Copa deixou psicológico destruído”. Qual seria o problema desse artigo?

A notícia não diz abertamente, mas pretende mostrar que Neymar e outros jogadores, na verdade, não estão nem aí para a Copa. No fim das contas, seria tudo fingimento.

Primeiro é importante ressaltar quem está tão preocupado com o que pensam os jogadores. A Folha, através de um de seus órgãos na internet, o Uol, foi durante a Copa o principal detrator da Seleção Brasileira. Quase todos os colunistas esportivos do Uol, entre eles, Casagrande, Milly Lacombe, Juca Kifouri, Mauro César estavam dedicados a perseguir cada detalhe, real ou inventado, que pudesse servir contra a Seleção. É puro cinismo da Folha essa preocupação sobre se os jogadores estão ou não com o psicológico abalado. Na verdade, é mais do que cinismo, trata-se de uma matéria que mantém a linha de ataques que a Folha está fazendo contra a Seleção. Como jornalismo, essa reportagem não deve ser levada a sério; como análise dos acontecimentos, menos ainda.

O mais importante, no entanto, é compreender a ideia que está por detrás da reportagem da Folha. Será mesmo que um jogador profissional está interditado de receber pessoas em sua casa depois de uma derrota? É preciso explicar também a falsificação da matéria da Folha. A manchete induz o leitor a acreditar que Neymar teria dado uma balada em sua casa, regada a bebida, mulheres etc. No entanto, ao ler a própria matéria da Folha temos a impressão de que não houve nada mais do que uma confraternização entre amigos. Se a Folha não fosse um jornal venal, programado para atacar a Seleção, a manchete dessa mesma matéria poderia ser: “Neymar recebe amigos em sua casa após derrota na Copa”.

Copiando a imprensa golpista, o portal Brasil 247 replicou a “denúncia” de modo ainda mais distorcido: “Após dizer que perder Copa deixou psicológico ‘destruído’, Neymar dá festa de arromba em mansão”. Nem os jornalistas da Folha nem quem replicou o artigo no 247 estiveram na casa da irmã de Neymar, mas eles parecem saber exatamente como foi a festa. No artigo do 247, a festa já virou “de arromba”.

Mas com exceção da manipulação da opinião pretendida pela Folha, replicada por Brasil 247, a verdade mesmo é que pouco importa qual foi o tipo de festa dada por Neymar. A questão é saber se: 1) o jogador tem direito de fazer isso dias depois da derrota; 2) isso quer dizer que o jogador não ficou realmente abalado pela derrota.

É óbvio que o jogador tem o direito de fazer o que ele quiser após a derrota. Segundo a própria matéria da Folha, o que aconteceu foi que Neymar recebeu seus amigos, alguns deles jogadores da Seleção, na casa de sua irmã. Qual seria o problema? Até quando o jogador profissional deve ficar de luto por uma derrota? Quem mede o tamanho do luto do jogador, a Folha de S. Paulo? No final das contas, é uma acusação que não tem pé nem cabeça.

Sobre o segundo ponto: a “festa” na casa de Neymar mostra que o choro dos jogadores eram lágrimas de crocodilo? Eis outra acusação absurda! Como saber o que passa dentro da cabeça de uma pessoa? A Folha tem esse poder? Vejamos um exemplo: um torcedor que ficou muito triste com a derrota de seu time não pode dar uma festa na sua casa? A Folha virou fiscal da tristeza alheia?

São coisas que servem apenas e tão somente para reforçar a campanha contra a Seleção Brasileira.

A única coisa que se pode exigir dos jogadores é que joguem bola e que suas atitude não atrapalhem essa função que eles têm. A não ser que se prove o contrário, Neymar e os jogadores brasileiros jogaram bem e foram injustiçados pela derrota, fruto de roubalheira da arbitragem e de um vacilo pontual no jogo. É isso.

O que está passando pela cabeça dos jogadores, o que cada um está realmente sentindo não tem como saber. Mas sabemos, por exemplo, que Neymar jogou muita bola no último jogo e estava nitidamente incomodado pela derrota, assim como foi perceptível na maioria dos jogadores.

Além de tudo, a imprensa golpista quer que os jogadores brasileiros fiquem deprimidos até a próxima Copa. Qual seria a medida? Ficar deprimido ou “psicologicamente abalado” como disse Neymar não fará esses jogadores jogarem melhor, não fará com que eles tragam a próxima Copa. Para o povo brasileiro e os amantes do bom futebol, é isso o que importa. E se é isso, não queremos os jogadores deprimidos, mas com condições de jogar com alegria e criatividade.

https://causaoperaria.org.br/2022/folha-de-s-paulo-quer-neymar-deprimido-ate-2026/

 

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Chapolin Gremista

Eu sou contra essa ideia, respeitem os treinadores brasileiros!

 

 

NOTÍCIAS

NADA DE GUARDIOLA E ANCELOTTI!

Técnico estrangeiro é o caral*##o!!

A desmoralização dos técnicos brasileiros é parte geral da campanha contra o futebol nacional

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Os abutres do futebol brasileiro agora colocaram em marcha a campanha em defesa de um treinador estrangeiro para a seleção. Com a saída de Tite do comando da equipe, o lobby para que Pep Guardiola, Carlo Ancelotti, Abel Ferreira, Jorge Jesus ou algum outro europeu (ou discípulo latinoamericano de europeu) assuma a seleção nacional ganhou novo impulso, e nunca essa possibilidade se mostrou tão real como no presente momento.

O ataque contra os técnicos brasileiros não começou hoje, é verdade. Obsoletos, ultrapassados, incompetentes etc. ― os adjetivos que a imprensa burguesa nacional, principal porta-voz da campanha contra os técnicos brasileiros, vão daí para pior. Há vários anos, mais de uma década pelo menos, basta assistir a algum programa de debate esportivo na TV para se deparar com a campanha. Se fôssemos fazer uma pesquisa mais profunda, talvez chegássemos à conclusão de que essa campanha é ainda mais antiga e que Nelson Rodrigues já falava do tema nos anos de 1960 e 1970. Ainda faremos essa pesquisa.

A desmoralização dos técnicos brasileiros é parte geral da campanha contra o futebol nacional. Ela anda junto com os ataques contra os jogadores brasileiros ― expressos sobretudo na artilharia suja e desonesta contra Neymar ― e contra os clubes brasileiros ― que se traduzem na defesa da sua transformação em “clubes-empresa”, isto é, na entrega integral e definitiva dos clubes para grandes capitalistas. É mais um capítulo da luta do imperialismo contra uma das maiores conquistas e expressões do povo pobre e trabalhador brasileiro.

Os monopólios da imprensa burguesa trabalham para aplainar o terreno para o pouso de um treinador estrangeiro no país. Nos últimos dias, praticamente todos os órgãos da burguesia publicaram matérias afirmando que a seleção brasileira já foi dirigida por estrangeiros. O objetivo evidente é criar o clima de normalidade para a contratação de um estrangeiro, mostrar que não se trata de uma novidade, de uma quebra de tradição. 

As matérias dão conta que o uruguaio Ramón Platero comandou a seleção brasileira no Sul-Americano de 1925. Oficialmente, a CBD, a CBF da época, havia escolhido o brasileiro Joaquim Guimarães como técnico, mas relatórios da entidade indicam que o uruguaio foi quem comandou a equipe no torneio, tendo o brasileiro se tornado diretor técnico. O uruguaio teria dirigido o Brasil por cinco partidas. O português Jorge Gomes de Lima, o popular Joreca, então treinador do São Paulo, dividiu o comando da seleção com o brasileiro Flávio Costa, na época treinador do Flamengo, em dois amistosos festivos em 1944, quando o cargo de treinador estava vago por conta da Segunda Guerra Mundial. Situação semelhante aconteceu com o argentino Filpo Nuñez, treinador do Palmeiras na década de 1960. O Palmeiras, na ocasião, foi escolhido pela CBD para representar o Brasil no festival de abertura do Mineirão, em 1965. 

A única conclusão que podemos tirar das matérias é que, na verdade, a seleção brasileira nunca foi realmente treinada por um técnico estrangeiro. Os três casos mencionados apenas comprovam que estrangeiros assumiram a seleção em circunstâncias absolutamente improvisadas e excepcionais. Amistosos festivos em que a seleção foi representada por um clube (casos de Joreca e Filpo Nuñez) ou situação em que a estrutura da delegação brasileira teve que ser reorganizada de última hora (caso de Platero). Nada sólido, nada definitivo, nada consistente. Tivemos três “lampejos” de técnicos estrangeiros na seleção, e nada mais.

Em Copas do Mundo, o Brasil jamais foi dirigido por um técnico estrangeiro. Os cinco títulos mundiais conquistados foram todos obras de jogadores e treinadores brasileiros. Vicente Feola, Aymoré Moreira, Zagallo, Carlos Alberto Parreira e Luiz Felipe Scolari foram os comandantes das conquistas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, respectivamente. Desde que o Brasil atingiu o seu apogeu e conquistou seu lugar no topo mais alto do futebol, transformando-o em mais do que um esporte, mas numa arte no sentido legítimo do termo, os técnicos brasileiros foram um dos pilares fundamentais do seu domínio. Na verdade, eram uma manifestação natural do processo de apropriação do esporte criado pelos ingleses pelas massas populares brasileiras. Não é acidental que sejam um dos setores mais atacados pela imprensa venal neste momento.

Ficamos felizes, no entanto, quando vemos que a campanha de avacalhação contra os técnicos brasileiros será enfrentada por gente grande. O craque Rivaldo, o meia canhoto que brilhou na conquista do pentacampeonato em 2002, foi um dos jogadores que se colocou contra a ideia do treinador estrangeiro.
“Eu não concordo e acho uma falta de respeito com os treinadores brasileiros que seja cogitado a contratação de um treinador estrangeiro para nossa seleção. Acredito que temos treinadores capacitados de assumir a seleção brasileira neste momento e fazer um bom trabalho, como: Rogério Ceni, Fernando Diniz, Cuca, Renato Gaúcho e Dorival Jr. Trazer treinador estrangeiro não é certeza que seremos campeões mundiais. Até porque se fosse certeza, acredito que o treinador estrangeiro gostaria de ser campeão mundial pelo seu país e alegrar sua nação, que com certeza a sua seleção precisa mais que o Brasil, porque apenas nós somos penta”, disse o craque do penta em sua conta no Instagram.

O técnico Dorival Júnior, que treinou o Flamengo em 2022 e conquistou a Libertadores e o Brasileirão, foi outro que se postou contra a ideia. O hoje ex-treinador do Flamengo ainda cravou corretamente: “Não ganhamos cinco Copas do Mundo por termos somente grandes jogadores. Sempre tivemos um grande comandante também”. Além disso, Dorival denunciou ainda a sabotagem que o imperialismo europeu promove contra os técnicos brasileiros, proibindo a sua entrada no mercado europeu ao não reconhecer a licença de treinador concedida pela CBF:
“Nosso curso não é reconhecido fora do país. Um preparador, um treinador brasileiro não pode sair fora do país, porque a Uefa não reconhece nossos cursos até hoje. Então nós recebemos profissionais de todo o mundo, e nós não podemos sair. Não podemos ir para Portugal trabalhar. Se alguém vier aqui te convidar, não temos condições, porque a Uefa não aceita a nossa licença até hoje. E não se dá uma resposta.”

A sabotagem contra os treinadores brasileiros é pesada. Assim como no caso de Neymar, em quem a imprensa burguesa joga o seu esgoto e a quem tenta aposentar da seleção, é preciso lançar uma ofensiva em defesa dos técnicos brasileiros, parte indissolúvel da cultura e do futebol brasileiros. Nada de técnico estrangeiro na seleção!!

https://causaoperaria.org.br/2022/tecnico-estrangeiro-e-o-caralo/

 

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Chapolin Gremista
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BRASIL EM COPAS

Os maiores adversários do Brasil na Copa: a imprensa

Brasil precisa superar os seus piores adversários: as hienas e abutres da imprensa nacional

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Termina a Copa e aparecem as explicações de todos os tipos, formas, cores, tamanhos do porquê o Brasil foi eliminado. Provavelmente desde 1930 é assim, com certeza desde 1950. São todas declarações infundadas ou falsamente fundamentadas em aspectos técnicos do futebol. Mas todas elas tem um sentido comum: mostrar que o Brasil e seu futebol não prestam.

Como a Copa do Mundo é a competição entre nações mais difícil de ganhar e que, para piorar, ainda acontece a cada quatro anos, o povo é submetido na maior parte do tempo a isso. Não que seja muito melhor quando o Brasil vence. Fato é que, ignorando que o Brasil foi quem ganhou mais copas, que os números da Seleção são superiores aos das outras em praticamente todos os quesitos, a imprensa nacional insiste em dizer as mesmas coisas de sempre: “o Brasil não é o melhor”.

Não são apenas os números da Seleção que a imprensa ignora. Ignora a manipulação, o roubo da arbitragem, ignoram os defeitos dos outros, parece que apenas nós temos defeitos. E a imprensa ignora um elemento importante na hora de analisar a Seleção: ela mesma.

Sim, porque se não existisse a imprensa nacional, é provável que o Brasil já tivesse vencido umas copas a mais.

Quando dissemos imprensa nacional é quase um modo de falar. De nacional mesmo só a sede desses grupos empresariais porque o correto mesmo seria falar em sucursais da imprensa imperialista, agindo em defesa dos interesses do imperialismo.

Desde antes do início da Copa, não teve um dia em que não apareceram dezenas de colunas, reportagens e notícias detratando a Seleção. A artilharia se volta ora contra os jogadores, ora contra comissão técnica, ora contra tudo, ora contra o próprio futebol brasileiro. A palavra de ordem da imprensa é: ataques a Seleção.

Para quem tem dúvida, convido a uma breve pesquisa na imprensa.

Esse comportamento da imprensa, além de servir como fator de desmoralização da Seleção diante do povo, tem um objetivo bem concreto: exercer uma pressão gigantesca contra os jogadores, desestabilizar a Seleção

A imprensa nacional é anti-nacional em política e o é também no futebol. Nem deveríamos ter dúvidas disso depois do papel desse monopólio no golpe de Estado.

São abutres ou, como falava Nelson Rodrigues em suas crônicas, são hienas. A pressão gigantesca exercida sobre os jogadores é um fator importante no desempenho da equipe.

Infelizmente, os jogadores brasileiros, vindos das camadas mais simples do povo, têm muita dificuldade de entender o que está acontecendo. Falta experiência e falta a consciência necessária para os jogadores enfrentarem os abutres.

Como falamos, esse papel de abutre cumprido pela imprensa não é de hoje. Pelo menos desde 1950 é assim. Em 1970, quando o Brasil tinha o que é hoje reconhecida como o melhor time de todos os tempos, a Seleção era avacalhada pela imprensa nacional a ponto de Nelson Rodrigues dizer que a Seleção no Brasil estava exilada em seu próprio país e precisava sair logo daqui.

Qualquer análise do desempenho da Seleção que ignora esse papel nefasto da imprensa é uma fraude.

Convido o leitor a assistir ao depoimento do atacante da Copa de 2014, Fred. Ali ele deixa muito claro o papel da imprensa no desempenho dos jogadores e a pressão descomunal exercida. Ele chega a denunciar que após sofrer um pênalti no primeiro jogo, foi obrigado a dar entrevista para a imprensa se desculpando por supostamente ter se jogado.

O futebol brasileiro é superior a qualquer outro, seu maior adversário, então, não são as seleções adversárias, mas a imprensa nacional e outros fatores externos que trataremos nas próximas colunas.

https://causaoperaria.org.br/2022/os-maiores-adversarios-do-brasil-na-copa-a-imprensa/

 

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Chapolin Gremista

 

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AINDA A NOSSA DERROTA

Vitórias e derrotas

Nossa derrota e a vitória dos hermanos argentinos

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Vendo o contraste entre os cânticos anti-Brasil ao redor do Obelisco* e a desabrida torcida dos brasileiros pela Argentina – em nome da latinidade e da Ursal – eu me convenço que a Argentina se comporta eternamente como o irmão caçula do Brasil, sempre nos odiando e nos atacando. A nós cabe a posição do irmão mais velho, que escuta a raiva do maninho com a compreensão de quem está acima desse ódio. Salve a Argentina e Viva Messi!!!

Enquanto isso, o viralatismo toma conta das redes sociais. Se não bastasse a declaração falsamente atribuída ao Messi, falando de “simplicidade e humildade” agora aparecem posts ressaltando que ele tem hábitos simples, não faz dancinhas e não pinta o cabelo. Tudo mentira, como pode ser facilmente comprovado com as imagens que rolam por toda a Internet. Mas, como cobrar coerência e racionalidade em um campo tão afeito às paixões?

Não esqueçamos que nos 36 anos de derrotas da seleção argentina Messi foi tratado como lixo também pelos seus próprios compatriotas, que o tratavam como depressivo, “europeu”, arrogante, pouco participativo, apagado, sonolento e “jogador de clube”. Chegou a abandonar sua seleção diante de tantas derrotas. As queixas contra os craques dizem mais das projeções que jogamos sobre eles do que reais falhas em sua performance. Muitos times campeões (lembro do Grêmio dos anos 90) tinham jogadores com problemas de comportamento muito graves, mas que foram esquecidos ou apagados pelas vitórias. Quando se ganha, chegar alcoolizado para treinar passa a ser “atitude administrável”.

Aqui na aldeia o comportamento de boa parte da torcida brasileira – e da crônica esportiva – é suco de viralatismo, uma doença sistêmica que cronicamente acomete o povo brasileiro, e que agora vivencia mais um de seus paroxismos cíclicos. Nesse contexto vemos aparecer o conhecido comportamento macunaímico, que considera o Brasil um país inferior, medíocre, destinado às derrotas, perdedor e fracassado. Existe um interesse do imperialismo – mais ou menos explícito – em desvalorizar o valor e o talento dos brasileiros, seja ao transformá-los em mercenários, seja por tratá-los como irresponsáveis ou mesmo considerando-os taticamente “indisciplinados”. Aliás, esta última crítica transforma os jogadores brancos em “inteligentes”, enquanto os mestiços do Brasil são chamados de “habilidosos”, a mesma crítica que historicamente se fez aos times negros, sejam eles africanos, brasileiros ou colombianos.

A vitória da Argentina teve seus méritos, sem dúvida, mas a histeria de exaltação do Messi e dos demais jogadores, conjugada com as críticas mordazes e destrutivas contra os jogadores brasileiros, são parte desse cenário irracional que sempre ocorre diante das derrotas dramáticas e frustrantes. A vitória da Argentina na final contra a França, com direito a prorrogação e penalidades foi épica e emocionante, porém o jogo não foi uma partida de excelente qualidade – mas em uma final, como exigir isso? Dos seis gols marcados na partida final, metade deles foi de pênalti. O primeiro sequer existiu, enquanto o último foi aquela famosa mão na bola com “braço em posição não natural”. O jogo foi truncado e amarrado, Messi sequer fez uma grande partida (e dele sempre se espera muito). O lance que levou o jogo para prorrogação foi bola na mão, o mesmo tipo de pênalti que foi sonegado ao Brasil, não é?

Não há dúvida que a Argentina é a legítima campeã do torneio, mas ao dizer isso não podemos cair no erro de considerar o Brasil como uma equipe formada por um bando de mercenários pernas de pau. Aliás, ao meu ver nosso time é muito superior ao da Argentina, e a fase de classificação para a Copa deixou isso muito claro. Creio até que a história dessa copa seria completamente diferente se aquele pênalti fosse marcado para o Brasil no jogo contra a Croácia e a penalidade duvidosa marcada sobre Di María não tivesse selado o destino do confronto contra a França; talvez os heróis de hoje seriam outros. Nossa derrota, na prática, dependeu de detalhes, e colocar a culpa apenas na qualidade e no comportamento dos jogadores é profundamente errado e injusto.

Menos, gente. Celebrem a vitória argentina, mas não percam a racionalidade ao exaltar os vencedores, criando sobre eles uma mística fantasiosa enquanto jogam sobre os derrotados causalidades sem sentido.

* Meus amigos argentinos dizem que a rejeição ao Brasil e sua seleção é uma atitude típica dos portenhos, e não dos argentinos em geral. É lá, dentro dos limites que separam a província de Buenos Aires do resto do país, que se escutaram os cânticos de despeito em relação à nossa seleção.

https://causaoperaria.org.br/2022/vitorias-e-derrotas/

 

 

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RANKING DA FIFA - DEZEMBRO - 2022

1. Brasil
2. Argentina
3. França
4. Bélgica
5. Inglaterra
6. Holanda
7. Croácia
8. Itália
9. Portugal
10. Espanha
11. Marrocos
12. Suíça
13. Estados Unidos
14. Alemanha
15. México
16. Uruguai
17. Colômbia
18. Dinamarca
19. Senegal
20. Japão
21. Peru
22. Polônia
23. Suécia
24. Irã
25. Coreia do Sul

 

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Seleções que o Brasil precisa enfrentar :

. Noruega - Nunca venceu a seleção norueguesa, que já enfrentou uma vez em Copa do Mundo.

. Holanda - A última vitória brasileira foi em 1999. E perdeu para a seleção holandesa nas Copas 2010 e 2014.

. Inglaterra - A última vitória brasileira foi em um amistoso em 2009. Depois tivemos mais 3 amistosos, um deles com vitória inglesa em 2013.

. Bélgica - A última vitória brasileira foi na Copa 2002. Inclusive tendo perdido para a seleção belga na Copa 2018.

 

 

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Chapolin Gremista

 

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MELHOR SELEÇÃO DO MUNDO

Brasil ainda é o grande líder do ranking da Fifa

Mesmo com título mundial, Argentina fica em segundo lugar

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AArgentina ganhou o tricampeonato mundial no último domingo contra a seleção francesa, mas isso não foi o suficiente para tirar o Brasil da liderança do ranking da Fifa, que elenca, por meio de um sistema de pontos, as melhores equipes nacionais.

A seleção albiceleste alcançou a segunda colocação com o título mundial, ficando atrás do time canarinho por dois pontos de diferença. De acordo com a Fifa, a Argentina teria chegado à liderança se tivesse definido o jogo contra a França dentro dos noventa minutos ou na prorrogação. No entanto, a final da Copa do Mundo no Catar foi definida nas penalidades.

A França, atual vice-campeã do mundo, subiu uma posição e agora está em terceiro lugar no ranking. A Bélgica, que foi eliminada ainda na fase de grupos do Mundial, caiu duas posições e agora aparece em quarto lugar, na frente da Inglaterra, que até conseguiu ir mais longe no torneio, chegando até as quartas de final, sendo eliminada pela equipe de Didier Deschamps.

Logo abaixo, aparece a Holanda, que também deixou a competição nas quartas de final em jogo que foi para os pênaltis contra a seleção argentina, e a Croácia, que alcançou o terceiro lugar no torneio.

https://causaoperaria.org.br/2022/brasil-ainda-e-o-grande-lider-do-ranking-da-fifa/

 

 

 

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Chapolin Gremista

 

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VOLEIO BELÍSSIMO

Golaço de Richarlison é eleito o mais bonito da Copa

Pintura do craque da seleção comprova que o Brasil é o país do futebol-arte

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Osegundo tento do atacante da seleção brasileira Richarlison em jogo contra a Sérvia pela fase de grupos da Copa do Mundo deste ano foi eleito o gol mais bonito do mundial. A decisão foi oficializada depois de uma votação popular no site oficial da Federação Internacional de Futebol (FIFA).

O voleio do pombo na estreia do time canarinho no torneio deixou para trás os gols de Mbappé, atacante da França, e do meia Enzo Fernández, da seleção argentina, que também foi eleito revelação da Copa, e até do atacante e companheiro Neymar, destaque e melhor jogador brasileiro da atualidade.

Richarlison joga na Inglaterra, pelo Tottenham. O jogador de 25 anos já passou por clubes como Real Noroeste, América Mineiro e Fluminense, até que aceitou uma proposta internacional e foi direto para a Inglaterra, onde atuou pelo Watford e Everton, até ser contratado, em julho deste ano, pelos Spurs.

Mesmo sem ter trazido o hexacampeonato, o atleta foi um dos destaques da equipe treinada por Tite.

https://causaoperaria.org.br/2022/golaco-de-richarlison-e-eleito-o-mais-bonito-da-copa/

 

 

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Chapolin Gremista
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CAMPANHA

Pelo direito de férias de Neymar e dos jogadores brasileiros

Até isso é motivo para atacar Neymar

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Conforme chamamos a atenção várias vezes, vale tudo quado o assunto é atacar o futebol brasileiro e os jogadores. A mais nova é acusar Neymar de tirar férias. Sim, parece estranho, mas foi isso.

Casagrande, que se apresenta como esquerdista, mas é um funcionário do milionário empresário dono da Folha de S. Paulo golpista, foi um dos que acusaram Neymar de ter tirado férias:

“Li agora que ele recusou as férias e já voltou a treinar com o seu clube, o PSG, mesmo com a enorme frustração de ter perdido a final. Qualquer “diferença” com algum brasileiro é só mera coincidência.”

A comparação do grande francês com Neymar. É interessante notar que sempre haverá um europeu para ser chamado de superior, seja lá por qual motivo. Mas voltemos para as férias.

Primeiro, será que Neymar fez alguma coisa de errado em ficar em seu país algumas semanas após a Copa de férias? Parece que não. Ele não descumpriu nada, voltou ao PSG quando era para ter voltado. Se Mbappé quis voltar antes, azar o dele. Também é preciso sempre suspeitar dessas informações jogadas na imprensa.

Ser jogador de futebol não é um trabalho qualquer. Seria injusto comparar essa atividade com a de um operário, por exemplo. Mesmo assim, jogador de futebol também é ser um funcionário de um grande capitalista e até onde me consta nós defendemos o direito de férias das pessoas. Casagrande a imprensa nacional que atacam Neymar por “voltar depois de Mbappé para treinar” parecem que não prezam muito por esse direito. Para nós, por exemplo, se formos rigorosos e acreditar na informação de que o europeu Mbappé recusou suas férias, seria mais lógico chamar o francês de pelego, afinal, funcionário que abre mão de seus direito é o que?

Não há apenas o argumento trabalhista nessa história toda. Do ponto de vista do futebol acusar Neymar de tirar férias e atribuir isso – direta ou indiretamente – ao seu desempenho como jogador é ridículo.

Há uma lista de jogadores brasileiros que não só tiravam férias, como muitas vezes faltavam de treinos. Romário é um deles. Por que Casagrande não fala que Romário é um lixo de jogador por causa disso. O próprio Casagrande, até onde nos consta, era flagrado em baladas noturnas quando era jogador. O que isso tem a ver? Nada.

Quantos jogadores brasileiro não burlaram o esquema europeu para passar o carnaval no Brasil? Inúmeros. Casagrande é um grande moralista do futebol, e como todo moralista, tem teto de vidro. Ele está orientado em atacar os jogadores brasileiros, não importa como, a ordem é atacar.

Qual é o problema com Neymar? O problema é que existe uma campanha contra ele. Tudo o que os outros fazem é bom, tudo o que Neymar faz é ruim. Muitas vezes por motivos opostos um do outro atacam Neymar. Com Neymar funciona aquela frase de Machado de Assis: “preso por ter cão, preso por não ter cão”.

https://causaoperaria.org.br/2022/pelo-direito-de-ferias-de-neymar-e-dos-jogadores-brasileiros/

 

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Chapolin Gremista
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ATAQUE AO FUTEBOL BRASILEIRO

Casagrande: moralismo disfarçado de “responsabilidade social”

Para atacar a Seleção a imprensa burguesa usa a mesma cartilha que usa quando quer atacar seus inimigos políticos, não tratar do tema em questão, e ser o mais moralista possível

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ACopa do Mundo terminou no dia 18 de dezembro mas o assunto ainda está quente o suficiente para se manter o ataque constante da imprensa burguesa ao Futebol Brasileiro. O homem que melhor expressa essa investida anti nacional é Walter Casagrande, o colunista contratado pelo banqueiro Luiz Frias para atacar tudo relacionado ao futebol nacional diariamente. Para além de falar mal do Brasil é preciso exaltar os estrangeiros, principalmente os europeus ou argentinos. E o assunto não precisa nem ser o próprio futebol, até porque falando de futebol é mais difícil atacar o Brasil, as críticas são em grande parte morais e como quase todo crítica moralista são também uma farsa.

As últimas colunas de Casagrande são uma exaltação aos jogadores da Europa, Haaland, Mahrez e Mbappé. Os dois primeiros são exaltados por visitarem hospitais infantis no dia do natal, já o último, um falso craque criado pela imprensa para exaltar a França, é chamado de “gigante” em comparação a Neymar, que seria um “menino”. Sobre o Brasil não há nenhum elogio de Casagrande, a sua última coluna sobre o país do futebol foi “Corte de cabelo e dancinha não fazem perder Copa, mas não ajudam a ganhar”, um claro deboche a Seleção Brasileira.

É gritante a diferença de tratamento dado ao Brasil e a Europa, os jogadores europeus não são só tratados como 

 melhores que os brasileiros, mas também como santos. Essa é a questão moral que é crucial para atacar o futebol brasileiro. Julgar os jogadores pelo seu futebol inevitavelmente leva a considerar a superioridade do Futebol Brasileiro e por isso o melhor para a imprensa burguesa é avaliar outras questões que não o próprio esporte. No quesito moral é possível atacar qualquer um pois ninguém é perfeito e já que só chegam as notícias ruins dos jogadores brasileiros mas nada sobre os Mbappés, Haalands e Modrics a impressão que fica é que só os brasileiros são defeituosos.

É a mesma campanha feita na política, para atacar lideranças populares que defendem os trabalhadores não é bom entrar no âmbito da questão política, que nesse terreno não é possível vencer. É necessário fazer uma campanha moral, falar de possíveis roubos, de corrupção e até da vida pessoal das pessoas para tentar indispor os trabalhadores com quem quer que seja a vítima do ataque. Além disso existem também as calúnias e falsificações. Desta forma o manual da cobertura da imprensa burguesa de seus inimigos políticos e do Futebol Brasileiro é o mesmo.

Os elogios a Honda e Mahrez de que visitam hospitais são apenas uma subserviência aos europeus. Todos os jogadores de futebol que tem alguma equipe de imprensa, que são a grande maioria dos clubes profissionais, fazem ações de caridade para melhorar a sua imagem. Alguns de fato são simpáticos, como é o caso de Neymar que já foi flagrado várias vezes dando atenção aos fãs que invadiram o estádio. Richarlison também tem um projeto de caridade no Brasil, mas Casagrande segue à risca a regra número 1 da cobertura da imprensa burguesa: “Nenhum craque brasileiro deve ser exaltado”.

Os jogadores franceses, por outro lado, são os deuses do futebol e Mbappé é a mistura de Zeus com Odin. Por isso Casagrande dedica todo um artigo para exaltar o camisa 10 da França “Mbappé fez apenas 24 anos: é um gigante que nunca foi chamado de ‘menino’“. Aqui existe uma clara alusão a Neymar, que foi chamado muitas vezes de menino, mas curiosamente sem citar o nome do melhor jogador do mundo em todo o texto. Casagrande elogia Messi e Mbappe como os grandes nomes do PSG, clube onde joga Neymar, e ignora completamente o brasileiro. Nesse caso a bajulação aos europeus atinge o nível ridículo.

Ele afirma: “PSG tem a sua grande chance de ganhar essa Champions, graças ao momento gigantesco dos dois (Messi e Mbappé)”. Aqui fica escancarada a campanha contra o Brasil. Nem mesmo os que realmente consideram estes dois jogadores gênios discordam que Neymar é um dos melhores do mundo, não citar isso em todo artigo tem como único objetivo diminuir o jogador brasileiro ante aos jogadores argentino e ao francês. Essa tentativa de crítica sutil, que é bem grosseira na realidade, é ainda pior quando Casagrande compara Neymar a Modric, devido ao jogo de Brasil x Croácia.

O colunista da UOL escreveu “Entre Modric e Neymar, fica na Copa o camisa 10 altruísta; o egoísta se foi”. Ele, que aparentemente não assistiu o jogo, considera que Neymar foi um inútil egoísta e Modric um exemplo de ser humano, um Jesus Cristo de chuteiras. Em suas palavras: “O 10 da Croácia desfilava talento, visão de jogo, noção de tempo e espaço, parecendo um verdadeiro maestro de uma orquestra dependente do seu talento. O 10 do Brasil, nada. Muitas caras e bocas aparecendo no telão, mas sem influência positiva no jogo brasileiro” Este é um claro exemplo da necessidade das taxações moralistas, para os que assistiram o jogo a análise de Casagrande claramente está errada, Neymar foi o grande craque do jogo, inclusive marcando o gol, um dos mais bonitos da copa, em uma jogada individual e também coletiva.

O interessante é que de 2018 para 2022 o jogo virou, a Croácia foi de vilã a mocinha. Em 2018 na final da Copa França x Croácia a mesma imprensa fez uma campanha enorme em defesa da França, atacando os croatas como nazistas e os franceses como heróis anti racistas. Os mesmos nazistas, quando jogaram contra os franceses, viraram altruístas quando jogavam contra o Brasil. No jogo França x Croácia, entraram 11 Martin Luther Kings em campo contra 11 Mussolinis. Já no jogo Croácia X Brasil, foram 11 apóstolos contra 11 bandidos. Como sempre, a campanha moral aparece só quando é conveniente, o argumento negros contra nazistas serve apenas para defender os negros da Europa, os negros brasileiros, no entanto, assim como nos tribunais, não tem direito de defesa.

Terminada a Copa segue a campanha moralista para diminuir o futebol brasileiro. Os europeus são altruístas, que visitam hospitais infantis e não são “adultos”. Os brasileiros são meninos egoístas que pintam o cabelo e fazem dancinhas. Isso claramente prova que o futebol brasileiro é inferior, os técnicos são inferiores e que é preciso uma intervenção geral para fazer uma mudança total no futebol do Brasil. É uma campanha absurda que só é possível na imprensa burguesa brasileira, controlada por um punhado de famílias. Enquanto isso, até a FIFA categoriza o Brasil como o melhor futebol do mundo, mas essa notícia, ao contrário da visita de Haaland a um hospital, é ignorada na imprensa esportiva profissional.

 

https://causaoperaria.org.br/2022/casagrande-moralismo-disfarcado-de-responsabilidade-social/

 

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Chapolin Gremista
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ELE É UM HERÓI!

Casagrande, o menino que só quer defender a democracia

Em entrevista, Casagrande explica por que a derrota da seleção salvou a “democracia”

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Ele não para. É uma “pérola” atrás da outra. O comentarista esportivo da imprensa golpista, Walter Casagrande Jr., voltou a nos brindar com mais uma pílula de “sabedoria” sobre a seleção brasileira e a Copa do Mundo. Parece que não há um dia sequer em que o hoje funcionário do Grupo Folha não fale uma bobagem. 

A sua última façanha foi a entrevista que concedeu ao seu próprio empregador, a Folha de S. Paulo, na qual cravou que “Se o Brasil tivesse vencido a Copa, acho que Bolsonaro usaria o título para motivar o golpe, o título seria usado pelo governo como ocorreu em 1970”. 

Qual a conclusão prática que podemos e devemos tirar dessa colocação? Que para salvar a “democracia” brasileira e evitar o golpe de Bolsonaro, era preciso defender a derrota da seleção brasileira na Copa do Mundo. Casagrande passou a Copa inteira (na verdade, sua atuação vem de antes) atacando Neymar, avacalhando a seleção de conjunto, jogando tinta em Tite, exaltando artificialmente as seleções adversárias. E por quê? Porque ele é um combatente pela democracia e estava travando uma luta de vida ou morte contra o golpe de Bolsonaro. Parabéns, Casagrande! Você é um herói!

Seguindo a linha de raciocínio do comentarista, herói também seria o árbitro inglês, bem como o holandês que dirigiu o VAR, do jogo que eliminou o Brasil, contra a Croácia. Como esquecer da bela “manchete”, aquele fundamento básico do vôlei, que o defensor croata operou no início do segundo tempo? E como esquecer da cara do juiz inglês que simplesmente levantou a mão e mandou a Croácia seguir após consulta ao glorioso VAR? Estamos no aguardo de algum comentário ou artigo de Casagrande reconhecendo o papel decisivo deles na defesa da “democracia” brasileira. 

Essa entrevista de Casagrande é na verdade uma confissão. É como se ele dissesse: “Torci contra a seleção, usei meus artigos no UOL, meu espaço na imprensa para atacar o time, pressionar os jogadores. Evidentemente, mirei na peça mais importante da equipe, Neymar. Prejudicando Neymar, seria mais fácil prejudicar o time todo. Mas fiz tudo isso por uma boa causa. O que estava em jogo era a democracia brasileira. Era preciso defendê-la contra essa encarnação bolsonarista em que se transformou a seleção.”

Para Casagrande, a seleção brasileira não poderia ser outra coisa que não um instrumento do bolsonarismo. E como Casagrande é um defensor da democracia e está em luta contra Bolsonaro, era preciso agir. Ainda mais na sua área de atuação, o futebol. Era preciso metralhar a seleção e seus principais elementos. E assim Casagrande fez. Parabéns, Casagrande! Você é um herói!

Casagrande se aventura a falar sobre futebol e seleção, golpe de Estado e bolsonarismo, mas não entende nada de tudo isso. Toma aspectos superficiais e secundários e os eleva à condição de aspectos essenciais, principais, decisivos.

Por que a seleção brasileira de futebol seria a representação do bolsonarismo? Porque, para ele, alguns jogadores, em especial Neymar, o principal deles, manifestaram alguma opinião política a favor de Bolsonaro. Esse é o critério de Casagrande para analisar os fenômenos: declarações, opiniões, ideias soltas aqui e ali por este ou aquele jogador. 

O grande problema, Casagrande, é que não basta alguém declarar ser alguma coisa para ele efetivamente seja essa coisa. Para os verdadeiros marxistas, iniciados na concepção materialista de mundo, essa ideia é relativamente simples de compreender. Mas ela está longe de ser inacessível para quem não guarda relação com o marxismo. Se eu, por exemplo, falo que a gravidade não existe, por acaso a lei da gravidade deixa de atuar na realidade? Entre as ideias e a realidade há sempre alguma relação, mas nem sempre (de fato, na maioria das vezes) uma relação de estrita fidelidade e correspondência. É por isso que alguém pense ou diga que está fazendo X, mas, na prática, na realidade, está fazendo Y.

Alguns jogadores da seleção declararam voto em Bolsonaro nas últimas eleições. Mas e na prática? Eles de fato atuam para fortalecer o bolsonarismo? São figuras importantes, com papéis decisivos, do movimento de extrema direita? É claro que não. Neymar, por acaso, é um elemento fundamental do movimento bolsonarista? É um organizador, propagandista e agitador sistemático, ideólogo, militante em tempo integral do bolsonarismo? É claro que não. Politicamente para o bolsonarismo, Neymar é uma figura sem importância. Se ele morresse amanhã, não faria a menor falta para o movimento. O bolsonarismo não depende dele para nada.

O mesmo já não aconteceria no futebol. Se Neymar morresse amanhã, deixaria um buraco na seleção, no futebol brasileiro e mundial que não seria preenchido por ninguém no curto e médio prazo. Em se tratando da seleção brasileira, particularmente, perderíamos o jogador que lidera a equipe há mais ou menos uma década, um jogador extraordinário, raro, desses que não surgem todo ano. Um jogador que não possui substituto imediato. 

Ao se analisar qualquer fenômeno, processo, acontecimento, indivíduos etc., é preciso identificar o papel objetivo, real que cada coisa cumpre na realidade. É preciso ir além das declarações e opiniões e conferir a atuação prática, o movimento real, o sentido objetivo de cada coisa. Neymar ― na prática, na realidade, na objetividade das coisas ― é um jogador de futebol, não um jogador qualquer, mas um craque, um jogador de seleção, e não de qualquer seleção, mas da brasileira, aquela que já teve em suas fileiras um verdadeiro exército de craques e gênios da boa. Do ponto vista da sociedade em geral, seu papel fundamental não é o de um bolsonarista, mas o de um  jogador de futebol brasileiro. Sua atividade principal, aquela em torno da qual sua vida está organizada, é jogar futebol, e não organizar, propagandear e dirigir o movimento bolsonarista. Não está claro o que é o principal e o que é o secundário?

É por esse mesmo motivo que não basta afirmar que se está defendendo a democracia para estar realmente defendendo a democracia. É o seu caso, Casagrande. Quem ataca a seleção brasileira, seus jogadores e técnicos, não está lutando contra Bolsonaro. Está, na verdade, fortalecendo-o. A seleção brasileira é uma expressão concentrada do futebol brasileiro, e este, por sua vez, é uma obra magnífica do povo, da classe operária, dos negros e mulatos pobres do país. Ninguém derrotará Bolsonaro e a extrema direita atacando essa obra. A vitória da seleção na Copa não fortaleceria Bolsonaro. Ao contrário: enfraqueceria o bolsonarismo e fortaleceria o povo e as organizações que ajudaram a eleger Lula. Não é possível derrotar Bolsonaro e a direita golpista sem a mobilização do povo. E o futebol é parte indissolúvel do povo, uma manifestação, uma criação, uma obra desse mesmo povo.

Se isso é assim, então cabe a pergunta: quem de fato combate o bolsonarismo, Neymar ou Casagrande?

https://causaoperaria.org.br/2022/casagrande-o-menino-que-so-quer-defender-a-democracia/

 

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Chapolin Gremista
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CAMPANHA

Pelo direito de férias de Neymar e dos jogadores brasileiros

Até isso é motivo para atacar Neymar

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Conforme chamamos a atenção várias vezes, vale tudo quado o assunto é atacar o futebol brasileiro e os jogadores. A mais nova é acusar Neymar de tirar férias. Sim, parece estranho, mas foi isso.

Casagrande, que se apresenta como esquerdista, mas é um funcionário do milionário empresário dono da Folha de S. Paulo golpista, foi um dos que acusaram Neymar de ter tirado férias:

“Li agora que ele recusou as férias e já voltou a treinar com o seu clube, o PSG, mesmo com a enorme frustração de ter perdido a final. Qualquer “diferença” com algum brasileiro é só mera coincidência.”

A comparação do grande francês com Neymar. É interessante notar que sempre haverá um europeu para ser chamado de superior, seja lá por qual motivo. Mas voltemos para as férias.

Primeiro, será que Neymar fez alguma coisa de errado em ficar em seu país algumas semanas após a Copa de férias? Parece que não. Ele não descumpriu nada, voltou ao PSG quando era para ter voltado. Se Mbappé quis voltar antes, azar o dele. Também é preciso sempre suspeitar dessas informações jogadas na imprensa.

Ser jogador de futebol não é um trabalho qualquer. Seria injusto comparar essa atividade com a de um operário, por exemplo. Mesmo assim, jogador de futebol também é ser um funcionário de um grande capitalista e até onde me consta nós defendemos o direito de férias das pessoas. Casagrande a imprensa nacional que atacam Neymar por “voltar depois de Mbappé para treinar” parecem que não prezam muito por esse direito. Para nós, por exemplo, se formos rigorosos e acreditar na informação de que o europeu Mbappé recusou suas férias, seria mais lógico chamar o francês de pelego, afinal, funcionário que abre mão de seus direito é o que?

Não há apenas o argumento trabalhista nessa história toda. Do ponto de vista do futebol acusar Neymar de tirar férias e atribuir isso – direta ou indiretamente – ao seu desempenho como jogador é ridículo.

Há uma lista de jogadores brasileiros que não só tiravam férias, como muitas vezes faltavam de treinos. Romário é um deles. Por que Casagrande não fala que Romário é um lixo de jogador por causa disso. O próprio Casagrande, até onde nos consta, era flagrado em baladas noturnas quando era jogador. O que isso tem a ver? Nada.

Quantos jogadores brasileiro não burlaram o esquema europeu para passar o carnaval no Brasil? Inúmeros. Casagrande é um grande moralista do futebol, e como todo moralista, tem teto de vidro. Ele está orientado em atacar os jogadores brasileiros, não importa como, a ordem é atacar.

Qual é o problema com Neymar? O problema é que existe uma campanha contra ele. Tudo o que os outros fazem é bom, tudo o que Neymar faz é ruim. Muitas vezes por motivos opostos um do outro atacam Neymar. Com Neymar funciona aquela frase de Machado de Assis: “preso por ter cão, preso por não ter cão”.

https://causaoperaria.org.br/2022/pelo-direito-de-ferias-de-neymar-e-dos-jogadores-brasileiros/

 

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Chapolin Gremista

 

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NOVO TÉCNICO DO BRASIL

O povo brasileiro não quer técnico estrangeiro na Seleção

Pesquisa Datafolha mostra que o povo prefere um técnico brasileiro

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Após o fim da participação da seleção brasileira na Copa do Mundo no Catar, Tite cumpriu com o que já tinha avisado anteriormente, que não seguiria no comando do time canarinho. Com isso, começaram a surgir vários boatos de quem poderia assumir o posto, e a discussão trouxe o debate sobre a possibilidade do técnico estrangeiro, Desde Abel Ferreira, passando por Carlo Ancelotti, José Mourinho e, o mais recente boato, que envolve Zinedine Zidane, todos foram nomes que passaram pela imprensa nos últimos dias. No entanto, mesmo com os predicados e a insistência da imprensa, o povo brasileiro segue preferindo um técnico daqui no comando da seleção pentacampeã.

De acordo com a pesquisa Datafolha, 48% das pessoas são favoráveis a um treinador brasileiro no Brasil, enquanto 41% foram favoráveis a um nome de fora. O restante do estudou mostrou que 6% são indiferentes e 5% não souberam responder.

Ednaldo Rodrigues, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), afirmou que o novo comandante será escolhido em janeiro.

https://causaoperaria.org.br/2022/o-povo-brasileiro-nao-quer-tecnico-estrangeiro-na-selecao/

 

 

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  • 2 weeks later...
NOTÍCIAS

A seleção brasileira segue sem técnico após a saída de Tite no fim do ano passado, depois da Copa do Mundo. 

Alguns nomes têm sido especulados, mas segundo o ex-jogador Carlos Alberto, o português José Mourinho será o novo comandante da equipe.

- Talvez o Mourinho seja o novo técnico da Seleção Brasileira, estou te falando em primeira mão. É informação. Ele me convidou, inclusive, para ser auxiliar - cravou Carlos Alberto, no podcast 'Mundo GV'.

Fonte : https://www.lance.com.br/fora-de-campo/carlos-alberto-crava-novo-tecnico-da-selecao-me-chamou-para-ser-auxiliar.html

Mourinho é retranqueiro e não acredito que possa vir treinar a seleção brasileira, já que não aceitou convites para treinar a seleção de seu próprio país, não acredito que aceitaria vir morar no Brasil.

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